Alcolumbre rebate líder do PT na Câmara e diz que ‘ameaça não será tolerada’
4 veículos de centro · 3 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, protagonizaram nesta terça-feira um embate público sobre o andamento da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1. Uczai ameaçou tratar Alcolumbre como 'inimigo dos trabalhadores' caso a proposta não avance; Alcolumbre respondeu que não tolerará ameaças e defendeu a prerrogativa constitucional da Presidência do Senado sobre a pauta.
Sob um enquadramento alinhado à direita, a resposta de Alcolumbre seria destacada como defesa da independência dos Poderes e do devido processo legislativo diante de uma cobrança com motivação político-eleitoral, em meio a uma pauta que também enfrenta resistência de setores produtivos e de parlamentares de centro e direita.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os veículos concordam que a PEC do fim da 6x1 foi aprovada pela Câmara em maio e está parada no Senado desde 28 de maio, sem relator definido, e que Uczai e Alcolumbre trocaram farpas públicas nesta terça-feira sobre o tema.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), protagonizaram nesta terça-feira (7) um confronto público em torno da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6x1. Uczai afirmou a jornalistas no Congresso Nacional que a bancada do PT vai considerar Alcolumbre um 'inimigo dos trabalhadores' caso o senador não envie a proposta para a Comissão de Constituição e Justiça até a semana seguinte. Horas depois, Alcolumbre reagiu em nota oficial, afirmando que 'esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado'.
A cobertura de centro relatou de forma convergente que a PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e chegou ao Senado em 28 de maio, onde aguarda desde então o despacho de Alcolumbre para a CCJ, sem relator definido. Segundo essa apuração, o recesso parlamentar do Congresso está previsto para começar em meados de julho, o que reduz a janela de tempo para o texto avançar ainda neste semestre. Reportagens de centro também mostraram que Alcolumbre reclama, em conversas reservadas, de uma ofensiva do governo Lula nas redes sociais para pressioná-lo a votar a proposta, e que o senador e o presidente não conversam pessoalmente desde que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, em abril.
Veículos de direita enfatizaram a resposta de Alcolumbre como defesa da independência dos Poderes e do devido processo legislativo, destacando a frase do senador de que a definição da pauta 'não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais'. Essa cobertura também associou o episódio a uma pressão mais ampla sobre o presidente do Senado: dias depois, o líder da categoria dos caminhoneiros, Wallace Landim, o Chorão, ameaçou Alcolumbre com uma greve nacional caso a Medida Provisória do Frete, que caduca em 16 de julho, não seja votada a tempo, proposta criticada por entidades como a Fiesp e a CNI, que apontam aumento de custos e insegurança jurídica.
Nenhum veículo classificado como de esquerda cobriu diretamente o episódio nesta apuração; a posição alinhada a esse campo político aparece por meio das próprias declarações do líder do PT, replicadas por veículos de centro e de direita, que enquadram a demora na tramitação como obstrução a uma pauta com apoio popular e bandeira do governo Lula para a disputa eleitoral de outubro.
O que ainda não se sabe é se Alcolumbre encaminhará a PEC à CCJ antes do prazo informal dado por Uczai, nem quando o senador e o presidente Lula terão a conversa que, segundo pessoas próximas, o chefe do Senado aguarda antes de decidir os próximos passos.
"O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome", diz Chorão em vídeo para cobrar votação de medida provisória


Presidente do Senado afirmar que "ameaças e constrangimentos institucionais não aceleram a tramitação"; líder petista cobrou andamento para PEC do fim da escala 6x1

Pedro Uczai afirmou que senador seria eleito o “inimigo” da pauta trabalhista caso não encaminhasse a proposta à CCJ. Leia no Poder360.

Pedro Uczai ameaçou classificar o presidente do Senado como 'inimigo' se ele não avançar na proposta da 6x1

A PEC da escala 6x1 já foi aprovada pela Câmara e está há um mês parada no Senado

Presidente da Casa rebate Pedro Uczai; proposta foi aprovada pela Câmara em maio

Nesta matéria: viés de centro.