A disputa pelo governo de São Paulo em 2026 entrou em uma nova fase com a definição do duelo entre o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e o ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT. As desistências de dois pré-candidatos, Kim Kataguiri, do Missão, e Paulo Serra, do PSDB, reorganizaram o tabuleiro e concentraram as atenções nos dois nomes que devem polarizar a campanha no maior colégio eleitoral do país. Com o rearranjo, ganhou força a hipótese de que a eleição possa ser definida já no primeiro turno.
Nesse contexto, o Instituto Vox anunciou que divulgará no domingo, dia 28, um novo levantamento sobre o cenário paulista. A pesquisa vai testar apenas os nomes de Tarcísio e Haddad para o governo estadual, justamente porque Kataguiri e Serra deixaram a disputa. O levantamento também vai medir a preferência dos eleitores para o Senado, com nomes como André do Prado, Guilherme Derrite, Márcio França, Marina Silva, Paulinho da Força, Ricardo Salles e Simone Tebet entre os testados. Segundo as informações divulgadas, o instituto planeja ouvir 1.480 pessoas entre a quinta-feira, dia 25, e o sábado, dia 27, e o trabalho está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-08939/2026.
A cobertura de centro relatou de forma factual o impacto das desistências, descrevendo como a saída de Kataguiri e Serra acelerou a reorganização das pré-campanhas e a costura de alianças em torno dos dois candidatos remanescentes. Veículos de centro também reproduziram a análise do programa de Ricardo Noblat, segundo a qual Tarcísio navega em condições favoráveis para a reeleição e teria chances reais de vencer no primeiro turno. Nessa leitura, o papel de Haddad não seria o de vencer a disputa estadual, mas o de atuar como uma espécie de escudo para o presidente Lula no maior estado do país.
Veículos de direita enfatizaram o favoritismo de Tarcísio e a consolidação do campo conservador depois das desistências, além de ecoarem a crítica de que algumas candidaturas servem apenas para visibilidade midiática, recuando para cargos menores no momento decisivo. Sob esse enquadramento, a vantagem do governador é atribuída à força da máquina estadual e à articulação de apoios.
Já veículos de esquerda destacaram que São Paulo é peça central no equilíbrio nacional de forças e leram a eleição como um momento de defesa da democracia diante do que descrevem como avanço da extrema-direita. Nessa perspectiva, a candidatura de Haddad funciona como contrapeso à consolidação conservadora e como sustentação do projeto associado a Lula. A cobertura à esquerda também valorizou movimentos de unidade no campo progressista, como a aprovação do apoio do PSOL paulista a Haddad e a Marina Silva.
O que ainda não se sabe são os números atualizados de intenção de voto, que só virão com a divulgação do levantamento do Instituto Vox no domingo. Tampouco há, nos textos, percentuais concretos que sustentem o favoritismo atribuído a Tarcísio, nem detalhamento sobre o desenho final das alianças e dos palanques que devem se formar nas próximas semanas.