A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada em 5 de julho de 2026, mostra que a avaliação do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo permanece estável: 45% dos eleitores consideram a gestão ótima ou boa, 32% a classificam como regular e 20% a veem como ruim ou péssima. O levantamento ouviu 1.608 eleitores paulistas entre os dias 1º e 3 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
Os números de aprovação pessoal do governador também se mantêm: 63% dos paulistas dizem estar satisfeitos com o trabalho de Tarcísio à frente do estado, contra 32% que desaprovam. Ainda assim, 46% dos entrevistados afirmam que o governador fez menos do que esperavam no cargo, enquanto 35% dizem que ele cumpriu o que era previsto e 13% acreditam que superou as expectativas. Segurança pública e saúde aparecem empatadas como os maiores problemas apontados pelos paulistas, com 27% de menções cada, seguidas de educação, com 11%.
O levantamento também mede a disputa pela reeleição em 2026: Tarcísio lidera com 46% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30% de Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda. Num eventual segundo turno, o republicano teria 53% dos votos ante 37% do petista. A candidatura de Tarcísio à reeleição deve ser ratificada em convenção partidária ainda neste mês de julho.
A cobertura de direita, representada pela Veja, tratou o resultado como mais uma boa notícia para o governador, destacando que sua avaliação supera a de praticamente todos os antecessores no mesmo ponto do mandato desde a redemocratização, com exceção de Orestes Quércia e José Serra, que tiveram 55% de aprovação positiva. Já a cobertura de centro, com Folha de S.Paulo e CNN Brasil, relatou os mesmos números com mais ênfase na metodologia da pesquisa, no recorte por perfil de eleitor e no fato de que quase metade do eleitorado considera que o governador entregou menos do que o esperado. Ainda que nenhum veículo de esquerda tenha coberto diretamente esta pesquisa, a leitura provável desse campo destacaria que a aprovação elevada convive com a percepção de que o governo não atendeu plenamente às expectativas e que os dois maiores problemas do estado, segurança pública e saúde, seguem sem solução visível na avaliação da população.
O que ainda não está claro é como a disputa em torno da privatização da Sabesp, citada como um dos temas centrais da campanha contra Haddad, pode influenciar esses números até a convenção que deve confirmar a candidatura de Tarcísio à reeleição.