Lula supera Flávio Bolsonaro em audiência das sabatinas do segundo turno
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A cobertura de esquerda enfatiza a derrota de audiência de Flávio Bolsonaro, o confronto da jornalista com acusações sem comprovação e a rejeição popular expressa em panelaços durante a transmissão.
As sabatinas de Lula e de Flávio Bolsonaro no segundo turno, conduzidas em noites consecutivas pela mesma jornalista, renderam dados de audiência e uma análise sobre linguagem corporal. Lula teve audiência maior, e uma análise avaliou que Flávio saiu-se melhor na postura diante de perguntas difíceis.
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As fontes concordam que as duas sabatinas ocorreram em noites consecutivas e que o desempenho de Flávio Bolsonaro, diante de perguntas incômodas, foi o foco da cobertura da sexta-feira.
As sabatinas de Lula e de Flávio Bolsonaro, em noites consecutivas, tiveram audiência de 25 e 21 pontos na Grande São Paulo, uma diferença de cerca de 800 mil telespectadores. Uma análise avaliou a linguagem corporal dos dois candidatos antes do debate de domingo.
As sabatinas dos dois candidatos ao segundo turno da eleição presidencial, conduzidas em noites consecutivas pela jornalista Renata Lo Prete, produziram dois tipos de leitura: a disputa por audiência e a análise do comportamento dos entrevistados diante das câmeras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi entrevistado na quinta-feira (15). O senador Flávio Bolsonaro, do PL, foi na sexta-feira (16). Segundo dados divulgados por uma coluna de televisão e reproduzidos na cobertura, Lula marcou 25 pontos de média na Grande São Paulo, contra 21 de Flávio. Cada ponto representa 199 mil telespectadores. Isso dá cerca de 4,9 milhões para Lula e 4,1 milhões para Flávio, uma diferença de aproximadamente 800 mil pessoas. A entrevista do presidente foi a maior audiência da televisão na quinta-feira, acima da novela das nove, que registrou 24 pontos.
A cobertura de esquerda enfatizou que Flávio perdeu a disputa de audiência, ficando 16% abaixo de Lula. Veículos de esquerda destacaram também o momento em que a entrevistadora cobrou explicações sobre o financiamento do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. Quando o senador tentou deslocar a discussão para o presidente e apresentou acusações sem comprovação, a jornalista afirmou que não trataria informações não confirmadas como fatos. Esses veículos relataram ainda panelaços contra Flávio em bairros de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife, durante a transmissão, convocados por apoiadores de Lula, incluindo o deputado federal André Janones, da Rede de Minas Gerais.
A cobertura de centro adotou outro ângulo. Uma análise sobre linguagem corporal afirmou que o senador driblou a falta de respostas para perguntas indigestas com a postura correta. Segundo o texto, o presidente olhou pouco para a câmera. A análise avalia que Lula construiu sua carreira sobre o carisma e o diálogo, herança do movimento sindical, mas que o carisma sofreu o desgaste do tempo e o estilo conciliador parece pouco útil nesta campanha. Para o texto, essa limitação pesará no embate com Flávio, programado para o domingo (18), em debate televisivo. Outro texto de centro, citado apenas pelo título, indica que o senador aposta na comparação com Lula e deixa o ajuste fiscal em aberto.
Não há, entre as fontes reunidas, cobertura de veículos de direita. Por isso, não é possível atribuir a esse campo uma leitura própria dos fatos.
A divergência de ênfase é clara. A esquerda destaca o desempenho de audiência e a rejeição pública ao candidato do PL. O centro olha para a performance televisiva e aponta que, apesar das perguntas duras, Flávio saiu-se melhor na linguagem corporal, enquanto Lula mostrou limitações de estilo.
O que ainda não se sabe: os números de audiência se referem apenas à Grande São Paulo, e não há dados nacionais nas fontes. Também não está claro como o público avaliou as respostas de cada candidato nem se a audiência ou a postura nas sabatinas terão efeito sobre as intenções de voto antes do segundo turno.
Flávio perde para Lula por quatro pontos de audiência na Globo. Petista reúne cerca de 800 mil telespectadores a mais na Grande São Paulo.

Senador driblou a falta de respostas para perguntas indigestas com a linguagem corporal correta; presidente olhou pouco para a câmera
