Nunes Marques, do TSE, manda canal Exército do Lula esperar 48 horas após registro
5 veículos de esquerda · 18 veículos de centro · 1 veículo de direita

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, liberou o canal de WhatsApp Exército do Lula depois de a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva registrá-lo na Justiça Eleitoral, mas fixou um prazo de 48 horas antes da retomada. O canal, administrado pelo deputado André Janones, saiu do ar na noite de terça-feira, em meio a uma disputa de decisões com o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
Veículos de esquerda enquadram a sequência de decisões como censura prévia a um canal de mobilização legítima de militantes, a duas semanas do segundo turno. Destacam que a área técnica do TSE não achou notícias falsas e que o registro foi feito só para cumprir a ordem, sem assumir a administração do canal.
Sem cobertura própria de direita no conjunto, a leitura provável parte dos fatos: o canal funcionava a favor de uma campanha sem o registro exigido pela lei eleitoral, e a decisão de Nunes Marques cobra isonomia e responsabilidade de quem faz propaganda em massa. O ponto central seria a obrigação de cumprir as regras, e não a restrição à expressão.
24 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, liberou o canal de WhatsApp Exército do Lula depois que a campanha de Lula o registrou, mas fixou 48 horas de espera. A disputa de decisões com o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva segue sem data para ir ao plenário.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, liberou na terça-feira (13) o canal de WhatsApp Exército do Lula, mas determinou que ele só volte a funcionar 48 horas depois do registro feito pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. O canal, que tem mais de 4 milhões de seguidores e é administrado pelo deputado federal André Janones, de Minas Gerais, saiu do ar às 23h26 daquele dia.
A disputa começou quando a campanha de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno, pediu à Justiça Eleitoral a derrubada do canal. A alegação foi de que ele divulgava informações falsas, como a de que Flávio tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A ação de investigação foi distribuída ao corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. No domingo (11), Nunes Marques suspendeu o canal por via administrativa, em outro procedimento, ligado ao plano de conformidade da Meta, dona do WhatsApp. Horas depois, Cueva restabeleceu o canal e mandou sua decisão ao plenário.
Na terça, Nunes Marques suspendeu a decisão de Cueva, afirmando que o corregedor extrapolou sua competência. Em seguida, exigiu que o endereço do canal fosse comunicado à Justiça Eleitoral. A campanha de Lula o registrou ainda na terça. O ministro reconheceu o cumprimento da exigência e autorizou a retomada, mas citou a regra de que endereços preexistentes só podem ser usados em campanha 48 horas após o registro. Também ordenou que a Meta monitore o canal e outros canais públicos de grande alcance, e que informe em 24 horas o que fará. A área técnica do tribunal deve acompanhar as publicações, e Janones não pode divulgar conteúdo igual ou equivalente ao já removido.
A cobertura de centro registrou que a assessoria do TSE contra a desinformação não encontrou, entre 2 e 11 de outubro, as publicações denunciadas, mas apontou orientações centralizadas e linguagem de confronto. Também relatou que a campanha de Flávio apresentou dossiê com 499 mensagens apagadas, três delas já consideradas falsas pelo tribunal. Ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal, ouvidos sob reserva, criticaram o uso de decisões administrativas que não passam pelo plenário, e Cueva reiterou o pedido de julgamento colegiado urgente.
Veículos de esquerda destacaram que a medida configura censura a um canal de militância e que o relatório técnico não achou fake news. Citaram o presidente do PT, Edinho Silva, que prometeu recorrer, e a defesa de Lula, segundo a qual o registro cumpriu a ordem sem assumir a administração do canal. Também chamaram atenção para canais de Flávio Bolsonaro que não teriam sido declarados ao tribunal e seguem ativos.
Entre os veículos de direita, não há cobertura própria identificada no conjunto de fontes. O que as decisões citadas sustentam, e que seria o ângulo esperado desse lado, é a obrigação de comunicar endereços de propaganda, a possibilidade de responsabilizar a coligação e os candidatos por uso irregular, e a necessidade de prevenir a repetição de conteúdos já proibidos perto da eleição.
O que ainda não se sabe é quando o canal volta de fato ao ar, se o plenário do TSE julgará o caso antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e se o PT levará a discussão ao Supremo Tribunal Federal. Também não está claro se a ação de investigação sob relatoria de Cueva terá desfecho antes da votação.
Segundo nova decisão de presidente do TSE, canal só poderá voltar a funcionar após a campanha do presidente Lula registrá-lo como um instrumento formal de campanha ao TSE; decisão veio após analise preliminar do TSE não identificar notícias falsas no canal.

Canal Exército do Lula, de André Janones, seguirá fechado por 48 horas após o registro do endereço na Justiça Eleitoral.



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Nesta matéria: perspectiva omitida.