
Associações ligadas a políticos recebem milhões em emendas
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2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Levantamento da Folha de S.Paulo, também repercutido por O Antagonista, mostra que deputados estaduais da Alesp destinaram milhões de reais em emendas parlamentares a entidades com vínculos políticos, algumas com contas rejeitadas por órgãos de controle.
Veículos com viés ao centro
Análise editorial
Reportagem investigativa que analisa 19.184 indicações de emendas, compara dados oficiais de gasto público e traz entrevistas com dirigentes de entidades de diferentes espectros políticos (CBAMC, CBKI, Unas, IPK), mantendo paridade na exposição de fontes contraditórias, característica de cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Análise editorial
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Reportagem factual sobre repasses de emendas da Alesp a entidades com vínculos políticos, citando TCU, TCE-SP e as respostas da Facex e da Secretaria de Esportes, sem vocabulário ideológico carregado; o enquadramento é próximo do centro apesar do publisher ser classificado como direita.
Perspectivas omitidas
Um levantamento da Folha de S.Paulo, também repercutido por O Antagonista, mostrou que a Assembleia Legislativa de São Paulo destinou milhões de reais em emendas parlamentares a entidades com vínculos diretos com políticos, algumas delas com histórico de contas rejeitadas por órgãos de controle. O caso mais debatido é o da Associação Desportiva Facex, de Guarulhos, fundada por Alessandra da Silva Santos, ex-candidata que teve as contas eleitorais rejeitadas em 2018 e cuja entidade também teve prestação de contas recusada pelo Tribunal de Contas da União. A Facex recebeu R$ 5,3 milhões em emendas entre 2023 e 2025 e pode receber mais R$ 4,9 milhões neste ano, por indicação do deputado estadual Sebastião Santos, do mesmo partido da fundadora, o Republicanos.
A cobertura de centro, representada pela apuração da Folha, mostra que os deputados estaduais paulistas tiveram à disposição cerca de R$ 6,1 bilhões em emendas nesta legislatura, valor superior à soma do que o governo estadual investiu em educação e segurança pública no mesmo período, R$ 3,5 bilhões. Entidades de artes marciais concentraram R$ 129 milhões em repasses, com destaque para a Confederação Brasileira de Artes Marciais Chinesas, que recebeu mais de R$ 44 milhões, e a Confederação Brasileira de Karatê Interestilos, com R$ 26,9 milhões. Dirigentes dessas entidades reconheceram que os eventos financiados funcionam como vitrine eleitoral para os deputados que indicam os recursos. Do outro lado, a União de Núcleos e Associações de Moradores de Heliópolis, ligada a parlamentares do PT e do PSOL, recebeu R$ 4,9 milhões para projetos de direitos humanos, enquanto o Instituto Paulo Kobayashi, ligado à centro-direita, obteve R$ 38,3 milhões para eventos religiosos. Um dos episódios mais citados envolve um projeto de ciclismo da Facex, cujo plano de trabalho previa a compra de squeezes por R$ 42 cada, valor muito acima do praticado no varejo. A entidade afirmou que o item seria, na verdade, uma garrafa de alumínio personalizada, e atribuiu a diferença a um erro de preenchimento no documento.
Ao interpretar esses números, veículos de esquerda destacaram que a distribuição das emendas reproduz uma desigualdade de acesso a recursos públicos, já que entidades ligadas à direita e ao centro-direita receberam volumes muito superiores aos das organizações voltadas a direitos humanos e causas sociais. Já veículos de direita enfatizaram que os mecanismos de controle institucional já estão em ação, citando a apuração interna aberta pela Secretaria de Esportes sobre o projeto da Facex e a determinação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para que o governo amplie a transparência sobre as emendas, atribuindo as irregularidades identificadas a falhas administrativas pontuais, e não a um problema estrutural do mecanismo de emendas em si.
Ainda não está claro se a apuração da Secretaria de Esportes vai resultar em sanções ou devolução de recursos, nem qual será o desfecho concreto da determinação do TCE-SP sobre transparência nas emendas parlamentares. Também não há confirmação pública sobre eventuais mudanças nas regras de indicação de recursos pelos próprios deputados estaduais.
Entidades de artes marciais receberam R$ 129 milhões em emendas (R$ 44 milhões para a CBAMC e R$ 26,9 milhões para a CBKI); a Unas recebeu R$ 4,9 milhões e o IPK, R$ 38,3 milhões; os R$ 6,1 bilhões em emendas da legislatura superaram o investimento estadual combinado em educação e segurança pública (R$ 3,5 bilhões) no mesmo período.
Ambas as reportagens confirmam que a Facex recebeu R$ 5,3 milhões e pode receber mais R$ 4,9 milhões, que sua fundadora teve contas rejeitadas em 2018 e que a entidade também teve contas recusadas pelo TCU; ambas também confirmam os valores recebidos por CBAMC, CBKI, Unas e IPK.
Não está claro se a apuração interna da Secretaria de Esportes sobre o projeto da Facex resultará em sanções ou devolução de recursos, nem qual será o desfecho concreto da determinação do TCE-SP para ampliar a transparência sobre emendas parlamentares.

Levantamento aponta repasses milionários para organizações com vínculos políticos, contas rejeitadas e questionamentos sobre transparência na destinação de recursos estaduais

Associações de kung fu, karatê e boxe receberam R$ 129 milhões em repasses de deputados
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