Pessoas LGBT+ eleitas sobem de 18 para 35 em 2026, aponta Instituto Plena Cidadania
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Para a cobertura de esquerda, o resultado é uma vitória da representação política de um grupo historicamente excluído, obtida apesar de um ambiente de violência. Segundo o Instituto Plena Cidadania, 94% das candidaturas relataram episódios de violência política e 76% apontaram a falta de recursos como principal barreira. A concentração dos eleitos em partidos de esquerda é associada ao acesso desigual ao financiamento partidário, e a diversidade de mulheres, pessoas negras e travestis é apresentada como ampliação da democracia.
Levantamento do Instituto Plena Cidadania, responsável pela iniciativa VoteLGBT, aponta que o número de pessoas LGBT+ eleitas para cargos legislativos no Brasil passou de 18 em 2022 para 35 em 2026. As candidaturas eleitas somaram 10,7 milhões de votos.
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Levantamento do Instituto Plena Cidadania mostra que 35 pessoas LGBT+ foram eleitas para o Legislativo em 2026, quase o dobro de 2022. A bancada na Câmara dos Deputados foi de quatro para 13, todos os eleitos são de partidos de esquerda e 94% das candidaturas relataram violência política.
O número de pessoas LGBT+ eleitas para cargos legislativos no Brasil praticamente dobrou em 2026. Segundo levantamento do Instituto Plena Cidadania, responsável pela iniciativa VoteLGBT, foram 35 pessoas eleitas neste ano, contra 18 em 2022. Juntas, essas candidaturas receberam 10,7 milhões de votos.
O crescimento mais forte ocorreu na Câmara dos Deputados, onde a bancada LGBT+ passou de quatro para 13 parlamentares. No Senado, a representação se manteve em uma cadeira. Outras 21 pessoas foram eleitas para assembleias legislativas estaduais e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Entre os nomes de destaque está a deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, mulher trans que recebeu quase 1,6 milhão de votos.
Os dados convergem em toda a cobertura. Das 35 pessoas eleitas, 27 são mulheres e 22 são negras. Sete são mulheres trans ou travestis. Todas concorreram por partidos de esquerda: o PT elegeu 17, o PSOL 14, o PCdoB três e o PV um. O número de candidaturas LGBT+ também subiu, de 327 em 2022 para 519 neste ano, uma alta de 58,7%.
A cobertura de centro, em texto de agência, contextualizou o resultado ao lembrar que as eleições de 2026 também registraram avanço da extrema direita no Congresso Nacional. O relato informou que, num universo de 187 candidaturas consultadas, 94% disseram ter sofrido violência política durante a campanha.
Veículos de esquerda deram mais espaço aos obstáculos enfrentados pelas candidaturas. Destacaram que 76% apontaram a falta de recursos e o acesso desigual ao financiamento como principal barreira, e que 68% relataram ataques e assédio nas redes sociais. Essa cobertura também detalhou a expansão territorial: pessoas LGBT+ foram eleitas em 14 unidades da Federação, contra oito em 2022, e Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Santa Catarina elegeram representantes LGBT+ pela primeira vez. O Norte não teve eleitos. O instituto relaciona a concentração em legendas de esquerda ao financiamento: em 2024, mais de 80% das candidaturas LGBT+ desses partidos receberam recursos, contra menos da metade no centro e na direita.
As duas coberturas reproduziram a avaliação de Gui Mohallem, da direção executiva do instituto, para quem a violência não foi capaz de impedir o avanço da representação LGBT+ e o resultado precisa ser celebrado. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o levantamento, e não houve manifestação de partidos de centro ou de direita sobre a ausência de eleitos LGBT+ em suas legendas.
Ainda não se sabe como essa bancada vai se articular no novo Congresso, nem se partidos fora da esquerda pretendem mudar a distribuição de recursos para essas candidaturas. A metodologia completa da pesquisa sobre violência política também não foi detalhada nas reportagens.
O levantamento do VOTELGBT também identificou 519 candidaturas neste ano, contra 327 em 2022

Eleições 2026 marcam avanço histórico: número de pessoas LGBT+ eleitas dobrou, com mais diversidade e representação na política brasileira.
