
Após pressão nas redes, Romário abre mão do salário de senador durante a Copa
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O senador Romário (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira, 30 de junho, que abriu mão do salário parlamentar durante o período em que acompanhará a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, onde atua como comentarista da CazéTV e colunista de O Globo. Ele enviou ofício à Presidência do Senado pedindo que não seja paga a remuneração entre 11 de junho e 19 de julho e afirmou que devolverá qualquer valor eventualmente recebido. Romário disse que não pediu licença para poder votar remotamente a PEC do fim da escala 6x1 e continuará participando das sessões por videoconferência.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O senador Romário (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira, 30 de junho, que abriu mão do salário parlamentar durante o período em que acompanhará a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, onde atua como comentarista da CazéTV e colunista de O Globo.
Direita
Pelo prisma da direita, a decisão de Romário é um gesto de responsabilidade individual: ele voluntariamente abriu mão do salário e prometeu devolver aos cofres públicos qualquer valor recebido, além de manter o mandato ativo para votar a PEC do fim da escala 6x1.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de agência com equilíbrio: reproduz a defesa de Romário e o apoio de Alcolumbre, mas também registra as críticas de parlamentares e nas redes e quantifica que o senador trabalhou apenas dois meses no calendário de 2026. Factual e balanceado, típico de CENTER.
Veículos com viés à direita
Veículo de direita cujo texto acentua o gesto de Romário (devolver dinheiro aos cofres públicos) e o elogio de Alcolumbre, com enquadramento favorável ao senador e à responsabilidade pessoal. Reforça a defesa do parlamentar mais do que a crítica.
Perspectivas omitidas
O senador Romário (PL-RJ) anunciou na terça-feira, 30 de junho de 2026, que abriu mão de seu salário parlamentar durante o período em que acompanhará a Copa do Mundo nos Estados Unidos. Por meio de ofício enviado à Presidência do Senado, o ex-jogador pediu que não seja paga a remuneração entre 11 de junho e 19 de julho, datas do primeiro e do último dia da competição, e afirmou que devolverá aos cofres públicos qualquer valor eventualmente recebido nesse intervalo. Um senador da República recebe atualmente cerca de R$ 46,3 mil por mês.
A cobertura de centro relatou os fatos com equilíbrio. Romário viajou aos Estados Unidos para atuar como comentarista da CazéTV, emissora que transmite os jogos, e escreve uma coluna sobre a Copa para o jornal O Globo. Segundo o próprio senador, ele optou por não pedir licença do mandato porque quer participar da votação da Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à escala de trabalho 6x1. Para isso, continua participando das sessões de forma remota, por videoconferência, valendo-se do Sistema de Deliberação Remoto do Senado, que permite registrar presença e votar à distância sem prejuízo salarial durante o período de sessões semipresenciais, até o início do recesso, em 18 de julho.
Há pontos em que os relatos convergem. Todos registram que a decisão veio após Romário ser cobrado nas redes sociais por manter o mandato enquanto exerce a atividade parlamentar diretamente dos Estados Unidos, e que o senador já havia cumprido uma licença de 120 dias iniciada no fim de 2025, limite máximo anual de afastamento, o que o impedia de solicitar nova licença. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu em defesa do parlamentar, afirmando que ele honra o Brasil como ídolo do futebol e atribuindo as críticas à polarização política e a ataques nas redes.
A divergência de cobertura aparece na ênfase. Veículos de direita destacaram o caráter voluntário do gesto, a promessa de devolver o dinheiro aos cofres públicos e o compromisso de manter o mandato ativo para votar a PEC 6x1, apresentando a decisão como responsabilidade individual e escolha pessoal legítima. Uma leitura mais à esquerda, por contraste, enfatizaria que o anúncio só veio depois da pressão popular e da cobrança de parlamentares, e sublinharia que Romário trabalhou apenas dois meses no calendário legislativo de 2026, o que mantém em aberto a questão de fundo sobre presença e dedicação ao mandato, para além da renúncia ao salário.
O que ainda não se sabe: a data da votação da PEC do fim da escala 6x1 não foi marcada, segundo o próprio senador, de modo que não há garantia de quando sua participação remota será efetivamente necessária. Também não está detalhado o valor total que Romário deixará de receber ou devolverá, nem como será operacionalizada a devolução retroativa dos pagamentos já processados.
Os relatos convergem: Romário abriu mão do salário durante a Copa por ofício ao Senado, manteve o mandato para votar a PEC do fim da escala 6x1 e a decisão veio após cobrança nas redes sociais.

Senador afirmou que não se licenciou do mandato para contribuir na votação da PEC do fim da escala 6x1

Ex-jogador afirmou que devolverá aos cofres públicos qualquer valor recebido durante o período do Mundial

"Foi uma escolha minha. Continuarei trabalhando normalmente e acompanhando as votações", disse Romário
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Publicado por veículo de perfil pró-mercado, mas o texto é predominantemente factual: relata a decisão, cita o valor do salário (R$ 46.366,19), explica o funcionamento do trabalho remoto no Senado e reproduz falas sem editorializar. Enquadramento neutro característico de CENTER.
Perspectivas omitidas
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