Paula Zambelli Salgado Brasil, irmã de Carla Zambelli, declara voto em Lula
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilIrmã de Carla Zambelli surpreende ao anunciar voto em Lula (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
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Briefing
O que importa para você
- Segundo turno marcado para domingo, 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- A nova etapa do julgamento da extradição de Carla Zambelli está prevista para 29 de outubro.
Onde os lados concordam
As duas coberturas concordam que Paula Zambelli Salgado Brasil anunciou voto em Lula no segundo turno, que mantém vínculo afetivo com a família e que diverge politicamente de Carla Zambelli e do irmão Bruno.
O que ainda está incerto
- Nenhuma fonte traz a reação de Carla Zambelli, da mãe ou de Bruno Zambelli.
- Não há dado sobre efeito eleitoral do gesto nem resposta da campanha de Flávio Bolsonaro.
Paula Zambelli Salgado Brasil, advogada e professora de Direito, irmã da ex-deputada Carla Zambelli, declarou em vídeo que votará em Lula no segundo turno. A cobertura de esquerda e a de centro registram o gesto como ruptura com a família bolsonarista.
A professora de Direito e advogada Paula Zambelli Salgado Brasil, irmã da ex-deputada federal Carla Zambelli, declarou que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro. O anúncio foi feito em vídeo nas redes sociais, e a frase central foi: sou uma Zambelli que vota 13. A manifestação chamou atenção porque a família é ligada ao bolsonarismo. Carla Zambelli, ex-deputada pelo PL de São Paulo, foi aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o irmão Bruno Zambelli é deputado estadual pelo mesmo partido.
A cobertura de centro relatou que Paula esperou o primeiro turno para se manifestar, a fim de evitar prejuízos aos familiares. Ela disse que o silêncio tem um preço que não quer mais pagar e associou a escolha à defesa da democracia, da soberania nacional e do respeito à diversidade. Também afirmou amar a irmã, a mãe e o irmão, mas pensar diferente deles. Sobre o sobrenome, explicou que continuou a usar Brasil, herdado do casamento desfeito há cerca de dez anos, porque Zambelli passou a ser associado a ideias e discursos de que discorda. A mesma cobertura recordou que Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal por processos ligados à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e à perseguição a um homem armado em São Paulo, na véspera do segundo turno de 2022. A ex-deputada deixou o Brasil em 2025 e foi localizada na Itália, onde responde a pedido de extradição. Uma nova etapa do julgamento está prevista para 29 de outubro.
A cobertura de esquerda deu mais espaço à voz da própria professora, em uma entrevista exclusiva. Veículos de esquerda destacaram que ela diz ser favorável a um Estado social, rejeita o que chama de projeto entreguista de Flávio Bolsonaro e participou de um ato por uma frente ampla pela soberania. Nesse relato, Paula conta que explicou à irmã que o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 era um golpe parlamentar, critica o veto de Jair Bolsonaro à distribuição de absorventes e afirma que Carla foi se tornando mais extremista. Também cita outros casos de apoio a Lula vindos da direita, como o da ex-deputada Joice Hasselmann. Paula disse ainda que não se trata de traição à irmã e que está há um ano e meio sem abraçá-la.
Não há, até o momento, cobertura de veículos de direita sobre o caso na base analisada. Por isso, a perspectiva desse campo não aparece com voz própria. A leitura provável é a de que se trata de escolha individual e familiar, sem efeito sobre o resultado da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
As duas coberturas convergem nos fatos básicos: o vídeo, a data do segundo turno, o vínculo familiar, o afeto declarado e a divergência política. Diferem no enquadramento. A cobertura de centro trata o episódio como um fato curioso da reta final da campanha, enquanto a de esquerda o apresenta como gesto de coragem e como sinal de fissura no campo bolsonarista.
O que ainda não se sabe: nenhuma das fontes traz reação de Carla Zambelli, da mãe ou de Bruno Zambelli ao anúncio, nem da campanha de Flávio Bolsonaro. Também não há dado sobre algum efeito eleitoral do gesto.
Fontes
A professora de Direito Paula Zambelli Salgado Brasil tem 50 anos, quatro a mais que sua irmã, a ex-deputada Carla Zambelli. As duas tem aparência física e vozes semelhantes. Em 20 de outubro, Paula declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva. Dois dias depois, Paula foi ao ato de uma frente ampla pela soberania […]

