Delegacia de Crimes Raciais apura homem acorrentado em ato de Flávio Bolsonaro
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro
Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Como decidimos →Para veículos de esquerda, a imagem de um homem branco puxando um homem negro acorrentado em ato bolsonarista remete à violência da escravidão e exige resposta firme do Estado. A cobertura destaca a reação do Ministério da Igualdade Racial, que pediu apuração de possível crime de racismo, e trata a alegação de sátira política como insuficiente diante do simbolismo da cena.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um vídeo gravado em 24 de outubro, na Barra da Tijuca, em que um homem branco conduz por uma corrente um homem negro caracterizado com referências ao Partido dos Trabalhadores durante ato de apoio a Flávio Bolsonaro.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Um vídeo gravado em 24 de outubro, na Barra da Tijuca, mostra um homem branco conduzindo por uma corrente um homem negro caracterizado com referências ao PT em ato de apoio a Flávio Bolsonaro. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância apura o caso, o Ministério da Igualdade Racial pediu investigação por possível racismo e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio analisa as imagens.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação sobre um vídeo em que um homem negro aparece sendo conduzido por uma corrente por um manifestante branco durante um ato de apoio ao senador Flávio Bolsonaro, do PL. A cena foi gravada na tarde de sábado, 24 de outubro, na Barra da Tijuca, na véspera do segundo turno da eleição presidencial, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.
O caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, conhecida pela sigla Decradi. Em nota, a corporação informou que diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias. O Ministério da Igualdade Racial pediu ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio que investiguem um possível crime de racismo. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio analisa as imagens para definir quais medidas serão tomadas.
As imagens foram feitas pelo jornalista francês Raphaël Bernard. Nelas, o homem negro caminha à frente, segurando um tridente e exibindo adesivos e inscrições ligados ao Partido dos Trabalhadores. Atrás dele, o manifestante branco segura a corrente e grita ofensas contra o presidente Lula. O jornalista disse ter sentido choque e afirmou que nenhum contexto justifica a cena.
O homem que segurava a corrente foi identificado como Carlos Martins. Em vídeo nas redes sociais, ele afirmou que a encenação era uma sátira política, com Lula representado como Satanás e preso por Bolsonaro, negou intenção racista e pediu desculpas aos brasileiros que se sentiram ofendidos. O ato marcou o encerramento da campanha de Flávio Bolsonaro no Rio e reuniu aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira e o governador eleito Douglas Ruas.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma detalhada e deu espaço amplo à versão de Carlos Martins, incluindo o pedido de desculpas e a justificativa de sátira. Veículos de esquerda destacaram que a cena remete à violência da escravidão, sublinharam o caráter bolsonarista do ato e deram mais peso ao pedido de investigação do Ministério da Igualdade Racial, resumindo a defesa do manifestante em poucas linhas. Até o momento, nenhum veículo de direita do corpus cobriu o caso, de modo que não há registro de como esse lado enquadrou o episódio.
Ainda não se sabe se a polícia vai indiciar alguém nem por qual crime. Também não está claro quais providências o Tribunal Regional Eleitoral pode adotar, e o homem negro que aparece acorrentado não foi identificado nem se manifestou publicamente. Não há conclusão oficial sobre a responsabilidade dos envolvidos.
Polícia Civil do Rio investiga vídeo de homem negro acorrentado em ato político na Barra da Tijuca após participantes alegarem sátira e negarem racismo.

O caso aconteceu na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu uma investigação sobre um vídeo que mostra um homem negro sendo conduzido por uma corrente durante um ato de apoio a