Lula sanciona Política Nacional de Minerais Críticos com R$ 5 bilhões em créditos
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
17 fontes políticas
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Como decidimos →O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou sem vetos, em 16 de setembro, a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e assinou o decreto que instala o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, ligado à Presidência. A lei prevê até R$ 5 bilhões em créditos fiscais entre 2030 e 2034 e aporte de até R$ 2 bilhões da União a um fundo garantidor. O conselho poderá homologar, e portanto barrar, operações sobre ativos estratégicos, mas os critérios dependem de regulamentação em até 90 dias.
A sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi apresentada como um passo de soberania sobre riquezas naturais: o objetivo é que lítio, grafite e terras raras deixem de sair do país em estado bruto e gerem indústria, tecnologia e emprego no Brasil.
A lei dos minerais críticos foi sancionada com incentivos relevantes, mas amplia o controle estatal sobre negócios privados: o novo conselho ligado à Presidência poderá barrar mudanças de controle e contratos, sem critérios definidos na lei.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi sancionada sem vetos por Lula em 16 de setembro. A lei prevê até R$ 5 bilhões em créditos fiscais, fundo garantidor com até R$ 2 bilhões da União e um conselho ligado à Presidência que poderá barrar negócios do setor, com critérios ainda a regulamentar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na quarta-feira, 16 de setembro, sem vetos, a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Na mesma cerimônia, no Palácio do Planalto, ele assinou o decreto que instala o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República.
A lei nasceu do projeto de lei 2.780 de 2024, aprovado pelo Senado em votação simbólica no início de setembro. O objetivo declarado é fazer com que o Brasil deixe de exportar minerais como lítio, grafite e terras raras em estado bruto e passe a processá-los no país.
Os principais instrumentos são financeiros. Empresas poderão converter em crédito fiscal até 20% dos gastos com beneficiamento, transformação e mineração urbana, com teto de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034, ou até R$ 5 bilhões no total. A União também poderá aportar até R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor da Atividade Mineral, criado para facilitar o acesso a crédito. A cobertura de centro relatou que o conselho reunirá 13 ministérios, estados, municípios, setor privado e academia, com a secretaria executiva no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, disse que a primeira reunião deve ocorrer em cerca de dez dias.
O ponto mais sensível é o poder do conselho de homologar operações como mudanças de controle societário e cessões de direitos minerários. Na prática, um negócio não homologado pode ser barrado. Na Câmara dos Deputados, a expressão anuência prévia foi trocada por homologação depois de pressão do setor de mineração, mas o poder de validar ou barrar acordos foi mantido.
No discurso, Lula afirmou que “os traidores da pátria, mais uma vez, caíram de joelhos diante dos Estados Unidos” e prometeram entregar terras raras “a preço de banana”. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chamou a lei de “declaração de independência econômica”. A cobertura de centro lembrou que, no mês anterior, a empresa americana USA Rare Earth comprou a Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no país.
As ênfases variaram. Veículos de esquerda destacaram a soberania sobre os recursos naturais, as contrapartidas socioambientais exigidas das empresas, o uso de mão de obra local e a aproximação entre mineração, universidades e centros de pesquisa. Veículos de direita enfatizaram que a campanha de Lula trata o tema como ativo eleitoral, que a aprovação resultou de acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e que as empresas ficam obrigadas a destinar parcelas da receita ao fundo garantidor e a projetos de pesquisa. Também deram voz à Associação de Minerais Críticos, para quem a falta de critérios sobre o conselho gera insegurança capaz de desestimular investimentos.
O que ainda não se sabe é justamente o alcance desse poder. O Executivo tem até 90 dias para regulamentar e instalar formalmente o conselho. Ainda precisa definir quais operações terão de passar por ele, quais critérios tornam um ativo estratégico, como serão aplicadas condicionantes às exportações e quais minerais entram na lista oficial. Silveira prometeu anúncios de investimentos em refino já na semana seguinte, sem revelar empresas nem valores.
Texto cria conselho com poder para barrar operações estratégicas e prevê incentivos ao processamento de minerais no país; pontos centrais ainda dependem de regulamentação

Parte importante da nova política, como critérios para veto em operações do setor mineral e regras para exportações, ainda precisará ser regulamentada

Presidente sanciona proposta que cria política nacional para o setor e conselho vinculado à Presidência. Leia no Poder360.

Conheça a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada pelo presidente Lula

Presidente reafirma ‘soberania’ do país com nova política para o setor

Expectativa é que apenas uma pequena parte da regulamentação seja publicada junto à sanção, incluindo a composição do conselho de minerais críticos; critérios para definir o alcance do poder de veto e regras para exportações devem ficar para depois

Conselho ligado à Presidência da República tem 90 dias para ser regulamentado após assinatura desta quarta

Presidente comanda cerimônias no Planalto para oficializar projetos aprovados durante esforço concentrado no Senado. Leia no Poder360

Lei prevê incentivos à transformação de minerais no Brasil e instrumentos para reforçar soberania mineral e desenvolvimento tecnológico.

Lei cria um fundo para estimular investimentos e institui crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento e a transformação dos minerais em território nacional.

Presidente também assinou hoje o decreto que regulamenta o conselho que irá coordenar a nova política e selecionar projetos prioritários

Disputa global levou Presidência a assumir controle sobre negócios estratégicos e criou conselho com poder de homologação. Leia no Poder360.

A lei sancionada nesta quarta-feira foi aprovada no Senado no início deste mês e visa criar um marco legal para minerais como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras

Presidente tem compromissos em Brasília e ato em Ceilândia; senador faz campanha em Juazeiro do Norte e Recife, enquanto candidatos participam de entrevistas e eventos

Nova lei estabelece mecanismos de financiamento, incentivos fiscais, pesquisa e inovação, além de instrumentos de controle sobre operações consideradas sensíveis para os interesses nacionais

Encontro com lideranças evangélicas, sanção da PNMCE e ato de campanha em Ceilândia movimentam o dia. Leia no Poder360.

Sanção da PNMCE no Planalto, acordos de cooperação com a CNI e reunião sobre o fenômeno El Niño movimentam o dia. Leia no Poder360.

Nesta matéria: perspectiva omitida.
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