André do Prado mantém Eduardo Bolsonaro suplente no Senado após condenação
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O deputado estadual André do Prado (PL-SP), presidente da Alesp, lançou pré-candidatura ao Senado por São Paulo em evento em Guarulhos e confirmou que Eduardo Bolsonaro seguirá como seu primeiro suplente, mesmo após a condenação do ex-deputado pelo STF por coação no curso do processo. Prado afirmou que a vaga 'era para ser' de Eduardo, mas descartou abrir mão do mandato caso eleito. O grupo aposta em recursos para tentar reverter a decisão no plenário do Supremo.
Mesmo com a inelegibilidade imposta pelo STF, o aliado de Tarcísio André do Prado manteve Eduardo Bolsonaro como primeiro suplente ao Senado por São Paulo, reafirmando o compromisso com as pautas da direita.
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O deputado estadual André do Prado (PL-SP), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, lançou no último sábado, em Guarulhos, sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo. No centro do anúncio ficou uma decisão simbólica: Eduardo Bolsonaro permanecerá como primeiro suplente da chapa, mesmo depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal e tornado inelegível. Prado afirmou que a vaga "era para ser" do ex-deputado e agradeceu seu apoio, mas garantiu que não abrirá mão do mandato caso seja eleito.
A cobertura de centro relatou que Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF por coação no curso do processo, no caso que investigou uma tentativa de golpe de Estado. A pena inclui prisão, multa e inelegibilidade. Os veículos divergiram nos números: enquanto uma reportagem mencionou inelegibilidade que pode chegar a doze anos e dois meses, outra citou oito anos, sinal de apurações distintas sobre o alcance da sanção. O ex-parlamentar está autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O grupo aposta em recursos para tentar reverter a decisão no plenário do Supremo.
O evento reuniu nomes de peso da direita paulista, entre eles o governador Tarcísio de Freitas, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. André do Prado é da ala raiz do PL, ligada a Valdemar, e sua aposta é se firmar como o candidato de Tarcísio ao Senado.
Veículos de direita enfatizaram o gesto como reafirmação das pautas conservadoras e trataram a condenação como uma manobra dirigida a retirar um nome da direita da disputa, destacando a expectativa de reversão judicial. Nessa cobertura, ganhou relevo a fala de Flávio Bolsonaro sobre segurança pública, com a promessa de colocar facções como CV e PCC atrás das grades e a crítica ao governo Lula por, segundo ele, ter "aberto as fronteiras" ao narcoterrorismo.
Veículos de esquerda, por sua vez, leram o episódio como uma tentativa do campo bolsonarista de contornar uma sanção judicial, mantendo na chapa um político responsabilizado por atacar instituições. Nesse enquadramento, ganhou peso a leitura de que André do Prado pagava "pedágios" à família Bolsonaro para se cacifar, e a relativização feita por Flávio, que atribuiu a condenação a uma "suposta defesa da democracia".
A cobertura de centro descreveu o cálculo político por trás do evento: parte do eleitorado bolsonarista ainda não associa André do Prado ao grupo, e o megaevento, com simulações em inteligência artificial do deputado ao lado de Jair, Flávio e Tarcísio, buscou justamente reduzir essas desconfianças.
O que ainda não se sabe é se os recursos prometidos terão sucesso no plenário do STF, qual será a configuração final da chapa caso a inelegibilidade seja mantida e como o eleitorado de São Paulo reagirá à estratégia de manter um suplente impedido de assumir a vaga por toda a duração da inelegibilidade.
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