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Pesquisas divulgadas no início de julho de 2026 mostram Lula liderando a corrida presidencial sobre o senador Flávio Bolsonaro em quase todos os cenários, embora o Rio de Janeiro apareça como empate técnico. A Atlas/Bloomberg aponta Lula com 48,8% contra 42,3% de Flávio no segundo turno, e a Paraná Pesquisas registra empate no RJ. Ao mesmo tempo, a pré-campanha de Flávio relata crescimento de dois pontos em levantamentos internos e a candidatura enfrenta uma crise pública com Michelle Bolsonaro.
As pesquisas de intenção de voto divulgadas no início de julho de 2026 desenham um mesmo cenário de fundo para a corrida presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na maioria dos institutos, ainda que a distância varie conforme o levantamento e o estado. A pesquisa Atlas/Bloomberg, registrada no Tribunal Superior Eleitoral, aponta Lula com 48,8% das intenções de voto contra 42,3% de Flávio em um eventual segundo turno, e uma vantagem maior no primeiro turno, de 46,3% a 36,6%. No Rio de Janeiro, a Paraná Pesquisas registra um quadro mais apertado, com Lula em 44,7% e Flávio em 44,4% no segundo turno, um empate técnico dentro da margem de erro.
A cobertura de centro concentrou-se nos números e na metodologia. Veículos como Poder360, Metrópoles, Notícias ao Minuto e o Estadão relataram os percentuais, as amostras, as margens de erro e os registros no TSE de forma factual, destacando que Lula lidera todos os cenários de segundo turno testados e que nomes da chamada terceira via, como Renan Santos (Missão), aparecem em ascensão, com cerca de 7,8% em alguns levantamentos. Essa cobertura também registrou que a avaliação do governo Lula segue dividida, com desaprovação em torno de 52%.
Veículos de esquerda enfatizaram um ângulo específico dos mesmos dados: o voto das mulheres. A CartaCapital destacou que Lula tem vantagem confortável entre as eleitoras em quase todos os institutos, chegando a 48% contra 29% de Flávio na Nexus/BTG, e lembrou que as mulheres já são 52,8% do eleitorado. Nessa leitura, o desgaste da candidatura de Flávio é atribuído às declarações machistas do aliado Paulo Figueiredo, ao vídeo em que Michelle Bolsonaro critica os enteados e ao envolvimento do senador no caso do Banco Master, a partir dos áudios com o empresário Daniel Vorcaro.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram a leitura otimista da própria pré-campanha. A Jovem Pan relatou que interlocutores de Flávio dizem ver um crescimento de dois pontos em trackings internos, atribuído ao fato de o desgaste da crise familiar ter se concentrado em Michelle, vista por parte da base como ambiciosa. Essa cobertura também apostou no calendário eleitoral: a partir de 4 de julho, restrições do TSE devem reduzir as agendas públicas e a propaganda institucional de Lula. A equipe de Flávio ainda vê cenário favorável em São Paulo, onde uma disputa concentrada entre o governador Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad poderia se resolver em primeiro turno e liberar Tarcísio para a campanha nacional. Ao mesmo tempo, uma análise de veículo do próprio campo conservador descreveu a candidatura em 'modo cercadinho', isolada e com decisões tomadas a partir de um comitê nos Estados Unidos.
O que ainda não se sabe é se a alta relatada nos levantamentos internos de Flávio vai aparecer nas pesquisas públicas das próximas rodadas, e qual será o efeito real do vídeo de Michelle e da operação da Polícia Federal contra o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Vários institutos afirmaram que ainda vão divulgar recortes sobre esses episódios, e o desfecho das articulações de aliança em São Paulo e Minas Gerais permanece em aberto.
Esquerda, centro e direita reconhecem que Lula lidera a maioria dos cenários de pesquisa sobre Flávio Bolsonaro, que a candidatura de Flávio passa por desgaste ligado à crise com Michelle e ao caso do Banco Master, e que todos os levantamentos citados têm registro no TSE.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
CartaCapital cruza Nexus/BTG, Datafolha, CNT/MDA e AtlasIntel para mostrar a vantagem de Lula entre mulheres, com enquadramento crítico ao 'machismo' de Paulo Figueiredo e à 'operação abafa' de Flávio. Vocabulário e seleção alinhados à esquerda, ainda que ancorados em dados. LEFT.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Poder360 reporta a Paraná Pesquisas no RJ com paridade factual: Lula 44,7% e Flávio 44,4% no 2º turno, empate técnico, com amostra, margem e número de registro no TSE. Sem vocabulário valorativo. CENTER canônico.
Veículos com viés à direita
Coluna da Jovem Pan reproduz a narrativa otimista da pré-campanha de Flávio (aumento de dois pontos em trackings internos, cenário favorável em SP e MG) com enquadramento simpático ao pré-candidato e foco em estratégia e accountability do adversário. Vocabulário e seleção de fatos alinhados à direita.
Perspectivas omitidas

Interlocutores atribuem avanço nos levantamentos internos à crise com Michelle Bolsonaro; equipe também acompanha cenário em São Paulo e Minas Gerais

Campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta isolamento e racha familiar

Pesquisa mostra o petista com 44,7% e o senador com 44,4%; diferença está dentro da margem de erro. Leia no Poder360.

Lula ganhou 4,9 pontos percentuais desde abril e Flávio perdeu um. No 2º turno, o petista ganhou 4,2 pontos e o senador perdeu 2,6

Os números justificam a 'operação abafa' do pré-candidato do PL diante das consequências dos vídeos de Michelle Bolsonaro e do machismo de Paulo Figueiredo

Levantamento divulgado nesta quarta-feira (1º) não mostra resultado anterior, impugnado pelo TSE


Nova pesquisa AtlasBloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) mostra que o ex-presidente Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Atlas/Bloomberg: Lula tem 48,8% e Flávio Bolsonaro 42,3% no 2º turno; desaprovação do atual governo chega a 52,3%, segundo pesquisa
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Metrópoles reporta a mesma Paraná Pesquisas no RJ em cenário de 1º turno (Lula 41,6%, Flávio 38,6%) com variação desde abril, demais candidatos, amostra e registro no TSE. Texto factual e neutro. CENTER.
Coluna de análise da GZH detalha a AtlasIntel (Flávio 36,6% no 1º turno, Lula 48,8% x 42,3% no 2º turno), a pesquisa impugnada pelo TSE, avaliação de governo e rejeição, com equilíbrio ('bom para Lula e para Flávio'). Interpreta dados sem tomar partido claro. CENTER.
Notícias ao Minuto reporta a Atlas/Bloomberg com Lula liderando todos os cenários (46,3% x 36,6% no 1º turno; 48,8% x 42,3% no 2º), amostra, margem e registro no TSE. Texto descritivo e neutro. CENTER.
BP Money reporta a Atlas/Bloomberg (Lula 48,8% x 42,3% no 2º turno; 46,3% x 36% no 1º) com variação desde abril de forma descritiva e neutra. Bloco final de loteria é ruído do template, não afeta o corpo político. CENTER.
Perspectivas omitidas
Viva/Broadcast (Estadão) traz a Atlas/Bloomberg de forma abrangente: cenários de 1º e 2º turno, rejeição, aprovação e recortes por região e religião, com amostra, margem e registro no TSE. Factual e equilibrado. CENTER.
Falácias identificadas
Veículo de perfil à direita, mas o texto é crítico ao bolsonarismo, descrevendo a candidatura de Flávio em 'modo cercadinho', o comando da campanha nos EUA e o desgaste do 'gabinete do ódio'. Enquadramento interno ao campo conservador; classificado RIGHT com confiança moderada pelo repertório.
Perspectivas omitidas



