Anvisa investiga 13 suspeitas de perda de visão ligadas a Ozempic e outras canetas
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica, a Noia, em usuários de canetas emagrecedoras da classe dos agonistas de GLP-1. A doença é rara e pode causar perda súbita e permanente da visão. A agência afirma que as notificações não comprovam que os medicamentos causaram a doença.
A investigação da Anvisa sobre 13 suspeitas de perda de visão em usuários de canetas emagrecedoras reforça o papel da vigilância sanitária pública diante de medicamentos que ganharam apelo estético e circulam em larga escala. Especialistas alertam que quem usa o remédio sem indicação médica assume riscos sem ganho de saúde equivalente.
A Anvisa apura 13 notificações de doença ocular rara em usuários de canetas emagrecedoras, mas ressalta que não há comprovação de causa e efeito. Para quem tem indicação médica, especialistas dizem que os benefícios seguem maiores que os riscos, e a decisão cabe ao paciente informado junto do seu médico.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A Anvisa investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica, doença rara que pode causar perda permanente da visão, em usuários de canetas emagrecedoras. A agência diz que não há prova de causa e efeito, e especialistas não recomendam suspender o tratamento indicado por médico.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica, conhecida pela sigla Noia, em pacientes que usavam canetas emagrecedoras da classe dos agonistas de GLP-1. Esses medicamentos são indicados para diabetes e obesidade. A Noia é uma lesão rara no nervo que leva as imagens do olho ao cérebro e pode causar perda súbita e permanente da visão.
Toda a cobertura converge nos números. São cinco notificações ligadas ao Ozempic, três ao Wegovy, duas ao Wegovy FlexTouch, duas ao Rybelsus e uma ao Mounjaro. Segundo a agência, 12 envolvem a semaglutida, princípio ativo dos remédios da Novo Nordisk, e uma a tirzepatida, do Mounjaro, fabricado pela Eli Lilly. Desde 2018, o painel de farmacovigilância da Anvisa reúne 24 suspeitas de neuropatia óptica isquêmica, e as demais envolvem outras classes de remédios. A Anvisa afirma que os casos seguem como suspeitos e que a presença do remédio e da doença na mesma notificação não comprova que um tenha causado o outro.
O tema ganhou força com um estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology, que analisou mais de 1,6 mil prontuários e observou risco de quatro a sete vezes maior de Noia entre usuários de semaglutida. Os próprios autores disseram que o desenho do estudo não permite afirmar causa e efeito, porque muitos pacientes tinham diabetes, que também eleva o risco. Desde junho de 2025, por determinação da Anvisa, a doença consta como reação adversa muito rara na bula dos medicamentos com semaglutida. A Novo Nordisk afirma que uma análise agrupada de seus ensaios clínicos não mostrou aumento de casos e que o balanço entre benefícios e riscos segue favorável. A Eli Lilly diz monitorar os dados de segurança, incluindo questões oftalmológicas.
A cobertura de centro concentrou a maior parte da apuração, com especialistas ouvidos. Oftalmologistas e endocrinologistas afirmam que nada do que se sabe justifica suspender o tratamento de quem tem indicação médica, mas desaconselham o uso apenas estético. Veículos de esquerda destacaram justamente esse alerta contra o uso sem prescrição e a necessidade de acompanhamento médico, ao lado da recomendação de sociedades médicas para que quem já teve a doença suspenda o remédio. Veículos de direita enfatizaram a ressalva da Anvisa de que não há comprovação de causalidade e a orientação oficial de procurar atendimento imediato diante de perda repentina da visão. Parte da cobertura deu manchetes falando em casos de cegueira ligados às canetas, embora os textos tratem de notificações de suspeita.
Ainda não se sabe quando a Anvisa concluirá a análise dos 13 casos, nem se algum deles terá a relação com o medicamento confirmada. Também não há estudo que prove que as canetas causam a doença, e a própria agência diz que a avaliação depende da qualidade das informações clínicas de cada notificação.
Agência recebeu 13 notificações envolvendo medicamentos como Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro

(Folhapress) - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investiga 13 notificações de suspeita de Noiana (Neuropatia Óptica Esquêmica Anterior Não


Lesão rara entope os vasos do nervo óptico e pode deixar sequelas permanentes. Estudo aponta associação com a semaglutida, mas relação ainda não foi comprovada.

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica, Noia, uma doença rara no nervo óptico que pode causar perda permanente da visão em pacientes que usavam medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, indicados para diabetes e obesidade. De acordo com levantamento pedido pelo g1, as notificações são de casos envolvendo pacientes usuários de Ozempic, Wgovy, Rybelsus e Mounjaro. (g1)
Notificações envolvem Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro; patologia pode provocar perda permanente da visão

Nesta matéria: perspectiva omitida.