Petição de Lula no TSE acusa Meta AI de viés e pede multa diária de R$ 500 mil
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A cobertura de esquerda trata o caso como indício de que plataformas e sistemas de IA de grandes empresas de tecnologia distorcem a disputa em favor de Flávio Bolsonaro, quebrando a paridade de armas na eleição. Enfatiza que a Meta AI barra imagens de Lula e libera as do adversário, e estende a crítica a outras IAs que, segundo levantamento, abrem as respostas com casos já arquivados.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que a Meta pare de restringir sem justificativa o alcance de conteúdos do campo petista e corrija o comportamento da Meta AI, que teria tratado de forma desigual pedidos sobre Lula e sobre Flávio Bolsonaro (PL).
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3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
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A campanha de Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma petição contra a Meta, acusando a empresa de restringir o alcance de conteúdos do campo petista e de a Meta AI favorecer Flávio Bolsonaro. O tribunal ainda não decidiu sobre a urgência.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp. Na quarta-feira (14), a coligação Brasil Pronto pra Mais apresentou uma petição em que acusa a empresa de restringir o alcance de conteúdos favoráveis ao petista e de privilegiar publicações de apoio ao adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL). O pedido foi anexado a uma representação eleitoral ajuizada no dia 9 de outubro, que aponta “restrição seletiva de entrega de conteúdos” e descumprimento de obrigações da Resolução 23.610 de 2019 do TSE, sobre propaganda eleitoral.
A cobertura de centro relatou que, na noite de terça-feira (13), a campanha fez testes com a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp. Segundo a petição, o sistema recusou pedidos de imagens eleitorais de Lula com o número 13, alegando a regulamentação eleitoral brasileira, mas gerou material de propaganda para Flávio Bolsonaro com o número 22. A representação também cita o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), cujo vídeo teve 56,1 milhões de visualizações no Instagram e 396,4 mil no TikTok, e afirma que o perfil oficial de Lula ficou impedido de impulsionar publicações no feed do Instagram em 9 e 10 de outubro.
Entre os pedidos estão a interrupção de restrições sem justificativa, a restauração do padrão de distribuição nos limites do artigo 28 da resolução, a remoção de contas apontadas como automatizadas e inautênticas e a recomposição do alcance em 24 horas. Em caso de descumprimento, a campanha pede multa diária de R$ 500 mil. O relator do caso, ministro Marco Aurélio Bellizze, já havia determinado que a Meta preservasse registros e prestasse esclarecimentos sobre as restrições e as anomalias de alcance relatadas. Até a apresentação da nova petição, o tribunal não havia decidido sobre o pedido de urgência.
Os veículos de esquerda destacaram o que consideram um tratamento desigual e sistêmico. Um deles afirmou ter testado a ferramenta e constatado que a inteligência artificial não trata as duas campanhas da mesma forma, e registrou o pedido de que o alcance perdido seja recomposto em volume equivalente ao dobro do prejuízo apurado. Outro ampliou o foco para outras plataformas: segundo um levantamento de empresa de monitoramento de redes, a que teve acesso, Grok, ChatGPT e Claude tendem a abrir suas respostas sobre Lula com casos judiciais antigos. O mesmo texto reconhece que as respostas acabam informando que essas ações foram encerradas e que não há condenação válida, e que Lula não responde atualmente a processo, mas critica a ordem e o formato em que a informação aparece.
Não há, até o momento, cobertura de veículos de direita no conjunto analisado. Por isso, a posição desse campo sobre as acusações, a defesa de Flávio Bolsonaro e a versão da Meta não constam nos textos disponíveis. Os relatos de centro e de esquerda atribuem todas as alegações à campanha petista ou ao levantamento de monitoramento, e nenhum deles apresenta resposta da empresa acusada.
O que ainda não se sabe: se o TSE concederá a urgência pedida, qual será a resposta formal da Meta aos esclarecimentos exigidos, qual a metodologia completa dos testes da campanha e do levantamento sobre as outras inteligências artificiais, e se os resultados se repetem quando as perguntas são feitas de forma equivalente sobre outros candidatos.
A campanha do presidente acionou o tribunal contra a empresa sob acusação de restringir o alcance de conteúdos ligados ao candidato

Além da Meta IA, outras inteligências artificiais destacam conteúdos negativos sobre Lula e deixam informações relevantes em segundo plano.

A coligação acusa a big tech de favorecer conteúdos de Nikolas Ferreira e aponta inclinação da Meta AI, que barra imagens de Lula e gera propaganda para Flávio Bolsonaro
