As apostas da campanha de Flávio Bolsonaro para reverter jogo com Lula
3 veículos de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Revista FórumLula bate 61% sobre Flávio Bolsonaro em plataforma de apostas proibida usada por bolsonaristasLula chega a 61% na Polymarket contra 23% de Flávio Bolsonaro em plataforma usada por bolsonaristas como termômetro eleitoral.(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- ICL NotíciasCoordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro compra mansão por R$ 14,5 milhõesO advogado José Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), comprou, em setembro de 2025, uma(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- CartaCapitalVoto das mulheres: o que indicam as pesquisas sobre o desempenho de Lula e Flávio BolsonaroOs números justificam a 'operação abafa' do pré-candidato do PL diante das consequências dos vídeos de Michelle Bolsonaro e do machismo de Paulo Figueiredo(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- Poder360Lula e Flávio Bolsonaro empatam no Rio de JaneiroPesquisa mostra o petista com 44,7% e o senador com 44,4%; diferença está dentro da margem de erro. Leia no Poder360.(abre em nova aba)
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- MetrópolesLula tem 41,6% e Flávio Bolsonaro 38,6% no Rio, diz Paraná PesquisasLula ganhou 4,9 pontos percentuais desde abril e Flávio perdeu um. No 2º turno, o petista ganhou 4,2 pontos e o senador perdeu 2,6(abre em nova aba)
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- Notícias ao Minuto BrasilLula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Atlas/Bloomberg (abre em nova aba)
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Veículos com viés à direita
- O Estado de S.PauloPor que Tarcísio tem pouco incentivo para entrar de cabeça na campanha de Flávio BolsonaroNas últimas semanas, Tarcísio teve bons motivos para se distanciar de Flávio, como os rolos do senador com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e as trapalhadas envolvendo a ameaça de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Jovem PanAs apostas da campanha de Flávio Bolsonaro para reverter jogo com LulaInterlocutores atribuem avanço nos levantamentos internos à crise com Michelle Bolsonaro; equipe também acompanha cenário em São Paulo e Minas Gerais(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Atlas/Bloomberg: Lula 48,8% x Flávio 42,3% no 2º turno.
- Paraná Pesquisas: empate técnico no Rio de Janeiro.
- A partir de 4 de julho, restrições eleitorais limitam agendas e propaganda de quem ocupa cargo público.
- Datafolha em SP: Tarcísio 16 pontos à frente de Haddad, no limite para vencer no 1º turno.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza a fragilidade de Flávio entre mulheres, o 'machismo' de aliados e o enriquecimento de coordenador da campanha.
- Direita foca na reação da pré-campanha, na alta em trackings internos e no favoritismo de Tarcísio em São Paulo como trunfo.
- Centro se atém aos números das pesquisas, sem atribuir causa política.
Onde os lados concordam
Todos os lados reconhecem que Lula lidera as pesquisas de 2º turno divulgadas no início de julho, que o bolsonarismo vive uma crise pública com Michelle Bolsonaro e que o Caso Master (áudios de Flávio com Daniel Vorcaro) é um fator de desgaste da candidatura do PL.
O que ainda está incerto
- Como o eleitorado reagirá ao vídeo de Michelle e à operação contra Jaques Wagner, cujos cruzamentos alguns institutos ainda não divulgaram.
- Se Tarcísio de Freitas se engajará de fato na campanha de Flávio.
- O desfecho das negociações de palanque em Minas Gerais.
A poucas semanas do lançamento oficial das candidaturas, a corrida presidencial de 2026 chega a julho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) na maioria das pesquisas, enquanto o bolsonarismo tenta administrar uma crise interna e o desgaste do chamado Caso Master. O quadro combina números de intenção de voto, uma disputa familiar entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o cálculo de aliados como o governador Tarcísio de Freitas.
Os levantamentos do início de julho apontam na mesma direção. A cobertura de centro, de veículos como Poder360, Metrópoles e a agência Broadcast, relatou que a Atlas/Bloomberg mostrou Lula com 48,8% das intenções de voto contra 42,3% de Flávio em um eventual segundo turno, com o petista liderando todos os cenários testados. No primeiro turno, Lula aparecia com 46,3% e Flávio com 36,6%, e o pré-candidato Renan Santos, do Missão, despontava na terceira via com 7,8%. A Paraná Pesquisas, no Rio de Janeiro, registrou empate técnico entre os dois, dentro da margem de erro. Essas reportagens trouxeram ficha técnica completa, período de campo e registro no Tribunal Superior Eleitoral, sem enquadramento partidário.
Há convergência entre todos os lados em alguns pontos centrais: Lula lidera as pesquisas de segundo turno, o bolsonarismo vive uma crise pública com Michelle Bolsonaro, que deixou a presidência do PL Mulher, e o Caso Master, envolvendo os áudios de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, é um fator de desgaste. A partir de 4 de julho, passam a valer restrições da legislação eleitoral que limitam inaugurações, publicidade institucional e agendas de quem ocupa cargo público.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda, como CartaCapital, ICL Notícias e Revista Fórum, enfatizaram a fragilidade de Flávio entre as mulheres, que são maioria do eleitorado, e associaram esse quadro às declarações do aliado Paulo Figueiredo e à disputa com Michelle. Essa cobertura destacou ainda uma apuração documental sobre a compra de uma mansão de R$ 14,5 milhões por um coordenador da pré-campanha e o desempenho de Lula na plataforma de apostas Polymarket, que a própria direita usava como vitrine e onde o petista passou a marcar 61% contra 23% do senador.
Já veículos de direita, como Jovem Pan e o colunista do Estadão, deram mais espaço à estratégia de reação da campanha. Eles relataram que a pré-campanha de Flávio vê alta de dois pontos em trackings internos e aposta que Lula reduzirá o ritmo com as novas regras eleitorais. O foco recaiu sobre o favoritismo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, onde o Datafolha apontou vantagem de 16 pontos sobre Fernando Haddad: uma vitória no primeiro turno tiraria o palanque de Lula no maior colégio eleitoral e liberaria o governador para a campanha presidencial. Ainda assim, análises à direita reconheceram as crises e criticaram o 'modo cercadinho' e o comando da campanha a partir dos Estados Unidos.
O que ainda não se sabe é como o eleitorado reagirá, de fato, ao vídeo de Michelle e à operação da Polícia Federal contra o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner, temas cujos cruzamentos alguns institutos ainda não divulgaram. Também permanece em aberto se Tarcísio se engajará de corpo inteiro na campanha de Flávio e qual será o desfecho das negociações de palanque em estados como Minas Gerais.
Fontes

Nas últimas semanas, Tarcísio teve bons motivos para se distanciar de Flávio, como os rolos do senador com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e as trapalhadas envolvendo a ameaça de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros

Lula chega a 61% na Polymarket contra 23% de Flávio Bolsonaro em plataforma usada por bolsonaristas como termômetro eleitoral.

O advogado José Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), comprou, em setembro de 2025, uma

Os números justificam a 'operação abafa' do pré-candidato do PL diante das consequências dos vídeos de Michelle Bolsonaro e do machismo de Paulo Figueiredo

Pesquisa mostra o petista com 44,7% e o senador com 44,4%; diferença está dentro da margem de erro. Leia no Poder360.

Lula ganhou 4,9 pontos percentuais desde abril e Flávio perdeu um. No 2º turno, o petista ganhou 4,2 pontos e o senador perdeu 2,6

Interlocutores atribuem avanço nos levantamentos internos à crise com Michelle Bolsonaro; equipe também acompanha cenário em São Paulo e Minas Gerais
