PUC-Rio abre investigação interna sobre ofensas racistas a Marielle Franco
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Como decidimos →A cobertura de centro relatou que a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) abriu, em 30 de outubro, investigação interna sobre um estudante de Direito acusado de ofensas racistas e classistas contra a memória de Marielle Franco, ex-aluna da instituição. Os textos reproduziram a nota da reitoria, as falas da filha da vereadora e a carta de entidades estudantis, e um deles reconstituiu a sequência de episódios de outubro no campus.
Com base em G1 e O Globo
Veículos de esquerda relataram a investigação da PUC-Rio e deram espaço às falas de Luyara Franco e à carta das entidades estudantis, mas acrescentaram avaliação própria: o texto afirmou que as ofensas combinam racismo e classismo e que o caso expõe a persistência do racismo. Considerou a abertura da apuração um passo concreto, embora registre que a mobilização estudantil espera ações mais amplas.
Com base em Revista Fórum
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro anunciou em 30 de outubro uma investigação interna sobre um estudante de Direito acusado de chamar Marielle Franco de macaca num grupo de WhatsApp. Entidades estudantis cobram medidas de combate ao racismo, e a universidade não fixou prazo para concluir a apuração.
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC-Rio, abriu uma investigação interna sobre um estudante do curso de Direito acusado de ofensas racistas e classistas contra a memória de Marielle Franco. A vereadora, assassinada em 2018, cursou Ciências Sociais na própria universidade. O anúncio foi feito na sexta-feira, 30 de outubro, em nota assinada pela reitoria e pela Coordenação Central de Integridade.
Segundo a universidade, a apuração começou depois de denúncias recebidas pela Ouvidoria e pelo Canal Externo de Denúncias e corre no âmbito do Programa de Integridade da instituição. A nota diz que racismo e injúria racial são crimes graves, que devem ser apurados pelas autoridades competentes, e que a PUC-Rio segue adotando as medidas administrativas e legais cabíveis. A universidade não estabeleceu prazo para concluir a investigação.
As matérias analisadas convergem nos pontos centrais. Luyara Franco, filha de Marielle, tornou o caso público nas redes sociais e afirmou que o estudante chamou a mãe de macaca num grupo de WhatsApp e questionou como ela conseguiu pagar a faculdade. Ela disse que racismo não é opinião nem liberdade de expressão, e sim crime. Coletivos de alunos, centros acadêmicos, a União Nacional dos Estudantes, a UNE, e a União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro, a UEE-RJ, divulgaram carta conjunta que classifica os ataques como violência política, psicológica e de gênero e cobra providências da universidade.
A cobertura de centro reproduziu a nota da reitoria e as falas da família de forma descritiva. Um dos textos de centro foi o único a reconstituir a cronologia: as mensagens são de 13 de outubro e chegaram às entidades em 29 de outubro. O mesmo texto relatou que, no dia 7, estudantes denunciaram racismo, homofobia, misoginia e intimidação no campus, e que em 13 de outubro uma manifestação na entrada da universidade reuniu apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro, com presença de figuras políticas da direita segundo o material das entidades. Esse texto também listou as cinco medidas pedidas por 45 entidades estudantis, entre elas letramento racial e fortalecimento dos canais de denúncia.
Veículos de esquerda relataram os mesmos fatos e acrescentaram avaliação própria. O texto afirmou que as ofensas atacam ao mesmo tempo a identidade racial e a origem social da vereadora e que o caso expõe a dimensão do racismo que persiste. Considerou a abertura da investigação um passo concreto, mas registrou que a mobilização estudantil espera ações mais amplas e sistemáticas. A cobertura de centro não fez esse tipo de avaliação. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até o início da tarde de 2 de novembro, quando saiu a matéria mais recente do conjunto, nenhuma das três matérias registrava a identidade ou a versão do estudante acusado, nem informava se o caso tinha sido levado à polícia. Também não havia prazo para o fim da apuração interna nem indicação de que medidas a universidade poderia adotar.
A PUC-Rio anunciou, na sexta (30), que abriu uma investigação para apurar o caso de um estudante que teria proferido ofensas racistas contra a memória de Marielle Franco.

Caso tem ganhado repercussão após a denúncia feita por diversas entidades estudantis

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) anunciou na última sexta-feira (30) a abertura de uma investigação interna para apurar
