André Janones faz live com Lula e vira alvo de críticas no segundo turno
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilLula fará live com Janones hoje? Veja horário e onde assistir (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- Pleno NewsJanones: O general de Lula e seu esgoto digitalComo a esquerda se curvou às ordens de uma figura abjeta(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Mais sobre Lula
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Briefing
O que importa para você
- Segundo turno no domingo, entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- O canal de WhatsApp de Janones, com milhões de inscritos, foi suspenso e depois liberado pelo TSE e agora está registrado pela campanha de Lula.
- Live de 24 horas anunciada para depois do debate presidencial na televisão.
Onde os lados concordam
- Lula participou de live com André Janones na reta final do segundo turno.
- O canal Exército do Lula reúne milhões de participantes sob comando do deputado.
O que ainda está incerto
- Conteúdo da live de Lula com Janones.
- Fundamentos das decisões do TSE sobre o canal e resposta da campanha de Flávio Bolsonaro e de Janones às acusações.
O presidente Lula participou de uma transmissão com o deputado André Janones a três dias do segundo turno contra Flávio Bolsonaro. O canal Exército do Lula, de Janones, foi suspenso e liberado pelo TSE e virou alvo de críticas da direita.
Na reta final do segundo turno da eleição presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma transmissão ao vivo com o deputado federal André Janones, do partido Rede de Minas Gerais. O encontro foi marcado para quinta-feira, dia 22, às 19h no horário de Brasília, no canal do parlamentar no YouTube. O segundo turno, que opõe Lula ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, está marcado para domingo, dia 25.
A cobertura de centro relatou que o anúncio foi feito na quarta-feira, dia 21, aos integrantes do canal de WhatsApp Exército do Lula, criado por Janones. Segundo o deputado, o canal chegou perto de 8 milhões de inscritos, com cerca de 1,5 milhão de entradas em 12 horas. Em vídeo, Janones convocou os seguidores e falou na primeira live do presidente com o que chamou de exército dele. A cobertura lembrou que uma tentativa anterior de transmissão conjunta, na semana anterior, não se concretizou. Janones também anunciou uma segunda transmissão de 24 horas, a começar depois do debate presidencial na televisão, na sexta-feira, dia 23, e a seguir até a noite de sábado, véspera da votação. Ele a chamou de a maior live do mundo, com plataforma e horário exato ainda sujeitos a confirmação.
O canal também esteve no centro de uma disputa judicial. De acordo com a coluna de opinião de veículo de direita, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu o canal a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e depois autorizou a retomada. Em seguida, a campanha de Lula decidiu registrá-lo formalmente na Corte. Esse registro é o ponto em que as leituras mais se afastam.
Veículos de direita enfatizaram que o registro oficializa o canal como parte da máquina de campanha do presidente. A coluna dedica a maior parte do texto ao histórico de Janones. Cita o inquérito sobre rachadinha aberto no Supremo Tribunal Federal em 2023, o indiciamento pela Polícia Federal em 2024 e o acordo de não persecução penal firmado com a Procuradoria-Geral da República em março de 2025, com devolução de R$ 131,5 mil e multa de R$ 26,3 mil. Menciona ainda medidas protetivas concedidas em Minas Gerais à prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes, com base na Lei Maria da Penha, e decisões do TSE que mandaram retirar vídeos do deputado sobre Flávio Bolsonaro. O texto relata também a alegação de que cerca de 499 publicações do canal foram apagadas após disparos em massa. O mesmo texto registra que Janones nega ter admitido rachadinha e fala em armação do bolsonarismo, e que não há condenação definitiva no caso das medidas protetivas.
A cobertura de centro não tratou da disputa no TSE nem do histórico do deputado. Limitou-se à agenda e ao tamanho do canal. Nenhum veículo de esquerda produziu material sobre o tema no conjunto analisado, de modo que a leitura favorável à live, como mobilização popular de apoio ao presidente, não aparece com voz própria nesta cobertura.
O que ainda não se sabe: não há, nas fontes, o conteúdo do que foi dito na live entre Lula e Janones. Também faltam detalhes sobre o fundamento das decisões do TSE que suspenderam e liberaram o canal, sobre o teor do registro feito pela campanha de Lula e sobre a resposta da campanha de Flávio Bolsonaro e do próprio Janones às acusações sobre apagamento de publicações. A transmissão de 24 horas anunciada para depois do debate dependia de confirmação de plataforma e horário.
Fontes

Como a esquerda se curvou às ordens de uma figura abjeta
