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Após reunião com Lula e Alckmin no Palácio da Alvorada, o pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) anunciou que definiria até quinta-feira (25) sua chapa, escolhendo entre Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França para vice e Senado. No mesmo dia, e na mesma série de reuniões, o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado em meio à investigação da Polícia Federal sobre o caso Banco Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu, na quarta-feira 24 de junho de 2026, uma série de reuniões no Palácio da Alvorada que definiram dois movimentos importantes para o PT às vésperas das eleições. No fim da tarde, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou que decidiria até quinta-feira, 25, a composição de sua chapa. Em publicação no X, Haddad afirmou que os ex-ministros Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB) se colocaram à disposição para concorrer a vice-governador ou ao Senado, deixando a escolha a seu critério.
A cobertura de centro relatou que, segundo integrantes do PT, o desenho mais provável é que França seja o vice e que Tebet e Marina disputem as duas vagas ao Senado. O Estadão noticiou que Lula prefere o nome de França para a vice. O ex-governador, porém, vinha resistindo: na última semana, após o deputado Kim Kataguiri e o ex-prefeito Paulo Serra desistirem da disputa pelo governo paulista, França passou a articular nos bastidores uma candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes. Seu argumento era de que a saída dos dois esvaziava a disputa e aumentava a chance de Tarcísio de Freitas, do Republicanos, vencer já no primeiro turno; sua entrada poderia forçar um segundo turno e tirar votos do governador. O PT se opôs, sob o argumento de que França tenderia a atrair eleitores do próprio Haddad.
No mesmo dia, antes do encontro sobre a chapa, Lula recebeu o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado. Após mais de uma hora de conversa, Wagner anunciou que se afastaria do cargo. A decisão veio seis dias depois de ele se tornar um dos alvos de uma fase da operação da Polícia Federal que investiga o caso Banco Master. Wagner classificou a conversa com Lula como uma reunião entre amigos e disse que a saída foi de comum acordo, afirmando que sua prioridade é provar a inocência e se dedicar à reeleição de Lula e à própria.
Veículos de esquerda destacaram a leitura de que a chapa reúne quadros experientes para construir um palanque competitivo para Lula no estado mais populoso do país, e apresentaram a saída de Wagner como gesto responsável para preservar o projeto coletivo, enfatizando a presunção de inocência do senador. Veículos de direita enfatizaram o desgaste: descreveram o caso como um escândalo bilionário, detalharam a apreensão do equivalente a R$ 482 mil em espécie, um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,45 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões a familiares, e enquadraram a saída como tentativa de evitar a contaminação da campanha de Lula à reeleição. A cobertura de centro, via agências, registrou os dois fatos de forma factual, atribuindo as acusações à PF e as falas aos protagonistas, e lembrando que Tarcísio lidera as pesquisas em São Paulo.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que Wagner teria atuado em favor do Banco Master, inclusive na tramitação da chamada Emenda Master, que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, e na operação de compra do banco pelo BRB. O ponto de conexão apontado pelos investigadores seria o empresário Augusto Lima, ex-sócio da instituição. Wagner nega ter cometido irregularidades.
O que ainda não se sabe: qual será a composição final da chapa de Haddad, já que a decisão estava prevista para o dia seguinte; se França aceitará a vice ou insistirá em outra posição; e o desfecho da investigação da PF, que segue em curso, sem que a defesa de Wagner tenha respondido ponto a ponto às acusações.
Todos os lados reconhecem que, após reunião com Lula, Haddad definiria a chapa em São Paulo escolhendo entre Marina, Tebet e França, e que Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado em meio à investigação da PF sobre o Banco Master.
6 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Reportagem da Folha com apuração própria, múltiplas fontes (dirigentes petistas, aliados), tom factual e contexto histórico de 2018 e 2022; conecta o encontro à saída de Jaques Wagner no mesmo dia.
Perspectivas omitidas
Texto da Agência Estado com tom neutro, atribui falas a Haddad e a integrantes do PT, expõe os bastidores da disputa por vice e Senado sem vocabulário valorativo.
Perspectivas omitidas
Reportagem do Poder360 com perfil factual e equilibrado, descreve o impasse da chapa, registra que Tarcísio lidera as pesquisas e cita levantamentos PoderData sem juízo de valor.
Veículos com viés à direita
A Veja enquadra o episódio como contaminação da campanha de Lula, enfatiza 'esquema bilionário de fraudes', luxo (apartamento de luxo, R$ 3,5 milhões a familiares) e accountability institucional, em linha com framing de direita sobre escândalo no governo.
Perspectivas omitidas

Parlamentar anunciou decisão minutos após deixar Palácio da Alvorada, onde se reuniu por mais de uma hora com o presidente

Ex-ministro fez divulgação após reunião com Lula e deverá conversar com aliados

Segundo ele, os ex-ministros Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) se colocaram à disposição para ser tanto vice do petista como candidatos ao Senado

Pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou que definirá até quinta-feira, 25, o desenho de sua chapa. Segundo ele, os ex-ministros Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) se colocaram à disposição para ser

Pré-candidato do PT ao governo de SP afirma que França, Tebet e Marina se colocaram à disposição para ocupar vaga de vice. Leia no Poder360.

Segundo ele, os ex-ministros Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) se colocaram à disposição para ser tanto vice do petista como candidatos ao Senado
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Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do publisher ter perfil RIGHT, o texto é o mesmo despacho factual da Agência Estado, sem editorialização; classifica-se como CENTER pelo conteúdo. Inclui chamadas laterais sobre Michelle e Jaques Wagner.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto idêntico à versão padrão do InfoMoney (despacho da Agência Estado), tom neutro e factual, sem framing ideológico próprio do veículo.
Perspectivas omitidas


