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EUA revogam vistos de 27 autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru

2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Redação Fuja da Bolha•4 fontes•28/09/2026•atualizado em 29/09/2026•América Latina
EUA revogam vistos de 27 autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru
Imagem: Jovem Pan

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

4 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Veículos com viés à esquerda

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro2 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • O GloboEUA cancelam vistos de juízes e autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, membros do ‘Escudo das Américas’Washington acusa sancionados de corrupção, narcotráfico ou conspiração; medida, segundo o governo americano, faz parte dos compromissos da aliança, criada por Trump para ampliar ações contra o crime organizado na região(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

  • Valor EconômicoEUA revogam vistos de 27 latino-americanos sob alegação de corrupçãoAlvos são da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, países com líderes de direita alinhados ao presidente Trump e que buscam se adequar à iniciativa americana de combate ao tráfico no Hemisfério(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Direita2 (50%)

Veículos com viés à direita

  • Jovem PanEUA cancelam vistos de autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e PeruMedida faz parte dos compromissos assumidos na aliança Escudo das Américas(abre em nova aba)

    Nesta matéria: viés de centro.

  • Jovem PanApós restringir vistos de 27 latino-americanos, EUA analisam novos nomes brasileirosSegundo fontes ouvidas pela coluna, a avaliação envolvendo brasileiros ocorre em um cenário mais amplo, no qual o governo Trump vem recorrendo a diferentes mecanismos para atingir autoridades(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Conhecer o Mapa Político

Briefing

O que importa para você

  • Autoridades brasileiras podem ser alvo de novas medidas americanas, com dois caminhos distintos: restrição de visto, que só impede a entrada nos Estados Unidos, e Lei Magnitsky, que bloqueia bens e interesses patrimoniais sob jurisdição americana.
  • O mecanismo anunciado é permanente, ou seja, novas listas podem sair a qualquer momento sem aviso prévio.
  • O precedente brasileiro já existe: vistos revogados de dois ex-integrantes do Ministério da Saúde em agosto de 2025 e sanções da Lei Magnitsky contra um ministro do Supremo Tribunal Federal e sua família.

Onde os lados divergem

  • A cobertura de centro destaca o paradoxo regional, já que os quatro países atingidos têm líderes de direita alinhados a Donald Trump, e insere a decisão numa política de negação de vistos que já barrou autoridades sul-africanas e a delegação palestina na ONU.
  • Veículos de direita deslocam o foco para o Brasil e tratam a análise de novos nomes brasileiros em Washington como o ponto principal, apoiados em fontes anônimas.
  • Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso até o fechamento, e o contraponto sobre soberania e devido processo legal não aparece em nenhuma das matérias.

Onde os lados concordam

As duas frentes de cobertura registram os mesmos fatos: o Departamento de Estado revogou ou negou vistos a 27 pessoas da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, incluindo o procurador-geral boliviano Roger Mariaca, sob alegação de corrupção e ligação com o narcotráfico, e nenhum brasileiro consta da lista divulgada. Ambas situam a medida no Escudo das Américas e descrevem o mecanismo como permanente.

O que ainda está incerto

  • Não há confirmação oficial de quais brasileiros estariam sob análise em Washington, qual instrumento seria aplicado a cada caso nem quando eventuais medidas sairiam.
  • Os nomes dos dois equatorianos atingidos não foram divulgados pelo Departamento de Estado.
  • Não há manifestação pública do governo brasileiro sobre a apuração de que novos nomes do país estariam em avaliação.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou restrições de visto contra 27 autoridades, ex-autoridades, juízes, promotores e empresários da Bolívia, da Colômbia, do Equador e do Peru, sob alegação de corrupção e de ligação com o narcotráfico. Nenhum brasileiro aparece na lista divulgada, mas uma apuração jornalística afirma que novos nomes do Brasil estão em avaliação em Washington.

O governo dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, restrições de visto contra 27 autoridades, ex-autoridades, integrantes do sistema de Justiça, empresários e outros cidadãos da Bolívia, da Colômbia, do Equador e do Peru, além de seus familiares imediatos. O anúncio partiu do Departamento de Estado, comandado pelo secretário Marco Rubio, e foi apresentado como cumprimento do compromisso de defender a governança democrática no Hemisfério contra a corrupção e o narcotráfico. Nenhum brasileiro consta da lista divulgada.

Os detalhes em que a cobertura converge desenham o alcance da medida. A Bolívia concentra a maior parte dos casos: doze pessoas que já tinham visto americano tiveram o documento revogado e outras nove, que não o possuíam, foram declaradas inelegíveis. O Departamento de Estado ainda fez uma designação pública contra o procurador-geral boliviano Roger Mariaca, acusado de usar cargos públicos para receber propina ligada ao narcotráfico. Na Colômbia, foram atingidos a senadora Martha Peralta Epieyu e o empresário Euclides Antonio Torres Romero. No Peru, o juiz Juan Carlos Núñez Matos. No Equador, dois cidadãos cujos nomes não foram divulgados. O instrumento é a Seção 212(a)(3)(C) da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos, e as acusações partem do governo americano, sem equivaler a condenação judicial.

A cobertura de centro relatou o episódio pelo ângulo regional e registrou um detalhe incômodo para Washington: os quatro países atingidos têm líderes de direita alinhados ao presidente Donald Trump e integram o Escudo das Américas, bloco de cooperação criado neste ano por iniciativa americana. Essa cobertura lembra que Marco Rubio esteve em setembro na Colômbia, no Equador e no Peru prometendo apoio ao combate ao tráfico de drogas e de pessoas, e situa a decisão dentro de uma política mais ampla de negar entrada no país, que já alcançou autoridades sul-africanas e a delegação palestina que pretendia participar da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Veículos de direita enfatizaram o desdobramento brasileiro. Segundo apuração atribuída a fontes não identificadas, novos nomes do Brasil estão sob análise em Washington, ainda que não haja confirmação pública sobre quais seriam, qual instrumento seria usado ou quando eventuais medidas sairiam. Essa cobertura insiste na diferença entre as duas ferramentas disponíveis: a política de vistos, aplicada pelo Departamento de Estado, e a Lei Magnitsky, administrada pelo Departamento do Tesouro por meio do OFAC, que permite bloquear bens e interesses patrimoniais sob jurisdição americana. As duas já foram usadas contra brasileiros. Em agosto de 2025, foram revogados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, ex-integrantes do Ministério da Saúde ligados ao Mais Médicos, sob acusação contestada pelo governo brasileiro. Em outra frente, a Lei Magnitsky alcançou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, sua mulher Viviane Barci de Moraes e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos.

Nenhum veículo de esquerda havia publicado sobre o caso até o fechamento desta edição. O enquadramento habitual desse campo tenderia a ler a medida como uso unilateral do visto e da sanção econômica para pressionar tribunais e parlamentos de países soberanos, sem julgamento e a partir de acusações que o próprio governo americano admite não serem condenações, com atenção especial ao precedente já aplicado a um ministro da mais alta corte brasileira.

O que ainda não se sabe é justamente o núcleo da repercussão no Brasil. Não há confirmação oficial de que exista uma lista brasileira, nem indicação de nomes, de instrumento ou de prazo. Também seguem sem divulgação os nomes dos dois equatorianos atingidos, e não há manifestação pública recente do governo brasileiro sobre a possibilidade de novas medidas. O Departamento de Estado descreve o mecanismo como permanente, o que mantém a questão aberta por tempo indeterminado.

GeopolíticaEUAAmérica Latina

Fontes

Espectro: Direita
EUA cancelam vistos de autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru
EUA cancelam vistos de autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru

Medida faz parte dos compromissos assumidos na aliança Escudo das Américas

Jovem PanJovem Pan
Espectro: Centro
EUA cancelam vistos de juízes e autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, membros do ‘Escudo das Américas’
EUA cancelam vistos de juízes e autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, membros do ‘Escudo das Américas’

Washington acusa sancionados de corrupção, narcotráfico ou conspiração; medida, segundo o governo americano, faz parte dos compromissos da aliança, criada por Trump para ampliar ações contra o crime organizado na região

O GloboO Globo
Espectro: Direita
Após restringir vistos de 27 latino-americanos, EUA analisam novos nomes brasileiros
Após restringir vistos de 27 latino-americanos, EUA analisam novos nomes brasileiros

Segundo fontes ouvidas pela coluna, a avaliação envolvendo brasileiros ocorre em um cenário mais amplo, no qual o governo Trump vem recorrendo a diferentes mecanismos para atingir autoridades

Jovem PanJovem Pan
Espectro: Centro
EUA revogam vistos de 27 latino-americanos sob alegação de corrupção
EUA revogam vistos de 27 latino-americanos sob alegação de corrupção

Alvos são da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, países com líderes de direita alinhados ao presidente Trump e que buscam se adequar à iniciativa americana de combate ao tráfico no Hemisfério

Valor EconômicoValor Econômico

Centro

2 fontes

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou em 28 de setembro de 2026 restrições de visto contra 27 autoridades, ex-autoridades, integrantes do sistema de Justiça, empresários e outros cidadãos da Bolívia, da Colômbia, do Equador e do Peru, além de familiares imediatos. O governo americano alega corrupção, envolvimento com narcotráfico e ações contra instituições democráticas. Nenhum brasileiro aparece na relação divulgada, embora uma apuração jornalística afirme que novos nomes do Brasil estão sob análise em Washington.

Direita

2 fontes

Washington endureceu o cerco a autoridades latino-americanas acusadas de corrupção e de ligação com o narcotráfico, revogando ou negando vistos a 27 pessoas da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, dentro do Escudo das Américas.

Esquerda

0 fontes

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

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Linha do Tempo

  1. 28 de set. de 2026, 12:00
    Departamento de Estado anuncia restrições de visto a 27 pessoas da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru e designação pública contra o procurador-geral boliviano Roger Mariaca
    valor.globo.comjovempan.com.br
  2. 01 de set. de 2026, 00:00
    Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, visita Colômbia, Equador e Peru para tratar de cooperação contra o tráfico de drogas e de pessoas
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