Lula desfila em Brasília e ato de Flávio Bolsonaro na Paulista reúne 28,5 mil
3 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 2 veículos de direita

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O feriado de 7 de Setembro de 2026 concentrou dois eventos políticos distintos, a menos de um mês do primeiro turno da eleição presidencial. Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A cerimônia teve três eixos temáticos, soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, e o presidente não discursou. Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, convocou ato na Avenida Paulista com os motes “Fora Lula” e “Fora Moraes”. O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, em parceria com a More in Common, estimou 28,5 mil pessoas no pico do ato, contra 42,2 mil em 2025.
Para o enquadramento de esquerda, o 7 de Setembro de 2026 devolveu a data cívica ao Estado e expôs o encolhimento da mobilização de rua da direita. Luiz Inácio Lula da Silva usou o pronunciamento em cadeia nacional para responder ao tarifaço dos Estados Unidos e defender que as riquezas nacionais, da segunda maior reserva de terras raras do mundo à nova jazida de petróleo, financiem tecnologia, emprego e serviços públicos no país.
No enquadramento de direita, a cerimônia oficial em Brasília funcionou como palanque institucional bancado pelo Estado em plena campanha, e a própria precaução do governo revela isso: a Advocacia-Geral da União acompanhou os preparativos, cores partidárias foram evitadas e a soberania, mote do desfile, é também o principal tema da candidatura à reeleição.
10 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados registram os mesmos fatos centrais: Lula manteve o rito institucional em Brasília, sem discurso, com a soberania como mote; Flávio Bolsonaro fez ato de campanha na Avenida Paulista contra o governo e contra Alexandre de Moraes; e o público da manifestação em São Paulo ficou abaixo do de 2025 e de 2024.
No feriado da Independência de 2026, a menos de um mês do primeiro turno, o país teve dois palcos. Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistiu ao desfile oficial ao lado dos chefes do Supremo Tribunal Federal, do Senado e da Câmara. Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro reuniu apoiadores na Avenida Paulista contra o governo e contra o ministro Alexandre de Moraes.
O feriado da Independência de 2026 colocou a disputa presidencial em dois palcos, a menos de um mês do primeiro turno. Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistiu ao desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, convocou apoiadores para um ato na Avenida Paulista com os motes “Fora Lula” e “Fora Moraes”.
Na véspera, em pronunciamento de pouco mais de três minutos em cadeia nacional de rádio e televisão, Lula adotou a soberania como eixo. Afirmou que o país “não é e não será colônia de ninguém” e que “nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender”, sem citar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo tarifaço sobre produtos brasileiros está no pano de fundo. O discurso citou a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a descoberta de uma nova reserva de petróleo e a aprovação, no Congresso, do marco legal dos minerais críticos e estratégicos, e estendeu o conceito de soberania a saúde pública, educação gratuita, combate à fome e redução das desigualdades.
A cerimônia oficial foi organizada em torno de três eixos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que o Brasil sediará. O presidente não discursou e acompanhou o desfile da tribuna, formato adotado sob orientação da Advocacia-Geral da União para evitar questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral por propaganda eleitoral, precaução ligada à condenação de Jair Bolsonaro em 2023 pelo uso da data em 2022. Entre os ministros do Supremo Tribunal Federal, só Fachin compareceu: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino não foram, em meio à crise aberta na Corte depois que o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.
Os números do dia viraram o principal ponto de disputa. O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, em parceria com a More in Common, estimou 28,5 mil pessoas no pico do ato da Avenida Paulista, às 16h32, com margem de erro de 3,4 mil, contra 42,2 mil em 2025 e 45,4 mil em 2024. Um levantamento independente feito com imagens aéreas de drone chegou a 34.200 pessoas e registrou 14 graus no momento da manifestação. Para Brasília, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou 70 mil pessoas, sem divulgar a metodologia, enquanto as forças de segurança do Distrito Federal projetavam 30 mil ao longo do feriado.
Veículos de esquerda destacaram o contraste entre a cerimônia de Estado e o que descreveram como esgotamento da mobilização de rua da oposição, enfatizando a queda do público na Avenida Paulista e a defesa das riquezas nacionais contra pressão externa. Nessa leitura, a soberania aparece como projeto social, com o combate ao feminicídio e a cobrança pelo fim da escala 6x1, feita por parte da plateia, como extensões do mesmo tema.
A cobertura de centro relatou o rito e as ausências, listou as autoridades presentes, registrou que o governo evitou cores partidárias por causa do período eleitoral e detalhou as metodologias de contagem de público, inclusive expondo as divergências entre elas. Foi também a cobertura de centro que documentou o estágio da crise no Supremo Tribunal Federal e os prazos abertos por Fachin para manifestação dos envolvidos.
Veículos de direita concentraram-se na contagem de público e no conteúdo dos discursos do ato, sem enquadramento editorial marcado, reproduzindo a promessa do candidato de indicar cinco ministros ao Supremo Tribunal Federal e as críticas ao custo de vida, aos juros altos e ao que os organizadores chamam de perseguição política. Nos palanques de São Paulo, lideranças cobraram do presidente do Senado a votação de pedido de impeachment contra Moraes.
O que ainda não se sabe é como o governo chegou aos 70 mil participantes em Brasília, já que a metodologia não foi divulgada, e se a oposição levará ao Tribunal Superior Eleitoral alguma representação sobre o uso da data. Também segue em aberto o desfecho da crise no Supremo Tribunal Federal, com prazos de manifestação abertos, e o efeito eleitoral da diferença de mobilização entre os dois eventos.
Manifestação do 7 de Setembro bolsonarista contra Lula e Moraes teve público menor do que os de 2024 e 2025. Leia no Poder360.

Ato bolsonarista na Paulista teve menor público desde 2022, enquanto desfile liderado por Lula em Brasília reuniu 70 mil pessoas, segundo a Secom


Neste ano, o desfile do 7 de setembro tem três eixos: soberania, o combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina 2027
Presidente do STF é o único ministro presente; Corte vive crise sem precedentes desde que o ministro Mendonça tornou público um relatório da PF com mensagens de Vorcaro a Moraes

Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino não marcam presença

A contagem da USP/Cebrap e da More in Common é feita a partire de fotos aéreas analisadas por meio de um software de inteligência artificial

Lula exalta democracia, soberania e união em pronunciamento na véspera do 7 de Setembro e destaca economia, emprego e programas sociais.

Presidente prioriza a agenda institucional e o desfile cívico-militar em Brasília.

Público passará por revista individual; planejamento inclui ônibus extras e bolsões de estacionamento. Uso de garrafas d

Nesta matéria: perspectiva omitida.