Emendas de Valdemar: R$ 80 milhões foram para cidades comandadas pelo PL
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O ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, após a Polícia Federal apontar que ele direcionava emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato eletivo, usando servidores da Câmara dos Deputados para formalizar as indicações.
Emendas parlamentares, que deveriam atender ao interesse público, teriam sido usadas por Valdemar Costa Neto como moeda de barganha política, sem responsabilidade perante eleitores e à margem dos mecanismos de transparência do Orçamento da União.
A decisão do STF contra Valdemar Costa Neto é cautelar e não representa condenação; a defesa argumenta que a atuação de um presidente de partido ao dialogar com parlamentares e indicar prioridades orçamentárias é natural na atividade político-partidária.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados reconhecem que a PF apurou indícios de que Valdemar direcionava emendas sem mandato eletivo, usando servidores da Câmara, e que o STF bloqueou R$ 119 milhões em caráter cautelar, sem condenação até o momento.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, por suspeita de que ele tenha direcionado emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato no Congresso. A decisão, assinada em 6 de julho e tornada pública em 10 de julho de 2026, é um desdobramento da Operação Transparência, da Polícia Federal, que apura fraudes na destinação de recursos públicos.
Segundo o relatório da PF que embasou a decisão de Dino, Valdemar teria atuado como mandante informal de emendas por meio de três servidores da Câmara dos Deputados: Mariângela Fialek, conhecida como Tuca; Nara Benedetti Nicolau Brum; e Garigham Amarante Pinto. As indicações eram registradas em nome de deputados que, segundo os investigadores, nem sempre sabiam que seus nomes estavam sendo usados. Mensagens trocadas entre os investigados, mencionando a negociação de valores como "R$ 24 milhões" e o codinome "turismo" para as verbas, embasaram a suspeita de peculato e associação criminosa. Um levantamento identificou que 21 emendas, somando R$ 119 milhões, foram associadas a Valdemar entre 2024 e 2026, distribuídas por 17 municípios de cinco estados.
Levantamentos publicados por diferentes veículos mostraram que mais de R$ 80 milhões desse total foram para cidades administradas por prefeitos ou vice-prefeitos do PL, como Suzano e Porto Seguro, além de municípios cujas chapas vencedoras tiveram o partido na coligação de 2024. Em nota, a defesa de Valdemar afirmou que a decisão de Dino partiu de "premissas frágeis e inferências subjetivas" e negou qualquer crime. Em entrevista à CNN, o próprio Valdemar disse que todas as emendas eram "sérias" e já haviam sido executadas.
A cobertura de centro, predominante no caso, relatou com detalhe a cronologia da investigação, os nomes dos servidores citados e o teor da decisão judicial, dando espaço tanto ao relatório da Polícia Federal quanto às notas de defesa de Valdemar e dos demais investigados. Veículos de direita, como a Revista Oeste, enfatizaram que a medida é cautelar, que Valdemar não foi condenado e que o vínculo partidário entre o dirigente e os prefeitos beneficiados não comprova, isoladamente, irregularidade na aplicação dos recursos. Já veículos de esquerda tendem a destacar o outro lado do problema: a fragilidade dos mecanismos de controle que permitiram a um dirigente partidário sem mandato interferir por anos no orçamento público, e o risco de que recursos destinados a áreas como saúde tenham sido usados como moeda de barganha política.
A decisão de Dino também determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, apresente em até dez dias documentos sobre as emendas ligadas a Valdemar. O caso ganhou repercussão adicional depois que se soube que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha teve R$ 6,15 milhões bloqueados por suspeita de esquema semelhante, usando a liderança do Republicanos para direcionar recursos a Minas Gerais, estado pelo qual tenta se eleger.
O que ainda não se sabe é se algum dos deputados citados como solicitantes formais das emendas tinha conhecimento do esquema, se haverá ressarcimento dos valores já pagos e qual será o desfecho da investigação da Polícia Federal, incluindo se resultará em denúncia formal contra Valdemar e os servidores da Câmara.
Ex-presidente da Câmara distribuiu R$ 6,1 milhões para 29 municípios de Minas Gerais, estado pelo qual tentará se eleger

À CNN, líder do PL defendeu verbas investigadas pela Polícia Federal

Outros R$ 5 milhões foram destinados a municípios geridos por chapas que tiveram o partido na coligação de 2024

A Polícia Federal investiga o suposto direcionamento irregular de verbas para a saúde em municípios paulistas, com Suzano recebendo o maior volume de recursos identificados.

Ministro Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal.
Outros R$ 5,2 milhões destinados por Valdemar da Costa Neto beneficiam cidades de prefeitos cuja coligação teve o PL nas eleições de 2024

O ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de valores organizados pelos assessores da Câmara dos Deputados. Leia no Poder360.

Valdemar Costa Neto é suspeito de desviar R$ 119 milhões em emendas parlamentares através de um esquema clandestino investigado pela PF e suspenso pelo STF.
