Eleição de Thabatta Pimenta amplia bancada trans na Câmara dos Deputados
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O resultado é lido como avanço da presença de pessoas trans e travestis nos espaços de poder, com a Câmara ganhando uma terceira deputada trans e as assembleias renovando a bancada. A ênfase recai na representação como ferramenta para disputar direitos e proteger uma população vulnerável.
A eleição de Thabatta Pimenta (PSOL-RN) para a Câmara dos Deputados se soma às reeleições de Duda Salabert (PSOL-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP). Nas assembleias, Natasha Ferreira (PT-RS) e Sofia Favero (PSOL-SP) foram eleitas pela primeira vez e Dani Balbi (PCdoB-RJ) e Linda Brasil (PSOL-SE) reeleitas, esta com posse dependente da Justiça Eleitoral.
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2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Os dois textos relatam que Thabatta Pimenta foi eleita deputada federal, que Duda Salabert e Erika Hilton se reelegeram e que a posse de Linda Brasil em Sergipe depende da Justiça Eleitoral.
A eleição de Thabatta Pimenta ampliou a bancada trans na Câmara dos Deputados, ao lado das reeleitas Duda Salabert e Erika Hilton. Nas assembleias, Natasha Ferreira e Sofia Favero estreiam, e a posse de Linda Brasil em Sergipe depende da Justiça Eleitoral.
A eleição de Thabatta Pimenta, do PSOL do Rio Grande do Norte, ampliou a presença de pessoas trans na Câmara dos Deputados. Ela se junta a Duda Salabert, do PSOL de Minas Gerais, e Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, que foram reeleitas para a Casa.
Nas assembleias legislativas, duas mulheres trans conquistaram o primeiro mandato: Natasha Ferreira, do PT do Rio Grande do Sul, e Sofia Favero, do PSOL de São Paulo. Elas se somam às deputadas estaduais reeleitas Dani Balbi, do PCdoB do Rio de Janeiro, e Linda Brasil, do PSOL de Sergipe.
O caso de Linda Brasil ainda não está fechado. Terceira deputada estadual mais votada em Sergipe, ela depende de uma decisão da Justiça Eleitoral para tomar posse. O motivo é o indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, documento conhecido pela sigla DRAP, de toda a Federação PSOL/Rede no estado.
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais, a Antra, comemorou o resultado e informou que houve 116 candidaturas trans neste ano. Em comunicado, a entidade afirmou que não se trata apenas de produzir números, mas de registrar a participação política do grupo e enfrentar o apagamento. Para a associação, o mandato amplia a capacidade de disputar direitos e proteger vidas.
A cobertura de centro relatou o resultado de forma descritiva, com nomes, partidos e estados das eleitas, e atribuiu o tom de conquista às falas da Antra. O mesmo texto, produzido por uma agência pública, circulou em dois veículos sem alterações de conteúdo. Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda com enquadramento próprio sobre o tema, nem de veículos de direita, o que caracteriza um ponto cego: a leitura crítica ou alternativa sobre a concentração da bancada em um único partido não apareceu no noticiário analisado.
Ainda não se sabe quando a Justiça Eleitoral decidirá sobre o DRAP da Federação PSOL/Rede em Sergipe, nem se a decisão afetará a posse de Linda Brasil. A cobertura também não trouxe a votação de cada eleita nem a comparação com o número de parlamentares trans de legislaturas anteriores.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) comemorou o avanço das bancadas e também das candidaturas, que foram 116 neste ano.