Lula ataca ajuste fiscal de até R$ 250 bilhões estudado por Flávio Bolsonaro
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Em vídeo nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o plano de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno, é para cortar "do sangue do povo". A fala veio depois de reportagem mostrar que o senador considera mudar verbas de Previdência, saúde e educação para economizar até R$ 250 bilhões. Flávio respondeu que fará reajuste de aposentadorias acima da inflação.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rejeitou a acusação do presidente Lula (PT) e disse que não fará economia sobre os mais carentes, enquanto defende que o problema fiscal está no governo gastador. Para o senador, a liderança nas pesquisas já derrubou juros futuros e liberaria R$ 220 bilhões no Orçamento, o que mostra a crise de credibilidade fiscal do atual mandato.
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Os veículos relatam que o ajuste de até R$ 250 bilhões é algo que Flávio Bolsonaro considera, e que ele promete reajustar aposentadorias acima da inflação.
O presidente Lula afirmou em 8 de outubro que o plano de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro, seu rival no segundo turno, corta do sangue do povo. Flávio respondeu que fará reajuste de aposentadorias acima da inflação e atribui os juros altos ao gasto do governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, na quinta-feira, 8 de outubro, que o plano de ajuste fiscal do adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é para cortar "do sangue do povo". A declaração saiu em vídeo distribuído nas redes sociais, depois que uma reportagem mostrou que o candidato do PL considera alterar as verbas de Previdência, saúde e educação para economizar até R$ 250 bilhões.
A cobertura de centro relatou que Lula citou programas que, segundo ele, seriam atingidos: Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo. O presidente também disse que um governo de Flávio não daria aumento do salário mínimo acima da inflação, nem para trabalhadores nem para aposentados. Para Lula, toda vez que alguém da elite fala em cortar, o corte recai sobre o povo e não sobre os ricos, e o seu governo fez o contrário.
No mesmo dia, Flávio afirmou que, se eleito, reajustará as aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social acima da inflação. Disse que não fará economia em cima das pessoas mais carentes e pediu que os aposentados não caiam no que chamou de fake news do PT.
A mesma cobertura registrou que a fala se encaixa em mudanças na campanha de Lula. O presidente passou a gravar vídeos em formato selfie, que permitem reação mais rápida aos temas do debate, e decidiu despertar no eleitorado o medo de perder programas sociais, para aumentar a rejeição a Flávio. No primeiro turno, Lula teve 45% e Flávio 47%.
Nenhum veículo de esquerda do conjunto analisado cobriu o episódio. O enquadramento de proteção aos programas sociais e de crítica à elite aparece, portanto, apenas na fala do próprio Lula, reproduzida pela cobertura de centro.
Veículos de direita enfatizaram o outro eixo da disputa, a situação fiscal do país. Em evento da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, em São Paulo, em 13 de outubro, Flávio disse que sua passagem ao segundo turno na liderança reduziu em 2 pontos percentuais os juros futuros. Em sua conta, isso representa R$ 220 bilhões liberados no Orçamento, num cenário em que a dívida federal chegou a R$ 11 trilhões. Ele afirmou que a dívida saltou de 72% para 83% do produto interno bruto no terceiro mandato de Lula, descreveu uma crise de credibilidade fiscal e disse: "Me perguntam de onde vou tirar os gastos. Eu vou começar tirando o Lula".
Há, portanto, duas narrativas paralelas. De um lado, o governo e a cobertura de centro destacam o risco de cortes sobre Previdência, saúde e educação a partir do número de até R$ 250 bilhões. De outro, a cobertura de direita destaca a promessa de preservar o reajuste das aposentadorias e a tese de que o gasto elevado do governo é a origem dos juros altos.
O que ainda não se sabe é quais verbas o candidato do PL realmente pretende alterar e em que valor, já que a única descrição pública vem de uma reportagem sobre o que ele considera. Também não há comprovação, nos textos analisados, de que a queda dos juros futuros se deva à liderança dele nas pesquisas, como o próprio senador sustenta.
Senador atribui a queda nas taxas de juros futuros, que barateia os gastos com a dívida pública, à sua liderança nas pesquisas eleitorais

Mendonça reajusta voto e TSE barra post de Flávio que associa Lula ao PCC UOL Notícias

Folha mostrou que candidato do PL considera mudanças em Previdência, educação e saúde
