Advocacia-Geral da União pede 72 horas ao STF antes de decisão sobre bets
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A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta segunda-feira ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), prazo de 72 horas para se manifestar sobre as ações do setor de apostas contra a medida provisória que proibiu as bets no país. O pedido veio depois que a Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pediram a suspensão da MP, e a AGU afirma que o requerimento é estritamente processual.
O governo federal busca tempo no Supremo para defender a medida provisória que encerra as apostas on-line, enquanto as empresas do setor tentam adiar a proibição. A cobertura destaca que a AGU quer ouvir os órgãos responsáveis pela regulação antes de qualquer liminar e que o próprio Fux já havia determinado medidas para impedir que beneficiários de programas sociais apostassem em sites de bets.
As empresas autorizadas de apostas recorreram ao Supremo contra uma medida provisória que, segundo elas, extinguiu por decisão unilateral um mercado regulado pelo próprio governo em 2023. A cobertura destaca o custo das licenças, a arrecadação do setor e a falta de estudos de impacto, enquanto a AGU pediu mais 72 horas antes de Fux analisar o pedido de liminar.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Todas as coberturas relatam que a Advocacia-Geral da União pediu 72 horas ao ministro Luiz Fux, que o pedido é processual e que o cronograma da medida provisória continua valendo enquanto o Supremo não decide.
A Advocacia-Geral da União pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, 72 horas para se manifestar sobre as ações de entidades do setor de apostas que querem suspender a medida provisória que proibiu as bets. Pelo cronograma do governo, sites e aplicativos saem do ar a partir de 6 de outubro.
A Advocacia-Geral da União, a AGU, pediu nesta segunda-feira, 28 de setembro, ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, um prazo de 72 horas para se manifestar sobre as ações do setor de apostas contra a medida provisória que proibiu as bets no Brasil. A medida foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira, 25 de setembro.
O pedido da AGU veio horas depois de a Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pedirem ao Supremo a suspensão da medida provisória. Segundo a AGU, o prazo é necessário para ouvir a Presidência da República e os órgãos do governo envolvidos na regulamentação do setor. O órgão afirmou que o requerimento tem natureza estritamente processual e não antecipa posição sobre o mérito. O documento foi assinado pelo advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman.
As entidades pedem que a medida fique suspensa até o Congresso Nacional decidir sobre ela ou até o julgamento das ações. Como alternativa, querem uma transição de pelo menos seis meses, com um plano de encerramento acompanhado pela Secretaria de Prêmios e Apostas. No mesmo dia, a Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade e pediu que o caso também fique com Fux. Enquanto isso, o cronograma do governo segue valendo: as plataformas têm até 5 de outubro para pagar o saldo aos apostadores, e a partir de 6 de outubro os sites e aplicativos ficam bloqueados.
A cobertura de centro relatou o caso de forma processual, com as datas do cronograma e a posição de cada parte entre aspas, incluindo a crítica das entidades a uma atividade econômica que seria encerrada por uma canetada presidencial e a lembrança de que a medida anula, na prática, uma lei sancionada pelo próprio governo em 2023. Veículos de esquerda também trataram o tema de forma factual, lembrando que Fux já havia determinado medidas para impedir que beneficiários de programas sociais apostassem nesses sites e identificando os signatários do pedido da AGU. Veículos de direita deram mais espaço aos argumentos do setor: destacaram que o mercado regulado reúne 188 empresas autorizadas, que cada uma pagou 30 milhões de reais pela licença e que as entidades apontam 9,9 bilhões de reais em arrecadação em 2025, além da ausência de estudos de impacto na medida.
Ainda não se sabe qual será a posição de mérito do governo no processo, nem se Fux vai conceder o prazo pedido antes de decidir sobre a liminar. Também não há data para o julgamento das ações, e o Congresso ainda não deliberou sobre a conversão da medida provisória em lei.
AGU quer prazo para ouvir Jorge Messias e Lula antes de decisão sobre ação que contesta fim das apostas online. Leia na Gazeta do Povo.

Entidade ainda pediu que ADI, Ação Direta de Inconstitucionalidade, seja encaminhada para o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal


Segundo a AGU, o prazo é necessário para que os órgãos governamentais envolvidos na regulamentação do setor sejam ouvidos.
Entidades recorreram à Corte pedindo suspensão da MP editada pelo presidente Lula (PT)

O requerimento foi enviado ao ministro Luiz Fux, que é relator na Corte de ações movidas pelas bets

Mais cedo, representantes do setor de bets também apresentaram pedido a Fux solicitando a suspensão dos efeitos da medida provisória do governo Lula

Nesta matéria: perspectiva omitida.