A mulher mais poderosa do Brasil
5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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6 fontes políticas
Como decidimos →Pesquisa espontânea do instituto Meio/Ideia, divulgada em 8 de julho de 2026, mostra Michelle Bolsonaro como a mulher considerada mais poderosa do Brasil por 15,4% dos 1.500 entrevistados, à frente de Janja da Silva, Cármen Lúcia e Dilma Rousseff. O levantamento também testou cenários eleitorais e a repercussão de vídeos em que Michelle diz ter sido humilhada pelo enteado Flávio Bolsonaro.
Veículos de direita interpretaram o resultado como prova do peso político real de Michelle Bolsonaro e como sinal de que a família Bolsonaro errou ao tentar afastá-la da política, justamente quando Flávio mais precisa do apoio dela entre as eleitoras.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de esquerda.
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todas as coberturas concordam que Michelle Bolsonaro liderou a pesquisa espontânea com 15,4% das menções como mulher mais poderosa do Brasil, à frente de Janja da Silva (9%), e que 43,5% dos entrevistados não souberam nomear ninguém.
Uma pesquisa espontânea do instituto Meio/Ideia, divulgada em 8 de julho, apontou Michelle Bolsonaro como a mulher mais poderosa do Brasil na opinião dos eleitores. Sem receber uma lista de nomes, 15,4% dos 1.500 entrevistados por telefone entre os dias 3 e 6 de julho citaram espontaneamente a ex-primeira-dama, à frente da primeira-dama Janja da Silva (9%), da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia (4,5%) e da ex-presidente Dilma Rousseff (2,5%). Quase metade dos entrevistados, 43,5%, não soube citar nenhum nome, e 5,5% responderam que nenhuma mulher tem poder no país.
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05628/2026, foi realizada logo depois de Michelle divulgar, no fim de junho, vídeos em que afirmou ter sido humilhada pelo enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, durante uma discussão sobre alianças do PL no Ceará. Para 64% dos entrevistados, as declarações de Michelle são total ou parcialmente verdadeiras; apenas 0,3% as consideraram totalmente falsas. O levantamento também simulou cenários eleitorais: sem Flávio na disputa, Lula venceria Michelle no segundo turno por 45% a 36%; com Flávio como candidato, o petista também levaria a melhor, por 45% a 40%. Michelle se destaca entre evangélicos (63,3% contra 17,7% de Lula), jovens de 16 a 24 anos e eleitores das regiões Norte e Sul.
A cobertura de centro, replicada por veículos como Poder360, O Liberal e o TNOnline a partir de despacho da Agência Estado, tratou o resultado de forma factual, detalhando a metodologia, a margem de erro de 2,5 pontos percentuais e o financiamento do estudo pelo Canal Meio, sem atribuir interpretação política ao número.
Já veículos de direita enfatizaram que o resultado expõe um erro estratégico da família Bolsonaro. O Antagonista descreveu a marca de 15,4% como sinal de peso político real de Michelle, argumentando que os filhos de Bolsonaro erraram ao tentar afastá-la da política justamente quando Flávio mais precisaria do apoio dela entre o eleitorado feminino. A publicação também destacou que a pesquisa testou uma frase do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, de que mulheres 'votam mal' — afirmação rejeitada por 60,6% dos entrevistados e por nenhuma mulher consultada.
Já veículos de esquerda destacaram que a mesma pesquisa evidencia exclusão estrutural das mulheres do poder institucional. Em coluna de opinião na Folha, a jornalista Mariliz Pereira Jorge argumentou que as duas mulheres mais citadas, Michelle e Janja, chegaram ao topo do poder pelo casamento, não por trajetória própria, e que o imaginário coletivo reduz a liderança feminina a clichês estéticos, enquanto o poder institucional segue majoritariamente masculino: em dois séculos, Câmara e Senado nunca foram presididos por mulheres, e o STF teve apenas três ministras.
O que ainda não está claro é se Michelle de fato disputará o Senado pelo Ceará, já que sua saída do comando do PL Mulher colocou a candidatura em xeque, nem como a cúpula do PL vai equacionar o racha exposto pelos vídeos antes da campanha presidencial de outubro.
Michelle aparece em primeiro lugar com 15,4% das menções, seguida pela primeira-dama Janja da Silva com 9%

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) é considerada a mulher que tem mais poder hoje no Brasil por 15,4% dos entrevistados da pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 8. A sondagem foi espontânea, ou seja, sem que uma lista com nomes fosse a

Levantamento feito pela Meio/Ideia mostra a ex-primeira-dama à frente de nomes como Janja da Silva, Dilma e Anitta. Leia no Poder360.

Investigada por matar o companheiro em Cubatão, mulher foi liberada após a polícia identificar legítima defesa em meio a histórico de violência doméstica.

Pesquisa Meio/Ideia dá a dimensão do tamanho do erro dos filhos de Bolsonaro ao descartarem politicamente Michelle Bolsonaro
