Willer Tomaz recebia minutas do STJ e do MPF antes da publicação, diz PF
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- ICL NotíciasAdvogado amigo de Flávio Bolsonaro recebeu documentos vazados do STJ e MPF, diz site(Folhapress) - O advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes contra a Previdência e amigo do candidato Flávio Bolsonaro (PL), recebia minutas de decisões(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilAdvogado amigo de Flávio recebeu documentos vazados do STJ e MPF, diz site (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- UOLAdvogado amigo de Flávio recebia votos do STJ e pareceres do MPF vazadosO advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recebia minutas de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do MPF (Ministério Público Federal) antes da publicação, aponta investigação da Polícia Federal.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Um candidato à Presidência é amigo de investigado no caso INSS, em plena campanha eleitoral.
- A suspeita de vazamento de decisões do STJ e pareceres do MPF atinge a confiança no sigilo processual.
Onde os lados concordam
As fontes concordam que a PF aponta que Willer Tomaz recebia minutas do STJ e manifestações do MPF antes da publicação, que ele é investigado por fraudes contra a Previdência e que nega qualquer acesso irregular.
O que ainda está incerto
- O relatório da PF não é público e a defesa diz não ter acesso a ele.
- Não há resposta da campanha de Flávio Bolsonaro nem do procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares.
- Não se sabe por quais canais os documentos teriam saído do STJ e do MPF.
O advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes contra a Previdência e amigo do candidato Flávio Bolsonaro, recebia minutas de decisões do STJ e manifestações do MPF antes da publicação, aponta a Polícia Federal. Ele nega acesso irregular.
O advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes contra a Previdência e amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, recebia minutas de decisões do Superior Tribunal de Justiça e manifestações do Ministério Público Federal antes de elas serem publicadas. A informação consta de investigação da Polícia Federal e foi revelada em reportagem divulgada no sábado, 17 de outubro de 2026, e repercutida por outros veículos.
Segundo o relato, o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares seria um dos interlocutores de Tomaz. Em 2019, Soares era citado pelo entorno do então presidente Jair Bolsonaro como favorito para ser indicado à Procuradoria-Geral da República e como ligado a Flávio, o que o procurador negava. Os investigadores suspeitam que Tomaz tenha recebido documentos vazados do STJ por meio de Soares, além de outros interlocutores. A apuração da PF aponta ainda que o escritório de Tomaz alterava a estratégia conforme os documentos que recebia.
Tomaz é investigado sob a acusação de fazer repasses financeiros de dinheiro obtido em fraudes contra a Previdência no escândalo do INSS. Ele é dono, ao lado de Jorge Barbosa Dias, da Rede Loto, primeira casa de apostas a obter licença de operação no país, em 2023, emitida pelo governo fluminense. Na quinta-feira, 15 de outubro, outra reportagem mostrou que uma holding de apostas ligada a Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para Flávio Bolsonaro, segundo a PF. Ao menos três trechos em jato executivo foram contratados para os dois pela Cathedral, empresa registrada na Ilha da Madeira e única acionista da Rede Loto. Questionado sobre as viagens, Flávio disse que sua relação com Tomaz é exclusivamente de amizade.
Em nota, o advogado negou categoricamente ter tido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal, bem como ter interferido em manifestações. Disse que sua atuação sempre observou a legislação e as prerrogativas da advocacia e classificou as insinuações como infundadas e desinformação. Afirmou também que causa estranheza que um material sigiloso, ignorado até pela defesa, venha a público de forma seletiva em pleno período eleitoral, e que serão adotadas providências para obter acesso ao relatório e identificar a origem do vazamento. A campanha de Flávio foi procurada e não se manifestou até a publicação. Soares não foi localizado.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma atribuída à investigação, reproduziu a nota do advogado na íntegra e registrou as lacunas de apuração, sem adjetivação. Veículos de esquerda destacaram, além disso, o contexto mais amplo: a ligação do investigado com o escândalo do INSS, os voos pagos pela holding de apostas e o histórico do procurador citado, e acrescentaram links para outras reportagens críticas ao candidato. O ângulo foi o da proximidade entre um candidato à Presidência e um investigado por fraudes contra aposentados, e o do possível acesso privilegiado a decisões da Justiça. Até o momento, não há cobertura de veículos de direita sobre o caso neste conjunto de fontes; o único enquadramento próximo a esse campo vem da própria defesa de Tomaz, que questiona a seletividade do vazamento em período eleitoral e a falta de acesso ao relatório.
O que ainda não se sabe: o conteúdo integral do relatório da Polícia Federal, que não foi tornado público; se os documentos efetivamente vazaram do STJ e do Ministério Público Federal e por quais canais; qual a posição de Antônio Carlos Simões Soares; e se Flávio Bolsonaro teve qualquer conhecimento dos fatos, já que a campanha não respondeu. Nenhuma das fontes indica, até agora, acusação formal contra o candidato.
Fontes
(Folhapress) - O advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes contra a Previdência e amigo do candidato Flávio Bolsonaro (PL), recebia minutas de decisões


O advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recebia minutas de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do MPF (Ministério Público Federal) antes da publicação, aponta investigação da Polícia Federal.
