Lula pede voto de 700 empresários em São Paulo a nove dias do primeiro turno
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou para cerca de 700 empresários, advogados e representantes de setores econômicos em um jantar em São Paulo, na noite de 25 de setembro de 2026, a nove dias do primeiro turno. Definiu a eleição de 4 de outubro como escolha entre o regime democrático e a barbárie, prometeu manter a estabilidade fiscal e disse que fará reforma política e nova reforma do Judiciário se reeleito. Evitou se comprometer com medidas de redução da taxa de juros, em 13,75% ao ano, e de gasto público, principais pleitos do empresariado, e atribuiu o nível dos juros à independência do Banco Central defendida pelo próprio mercado. Horas antes, havia assinado medida provisória que proíbe as bets.
Para os veículos de esquerda, o jantar foi a demonstração de que experiência de governo e responsabilidade social podem andar juntas com responsabilidade fiscal. O presidente contrapôs sua trajetória e a de Geraldo Alckmin à falta de biografia do adversário, apresentou números de ajuste das contas e defendeu que o país mantenha o comando sobre terras raras e minerais críticos diante do interesse dos Estados Unidos.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Toda a cobertura converge em três pontos: o presidente pediu voto explicitamente a empresários em São Paulo a nove dias do primeiro turno, definiu a disputa como escolha entre democracia e barbárie e prometeu conciliar responsabilidade fiscal com responsabilidade social em um novo mandato. Também é ponto comum que ele prometeu reforma política e nova reforma do Judiciário, e que assinou horas antes a medida provisória que proíbe as bets.
Em jantar com cerca de 700 empresários, advogados e executivos em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu a eleição de 4 de outubro como escolha entre democracia e barbárie, prometeu manter a estabilidade fiscal e anunciou intenção de pautar reforma política e reforma do Judiciário. Não assumiu compromisso com redução de juros nem de gasto público, principais pleitos da plateia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu voto a uma plateia de empresários em São Paulo na noite de sexta-feira, 25 de setembro, a nove dias do primeiro turno, e definiu a eleição de 4 de outubro como uma escolha entre, nas palavras dele, o regime democrático e a barbárie. O jantar reuniu cerca de 700 convidados, entre executivos, advogados e representantes de entidades da sociedade civil, e foi organizado pelo Instituto Esfera Brasil e pelo Grupo Prerrogativas. O presidente estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, seu companheiro de chapa, e de ministros da área econômica, além dos presidentes do Banco do Brasil e do BNDES, que discursaram antes dele.
A cobertura de centro relatou que o presidente prometeu manter a estabilidade fiscal em um eventual quarto mandato, afirmou que responsabilidade fiscal precisa andar junto com responsabilidade social e evitou se comprometer com medidas para reduzir a taxa de juros, hoje em 13,75% ao ano, ou o gasto público. Ao ser cobrado sobre os juros, respondeu que foi o próprio empresariado que defendeu a independência do Banco Central. Os mesmos veículos registraram a promessa de uma reforma política e de uma nova reforma do Judiciário, com a possibilidade de discutir mandato com prazo para ministros do Supremo Tribunal Federal, e as críticas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro no escândalo do Banco Master. Também registraram que, horas antes, o presidente assinou uma medida provisória que proíbe as bets, medida que a oposição classifica como eleitoreira, e que ele e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas de intenção de voto.
Veículos de esquerda destacaram o contraste que o presidente propôs entre experiência de governo e falta de biografia do adversário, a defesa da soberania sobre terras raras e minerais críticos diante do interesse dos Estados Unidos, e os números apresentados como prova de ajuste das contas: um déficit de 2,8% do PIB herdado, a projeção de 0,1% para este ano e o pagamento de R$ 94 bilhões em precatórios. Nessa leitura, o recado ao empresariado é que corte em Previdência e em política social empobrece os mais pobres, e que o crescimento depende de mercado interno forte, de industrialização dos recursos estratégicos e de investimento em inteligência artificial e data centers no país.
Não houve registro do encontro entre os veículos de direita reunidos nesta cobertura. A leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, cobraria o que ficou de fora do discurso: nenhum compromisso com corte de despesa, nenhuma sinalização sobre a trajetória dos juros e a proibição das bets anunciada a nove dias da votação. A hipótese de mandato para ministros do Supremo tende a ser tratada ali como risco à independência do Judiciário, e a ausência de convidados como o ex-governador João Doria, que disse não apoiar a reeleição, como sinal de que parte do empresariado não acompanha o presidente.
O que ainda não se sabe é se a medida provisória das bets será aprovada pelo Congresso Nacional no prazo de 120 dias, qual o desenho concreto da reforma política e da reforma do Judiciário prometidas, quanto do empresariado presente efetivamente migra para a campanha da reeleição e qual o efeito do encontro nas pesquisas da reta final. Também não há detalhamento sobre como o país pretende garantir o controle sobre a exploração de terras raras, tema que apareceu em falas de executivos e do presidente sem projeto apresentado.
A nove dias do 1º turno, presidente reúne 700 empresários em SP, cita avanço fiscal e define a disputa do dia 4 de outubro: “É a democracia ou a barbárie.

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A empresários, Lula compara eleição a truco: Se aposta errado, quebra cara UOL Notícias
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