Davi Alcolumbre calcula 48 votos para seguir na presidência do Senado em 2027
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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A cobertura de esquerda enquadra a articulação de Alcolumbre como um dique institucional contra o avanço da extrema direita no Congresso depois da reeleição de Lula, e destaca a resistência a usar o impeachment como arma contra o Judiciário.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse a interlocutores contar com ao menos 48 votos para se reeleger em fevereiro de 2027 e afirmou que não pretende pautar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial de Alexandre de Moraes.
A cobertura de direita destaca que Alcolumbre se dispõe a enfrentar qualquer candidato do PL e que seu bloqueio a pedidos de impeachment contraria a expectativa da oposição, apontando a proximidade dele com Moraes e o papel do Centrão.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse a interlocutores que tem ao menos 48 votos para se reeleger em fevereiro de 2027 e que não pretende pautar impeachment de ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes. O PL terá 29 senadores.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, disse a interlocutores que calcula ter pelo menos 48 votos para se reeleger ao comando da Casa na próxima legislatura. Ele também afirmou que não pretende pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial contra Alexandre de Moraes, de quem é próximo. A informação foi divulgada na segunda-feira, 26 de outubro, um dia depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
A cobertura de centro relatou que Alcolumbre se diz disposto a enfrentar qualquer candidato do PL. O partido terá a maior bancada do Senado a partir de fevereiro, com 29 dos 81 senadores, e planeja lançar o senador Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, que coordenou a campanha derrotada de Flávio Bolsonaro. Segundo os veículos, um fator favorável a Alcolumbre é o interesse dos partidos do Centrão em limitar o poder do PL. Na Câmara dos Deputados, representantes de União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade divulgaram nota, após reunião em 14 de outubro, em favor da continuidade de Hugo Motta na presidência. Em 2025, Motta foi eleito com 444 votos, em uma coalizão de 17 partidos. A cobertura de centro acrescentou que Alcolumbre é ligado ao senador Ciro Nogueira, presidente do PP, que apoiou formalmente Flávio Bolsonaro no segundo turno, e que o apoio dele estaria condicionado à manutenção de Motta no cargo.
Os veículos de esquerda destacaram números e documentos. Os 48 votos superam em sete os 41 necessários para vencer, mas a votação, marcada para 1º de fevereiro de 2027, é secreta, de modo que a contagem não é apoio comprovado. Essa cobertura enquadrou a articulação como tentativa de conter o avanço da extrema direita no Congresso e lembrou que a Petição 19/2026 contra Moraes, apresentada pelo senador Carlos Viana, está parada como aguardando despacho desde 4 de setembro. Também registrou que Alcolumbre e Motta reconheceram o resultado das urnas e prometeram um Congresso voltado à pacificação, e que a possibilidade de recondução tem respaldo em entendimento do Supremo firmado na ação direta de inconstitucionalidade 6524.
Os veículos de direita enfatizaram o contraste com a oposição. Segundo essa cobertura, a posição de Alcolumbre contraria a expectativa de setores que defendem abrir processos contra integrantes da Corte, entre eles Moraes, e a proximidade política entre os dois explicaria a recusa. Esses veículos também ressaltaram que o apoio do Centrão pode dificultar os planos do PL e que a sucessão envolverá negociações sobre a agenda legislativa e a relação do Congresso com o Supremo.
Há convergência em pontos centrais: o número de 48 votos, a recusa em pautar impeachment, a bancada de 29 senadores do PL, o nome de Marinho e o papel do Centrão. A divergência está no enquadramento. A esquerda vê uma barreira contra o bolsonarismo, e a direita vê um presidente do Senado que protege um ministro do Supremo contra a pressão da oposição.
O que ainda não se sabe é se os 48 votos existem de fato, já que a conta vem de interlocutores e a votação é secreta. Também não está claro como a renovação de 40 das 54 cadeiras disputadas em outubro afetará essa maioria, nem se o PL conseguirá atrair os 12 votos adicionais de que precisaria, caso todos os seus 29 senadores votem em Marinho.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou a interlocutores que calcula contar com pelo menos 48 votos para

Presidente do Senado calcula ter ao menos 48 votos e aposta no apoio do Centrão para barrar avanço do PL na disputa

Alcolumbre afirma ter 48 votos para se reeleger presidente do Senado em 2027, mesmo com avanço do PL, e rejeita pautar impeachment de Alexandre de Moraes.
