TSE exige registro do canal Exército do Lula e Flávio Bolsonaro declara o seu
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Na terça-feira, 13 de outubro, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) informou ao Tribunal Superior Eleitoral os dados do canal de WhatsApp Tropa do Flávio, de cerca de 1 milhão de inscritos. A medida veio na disputa em torno do canal Exército do Lula, administrado pelo deputado André Janones, que a campanha de Lula registrou no mesmo dia para cumprir decisão judicial.
A cobertura de esquerda destaca que a campanha de Flávio Bolsonaro só registrou o canal Tropa do Flávio depois da polêmica com o Exército do Lula. Aponta tratamento desigual do TSE: decisões rápidas para pedidos bolsonaristas e demora nos da campanha de Lula, sob a presidência de Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro.
A cobertura de direita enfatiza que a campanha de Flávio Bolsonaro cumpre as regras e foi além: informou o canal Tropa do Flávio ao TSE para afastar dúvidas, enquanto o Exército do Lula, de Janones, teve de ser regularizado e é acusado de espalhar desinformação.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
A campanha de Flávio Bolsonaro informou ao Tribunal Superior Eleitoral o canal de WhatsApp Tropa do Flávio, no mesmo dia em que a de Lula registrou o Exército do Lula, administrado por André Janones, por ordem judicial. Compare como esquerda, centro e direita contam a disputa.
A disputa em torno dos canais de WhatsApp das duas principais candidaturas à Presidência chegou ao Tribunal Superior Eleitoral e ganhou novo capítulo na terça-feira, 13 de outubro. A campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL, informou ao tribunal os dados do canal Tropa do Flávio, que reúne cerca de 1 milhão de inscritos. No mesmo dia, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, registrou o canal Exército do Lula, de mais de 4 milhões de inscritos, administrado pelo deputado federal André Janones, da Rede de Minas Gerais.
A cobertura de centro relatou a sequência das decisões. O canal de Lula foi suspenso por determinação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou a retomada. Nesta terça, Nunes Marques suspendeu essa autorização e determinou que o canal ficasse fora do ar até a regularização do endereço eletrônico perante a Justiça Eleitoral. A campanha de Lula fez o registro no mesmo dia. A defesa do presidente afirmou que o ato serve apenas para cumprir a ordem judicial e não significa que a candidatura tenha assumido a administração do canal nem reconhecido que ele já fazia parte da propaganda oficial. Segundo os advogados, o canal é criado e administrado por Janones, sem supervisão direta da campanha.
Na segunda-feira, 12 de outubro, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE concluiu que não localizou, entre as publicações de 2 a 11 de outubro, reproduções das afirmações examinadas nos autos. O relatório ressalvou que parte do conteúdo foi excluída e apontou duas postagens que podem tratar dos mesmos temas já derrubados liminarmente, ligando Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a mudanças na Constituição. A campanha de Flávio respondeu que fez espelhamento do canal em tempo real e que enviará ao tribunal novo relatório técnico.
Veículos de direita enfatizaram a versão da campanha de Flávio: a Tropa do Flávio seria um espaço de mobilização voluntária, o registro cumpriria as exigências, o complemento serviria para que não reste dúvida e conteúdo impreciso é retirado e corrigido. Também destacaram que o Exército do Lula é alvo de questionamentos por suposta desinformação e que só foi registrado depois da exigência judicial. A campanha de Flávio ainda argumenta que o responsável pelo canal pró-Lula evitaria os controles ao colocar o conteúdo em links e apagar o histórico.
Veículos de esquerda deram outro enquadramento. Disseram que a campanha de Flávio só informou o canal depois da polêmica e que ele não precisaria dessa cautela por causa de um suposto favorecimento de Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro. Afirmaram que o tribunal responde em tempo quase imediato aos pedidos bolsonaristas e leva dias nos da campanha de Lula, e que suspender o canal sem ouvir os demais ministros causou estranhamento e uma crise interna no TSE.
O que ainda não se sabe é quando o Exército do Lula poderá voltar ao ar, já que a retomada depende do cumprimento das condições do tribunal, inclusive o prazo de 48 horas. Também não está claro o que o novo relatório técnico da campanha de Flávio mostrará sobre o conteúdo apagado, nem se o TSE examinará de forma equivalente o conteúdo da Tropa do Flávio.
Campanha de Lula registra grupo de WhatsApp chamado 'Exército de Lula' no TSE. Entenda o papel dos aplicativos de mensagens nas eleições de 2026.

Segundo a campanha de Flávio, a medida foi adotada por cautela, para esclarecer informações sobre seus canais digitais e evitar dúvidas quanto ao cumprimento das regras eleitorais

Endereço de canal com 1 milhão de inscritos foi oficializado à Justiça Eleitoral após exigência de regularização do “Exército do Lula”. Leia na Gazeta do Povo.

Assessoria técnica do Tribunal não identificou notícias falsas contra o senador no canal

Ainda não há outra notícia sobre Canal Exército do Lula.