Lula visita Instituto Federal em Cidade Tiradentes e campus da Unifesp em Itaquera
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A chegada de um campus do Instituto Federal de São Paulo a Cidade Tiradentes e a construção do Campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo em Itaquera são lidas como correção de uma desigualdade territorial antiga: a periferia mais populosa da capital paulista conviveu décadas com a ausência de ensino superior e técnico público perto de casa. Pelo prisma da esquerda, o Estado assume o papel de garantidor do direito à educação, levando equipamento público para onde o mercado nunca instalou vaga gratuita, e o ensino técnico integrado ao Ensino Médio previsto para 2027 abre caminho de formação e renda para jovens trabalhadores da região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda na Zona Leste de São Paulo no sábado, 26 de setembro de 2026, com visita ao Campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo, em Itaquera, às 12h30, e ao novo campus do Instituto Federal de São Paulo, em Cidade Tiradentes, às 13h30.
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Toda a cobertura converge nos fatos básicos: a visita presidencial às duas unidades federais na Zona Leste de São Paulo em 26 de setembro, a presença da ministra da Casa Civil e do ministro da Educação, o funcionamento inicial do campus de Cidade Tiradentes com cursos de qualificação e a destinação do Campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo como sede do Instituto das Cidades.
Na agenda de 26 de setembro de 2026, o presidente percorreu duas unidades da rede federal de ensino na Zona Leste de São Paulo, acompanhado dos ministros da Casa Civil e da Educação. A unidade de Cidade Tiradentes já oferece cursos de qualificação e prevê ensino técnico integrado ao Ensino Médio em 2027; em Itaquera, o campus abrigará o Instituto das Cidades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda na Zona Leste de São Paulo no sábado, 26 de setembro de 2026, para visitar duas unidades da rede federal de ensino instaladas na região. A primeira parada, marcada para as 12h30, foi o Campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo, em Itaquera, que será a sede definitiva do Instituto das Cidades, voltado à formação e à produção de conhecimento sobre temas urbanos. Uma hora depois, às 13h30, o presidente seguiu para o novo campus do Instituto Federal de São Paulo, em Cidade Tiradentes. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, acompanharam as duas agendas.
O campus do Instituto Federal de São Paulo em Cidade Tiradentes começou a funcionar neste mês. Os primeiros cursos são de qualificação profissional em inglês, língua portuguesa e cultura brasileira para estrangeiros, além de formação para assistente de produção cultural. A previsão divulgada é de que a unidade passe a oferecer cursos técnicos integrados ao Ensino Médio a partir do ano letivo de 2027. Já o Campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo está sendo erguido no lugar de antigos galpões industriais: o projeto prevê a adaptação desses espaços para atividades acadêmicas e a construção de novos prédios destinados aos cursos de graduação. Nas duas descrições, a justificativa apresentada é a mesma: ampliar a presença da rede federal numa região de alta concentração populacional e distante de parte dos equipamentos públicos de ensino superior e técnico.
Veículos de esquerda destacaram justamente esse alcance social, tratando a instalação dos campi como redução de uma desigualdade territorial de acesso à educação e como presença do Estado onde nunca houve vaga pública gratuita perto de casa. A cobertura de centro relatou a agenda em tom descritivo, detalhando horários, endereços, autoridades presentes, cursos já em funcionamento e o calendário previsto para as turmas técnicas, sem atribuir significado político ao ato, ainda que uma das peças tenha sido publicada em seção dedicada às eleições. Veículos de direita não registraram o evento na cobertura reunida até o momento; o enquadramento habitual desse campo cobraria o custo das obras, o cronograma de conclusão e a eficiência do gasto público, além de apontar que a visita ocorre em plena temporada eleitoral, com o presidente candidato à reeleição.
Essa é a principal divergência possível sobre o mesmo fato. Para quem enfatiza a política pública, a chegada de um campus federal a Cidade Tiradentes vale por si, porque cria oferta gratuita onde havia ausência. Para quem enfatiza o controle institucional, visita presidencial a obra pública em ano de disputa pede transparência sobre valores, prazos e critérios de escolha do território. Nenhum dos textos reunidos apresenta esses números, o que deixa as duas leituras sem base documental para ir além do anúncio.
Há ainda um detalhe de acesso à informação que apareceu na cobertura: na parada em Itaquera, a janela de imagem foi restrita a fotógrafos e cinegrafistas com equipamento profissional, enquanto na segunda agenda profissionais de texto e imagem puderam ser credenciados.
O que ainda não se sabe é o que daria dimensão ao anúncio. Não há informação sobre o número de vagas que cada unidade oferecerá, sobre o investimento total nas duas obras, sobre a data de conclusão do Campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo, nem sobre quais cursos técnicos integrados ao Ensino Médio serão abertos em 2027. Também não há detalhe sobre a estrutura de pessoal das duas unidades, como número de docentes e servidores, nem sobre o modelo de seleção dos estudantes da região.
Presidente acompanha obras da Unifesp em Itaquera e visita novas instalações do IFSP em Cidade Tiradentes; unidades federais ampliam oferta de educação pública na região

Presidente vai ao campus do IFSP em Cidade Tiradentes e unidade da Unifesp em Itaquera, na Zona Leste. Leia no Poder360.
