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A dois dias do fim do prazo para as convenções partidárias, em 5 de agosto de 2026, Romeu Zema (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL) são os únicos entre os cinco candidatos presidenciais mais bem colocados nas pesquisas que ainda não anunciaram seus vices. A tendência no Novo é uma chapa formada só por filiados do partido, com o senador Eduardo Girão e o cientista político Felipe D'Ávila como nomes mais citados. Lula tem Alckmin, Caiado tem Kassab e Renan Santos tem Aroldo Medina.
A dois dias do fim do prazo legal para as convenções partidárias, marcado para 5 de agosto de 2026, dois dos cinco candidatos à Presidência da República mais bem posicionados nas pesquisas ainda não anunciaram quem completará suas chapas: o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A legislação eleitoral não admite chapa incompleta. Se o registro for protocolado sem vice, a Justiça Eleitoral indefere o pedido. O prazo para registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral vai até 15 de agosto.
A cobertura de centro relatou o mapa completo da disputa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, terá novamente Geraldo Alckmin, do PSB, como companheiro de chapa, arranjo confirmado nas convenções do PSB, em 29 de julho, e do PT, em 2 de agosto. Ronaldo Caiado, do PSD, escolheu o presidente do próprio partido, Gilberto Kassab. Renan Santos, do Missão, terá o militar da reserva Aroldo Medina. Restam, portanto, apenas duas chapas abertas entre os principais nomes da corrida. Essa mesma cobertura de centro explicou por que a escolha do vice pesa: o nome que compõe a chapa pode ampliar o alcance do candidato junto a eleitorados que não votariam nele de partida e, quando vem de outra legenda, aumenta o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.
No caso de Zema, oficializado candidato pelo Novo em 27 de julho, a tendência apurada é de uma chapa chamada puro-sangue, formada por dois filiados do mesmo partido. Os nomes mais citados internamente são o do senador Eduardo Girão, hoje pré-candidato ao governo do Ceará, e o do cientista político e empresário Felipe D'Ávila, que disputou a Presidência em 2022. Procurado, Girão disse ficar feliz com a lembrança da executiva nacional, mas afirmou que segue dedicado à disputa estadual. Antes disso, o Novo tentou sem sucesso atrair o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e o empresário Geraldo Rufino, que acabou lançado candidato ao Senado por São Paulo. O médico e escritor Augusto Cury também propôs chapa única, e a conversa não avançou porque nenhum dos dois aceitou abrir mão da cabeça de chapa.
Já Flávio Bolsonaro procura uma vice mulher, com o argumento de que as eleitoras somam 52,8% do eleitorado. A senadora Tereza Cristina chegou a sinalizar aceitação, mas foi barrada pelo próprio partido, que decidiu manter neutralidade na disputa nacional. Os nomes de Daniela Marques e da deputada Renata Abreu esbarraram na mesma trava: as legendas preferem preservar alianças estaduais.
É nesse ponto que a cobertura diverge. Veículos de direita enfatizaram os atritos internos como causa do impasse, destacando que a aproximação entre Zema e Flávio esfriou depois da divulgação de áudios que revelaram a proximidade do senador com um ex-banqueiro, episódio em que o mineiro gravou vídeo cobrando explicações, e apontando ainda a disputa pelo governo de Minas, em que a articulação de uma candidatura própria por Marcelo Aro foi tratada como traição por aliados. A cobertura de centro deu menos espaço ao conflito pessoal e mais à aritmética partidária, tratando o impasse como consequência do cálculo de siglas que preferem a neutralidade para não comprometer palanques estaduais. Veículos de esquerda praticamente não cobriram o episódio no material reunido até aqui, o que deixa sem contraponto explícito a leitura de que a indefinição expõe fragilidade do campo conservador.
Os números ajudam a dimensionar a disputa. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 3 de agosto, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 37%, Caiado com 5%, Renan Santos com 4% e Zema com cerca de 3%. Entre as siglas menores, várias chapas também seguiam incompletas, com convenções ainda por realizar.
O que ainda não se sabe é quem, de fato, ocupará as duas vagas em aberto. Não há confirmação de que Girão deixará a pré-candidatura ao governo do Ceará, e a convenção estadual do Novo pode indicar o rumo. Também não está definido se algum dos partidos que sinalizaram neutralidade reverá a posição nas últimas horas do prazo, nem qual será o efeito prático dessas escolhas sobre o tempo de propaganda de cada campanha.
Toda a cobertura converge em três pontos: Zema e Flávio Bolsonaro são os únicos entre os cinco mais bem colocados sem vice definido; o prazo das convenções termina em 5 de agosto e o registro no TSE em 15 de agosto; e a tendência no Novo é fechar chapa apenas com filiados do próprio partido, depois de negociações frustradas com outras legendas.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de apuração factual: descreve o estado de cada chapa, cita o prazo legal de 5 de agosto e o registro no TSE até 15 de agosto, e explica a lógica estratégica da escolha de vice (tempo de propaganda, ampliação de eleitorado). O trecho mais valorativo é a citação direta de Alckmin sobre as urnas, atribuída e entre aspas, sem endosso do repórter. Enquadramento neutro, sem vocabulário ideológico próprio.
Perspectivas omitidas
Reportagem regional com apuração direta: traz declaração textual de Eduardo Girão à própria equipe, o nome alternativo de Felipe D'Ávila, o histórico das negociações frustradas com Joaquim Barbosa, Geraldo Rufino e Augusto Cury, além dos números da pesquisa BTG/Nexus. Linguagem descritiva, sem adjetivação valorativa sobre os candidatos, o que caracteriza cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ter perfil de direita, o artigo é essencialmente factual e de bastidor: lista chapas definidas e indefinidas, incluindo as de siglas pequenas e de esquerda, e explica a exigência legal do vice. O tom se aproxima do relato de bastidor ('clima ficou complicado', 'considerado precipitado'), mas as caracterizações são atribuídas a integrantes dos partidos, não ao redator. Sem defesa explícita de agenda de mercado, Estado mínimo ou crítica ideológica, o que sustenta CENTER e não RIGHT.

Partidos têm até 5 de agosto para definir vices de Flávio Bolsonaro e Zema, enquanto Lula e outros candidatos já confirmaram suas chapas para as eleições de outubro.

Candidatos de siglas menores também enfrentam dúvidas na escolha

Faltando dois dias para o fim do prazo, saiba mais sobre as possíveis indicações de vice para Romeu Zema e as negociações em andamento. Leia mais.
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Perspectivas omitidas



