
Lava Jato: 75 investigados disputam cargos na eleição de 2026, diz levantamento
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Um levantamento com base em inquéritos e nos registros de candidatura da Justiça Eleitoral identificou 75 pessoas que foram alvos da Operação Lava Jato entre os candidatos da eleição de 2026, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nove delas chegaram a ficar presas em desdobramentos da operação, com condenações definitivas ou não. A lista reúne situações jurídicas distintas: investigados sem denúncia, denúncias rejeitadas, inquéritos arquivados, absolvições e condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal a partir de 2021, quando a Corte reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a suspeição do então juiz Sergio Moro.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Um levantamento com base em inquéritos e nos registros de candidatura da Justiça Eleitoral identificou 75 pessoas que foram alvos da Operação Lava Jato entre os candidatos da eleição de 2026, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Direita
Pelo prisma da direita, o levantamento mede o tamanho do retrocesso no combate à corrupção: 75 pessoas que a maior investigação já feita no Brasil alcançou voltam às urnas em 2026, nove delas com passagem pela prisão, e o partido com mais nomes é o do presidente da República.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto sustenta cada número com fonte declarada (Justiça Eleitoral, inquéritos) e distingue com cuidado as situações jurídicas: 'muitos candidatos tiveram seus inquéritos arquivados', 'houve cumprimento de pena, pelo menos parcial, até que os julgamentos fossem considerados inválidos'. Registra tanto a anulação por incompetência da 13ª Vara quanto a ressalva de que Lula 'não foi inocentado', e narra o Vaza Jato sem adjetivar. A distribuição por partido e por cargo é apresentada como dado, não como acusação. Enquadramento factual típico de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo repete os números do levantamento de origem, mas a seleção editorial puxa para a direita: o título nomeia três petistas (Lula, Zé Dirceu e Gleisi Hoffmann) e não os candidatos de outros campos com o mesmo perfil, e o texto insiste no contraste 'embora afirme que não há mais condenações, Lula não foi declarado inocentado'. A cadeia PT-22, Progressistas-13, MDB-9 é apresentada como ranking de responsabilidade. O enquadramento é de accountability e de impunidade produzida por decisão judicial, marcador clássico do campo à direita, ainda que os fatos citados sejam corretos.
Um levantamento com base em inquéritos e nos registros da Justiça Eleitoral identificou 75 políticos investigados pela Operação Lava Jato entre os candidatos de 2026, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nove deles chegaram a ficar presos. A lista reúne desde absolvidos e investigados sem denúncia até condenados cujas sentenças foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros 74 políticos que foram alvos da Operação Lava Jato aparecem como candidatos na eleição de 2026. O número vem de um levantamento construído a partir de inquéritos e dos registros de candidatura disponíveis na Justiça Eleitoral. Dos 75 nomes, nove chegaram a ficar presos em desdobramentos da operação, com condenações definitivas ou não. A lista reúne situações jurídicas muito diferentes entre si: há quem tenha sido apenas investigado, quem teve denúncia rejeitada, quem teve inquérito arquivado, quem foi absolvido e quem teve condenação anulada pelo Supremo Tribunal Federal depois de já ter cumprido parte da pena.
Os dois lados que cobriram o caso trabalham com os mesmos números. Por partido, o Partido dos Trabalhadores tem pelo menos 22 candidatos alcançados pela operação, seguido pelo Progressistas, com 13, pelo MDB, com 9, pelo PSD, com 7, e pelo Republicanos, com 6. Por cargo, 39 disputam vaga de deputado federal, 17 concorrem ao Senado, 8 a governos estaduais, 5 a deputado estadual, 3 a vice-presidente, 2 a primeiro suplente de senador e 1 à Presidência da República. O patrimônio declarado à Justiça Eleitoral também foi apurado: 54 dos 75 informaram bens acima de R$ 1 milhão e, dentro desse grupo, 15 declararam mais de R$ 10 milhões.
O caso de Lula é o mais detalhado nas duas coberturas. Ele ficou 580 dias preso, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, depois de condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá, em sentença de primeira instância assinada pelo então juiz Sergio Moro. Em março de 2021, o ministro Edson Fachin anulou as condenações ao concluir que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos, decisão confirmada pelo plenário no mês seguinte. No mesmo período, a Segunda Turma do Supremo declarou Moro suspeito no processo do tríplex. Os processos foram remetidos à primeira instância e depois considerados prescritos.
A cobertura de centro apresentou o material como exercício de dados, com a metodologia declarada, a distinção explícita entre investigados e condenados e um bloco final sobre o que restou da operação. Nessa leitura, o ponto forte é o contraste geográfico: enquanto no Brasil houve anulação de condenações e trancamento de acordos de leniência, em países como Peru, Estados Unidos e Reino Unido as provas obtidas aqui seguiram válidas. Em 20 de maio de 2026, um tribunal de Londres decidiu que a agência britânica Serious Fraud Office pode continuar usando essas provas para defender o confisco de 7,3 milhões de libras de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de repassar propina.
Veículos de direita repercutiram o levantamento com outro peso. O recorte escolhido destaca no título nomes ligados ao partido do presidente e insiste na diferença entre anulação e absolvição, lembrando que Lula não foi declarado inocentado e que os processos morreram por prescrição. Nessa chave, o dado mede impunidade produzida por decisão judicial, e a Lei da Ficha Limpa aparece como filtro insuficiente diante de condenações desfeitas. Até o momento, veículos de esquerda não repercutiram o levantamento; o argumento que esse campo costuma opor, e que está no próprio material publicado, é que ser alvo de inquérito não equivale a ser condenado, que candidatos como Gleisi Hoffmann foram absolvidos e que as anulações decorreram do reconhecimento de incompetência do juízo e de parcialidade do juiz, exposta em 2019 pela divulgação de mensagens trocadas entre Moro e procuradores.
O que ainda não se sabe é como esse retrato se comporta até a votação. Nenhuma das coberturas ouviu os citados ou seus partidos, e nenhuma detalha o critério que separa, dentro do total de 75, quem respondeu a ação penal de quem apareceu só como investigado em inquérito arquivado. Também não há informação sobre eventuais impugnações de registro pendentes na Justiça Eleitoral, que podem alterar a lista, nem sobre o desfecho dos processos derivados que continuam correndo no exterior.
As duas coberturas partem do mesmo levantamento e não divergem sobre os números: 75 candidatos alcançados pela Operação Lava Jato, nove com passagem pela prisão, PT com 22 nomes, Progressistas com 13 e MDB com 9. Também convergem em que as condenações de Lula foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal por incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, sem declaração de inocência, e em que as provas produzidas no Brasil continuam válidas em processos no exterior.

Muitas investigações foram anuladas e políticos tentam permanecer ou voltar ao jogo; PT e PP lideram em nomes. Leia no Poder360

Levantamento aponta que 75 alvos da Lava Jato, da base governista à oposição, concorrem neste ano. Leia na Gazeta do Povo.
Perspectivas omitidas
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