Associação Nacional de Jogos e Loterias pede ao STF suspensão da MP das bets
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Empresas de apostas foram ao Supremo Tribunal Federal para tentar derrubar a medida provisória com que o presidente Lula proibiu as bets, alegando prejuízos bilionários. Do outro lado, o governo sustenta a medida como proteção às famílias: Lula comparou o vício em apostas ao consumo de crack e chamou as casas de apostas de câncer, e a Advocacia-Geral da União aponta 10,9 milhões de brasileiros com padrão de jogo de risco e alta de 140% nos atendimentos do SUS ligados ao jogo patológico.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira, a suspensão da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira, que proibiu as apostas de quota fixa no país.
Entidades que reúnem empresas autorizadas a operar apostas no Brasil recorreram ao Supremo Tribunal Federal contra a medida provisória do governo Lula que extinguiu o mercado de um dia para o outro. Elas apontam violação da segurança jurídica e da livre iniciativa, falta de urgência para uma MP e avanço do mercado ilegal, que deixaria apostadores sem proteção.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pediram ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa. A Advocacia-Geral da União pediu 72 horas para se manifestar, e a União processou 17 empresas por danos à saúde pública.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira, 28 de setembro, para suspender a medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa, as chamadas bets, em todo o país. A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira, dia 25, e vedou a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas. As plataformas já estão impedidas de receber novos palpites.
As entidades protocolaram uma ação direta de inconstitucionalidade e pediram que ela seja distribuída ao ministro Luiz Fux, que já relata outras três ações sobre as regras do setor. Esse mecanismo, chamado prevenção, concentra processos conexos num mesmo relator, mas ainda depende de análise da presidência do tribunal. O pedido principal é suspender toda a medida até que o Congresso Nacional a vote ou até que o Supremo julgue a ação. Se isso não for aceito, as associações querem que a proibição não atinja as empresas já autorizadas, ou pelo menos uma transição de seis meses.
Os argumentos se repetem em toda a cobertura: falta de urgência para uma medida provisória, desvio de finalidade e prejuízo a empresas que investiram com base no marco regulatório sancionado pelo próprio governo em 2023. A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a Fux que aguarde 72 horas para que o governo se manifeste. A medida vale por 60 dias, prorrogáveis por mais 60, e perde efeito se não for aprovada pelo Congresso.
A cobertura de centro foi a mais detalhada. Relatou a segunda frente judicial: a União processou 17 empresas, que respondem por cerca de 80% do mercado, pedindo ao menos um bilhão de reais por danos morais coletivos e ressarcimento de gastos do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a AGU, 10,9 milhões de apostadores têm padrão de jogo de risco, e os atendimentos ligados ao jogo patológico cresceram 140%. Parte dessa cobertura ressalvou que o número de 833 novos sites ilegais é das próprias entidades, e uma reportagem classificou a medida como lance eleitoral às vésperas do primeiro turno.
Veículos de esquerda relataram o caso em tom descritivo e destacaram a justificativa do presidente, que chamou as casas de apostas de câncer e comparou o vício ao consumo de crack. Uma nota de rádio pública reproduziu dados da própria ação: aportes caindo de 22,5 bilhões de reais em outubro de 2025 para 13 bilhões em junho, e risco de a União devolver cerca de 2,5 bilhões em outorgas. O veículo de direita que cobriu o caso republicou texto de agência, com ênfase no pedido de relatoria de Fux e no avanço do mercado ilegal apontado pelo setor.
Ainda não se sabe se Fux vai decidir sozinho ou levar o pedido ao plenário, nem se a prevenção será aceita. Também falta a manifestação formal do governo, e o Congresso não indicou quando vai analisar a medida.
Ação contesta veto total do governo, enquanto Planalto justifica medida com críticas duras ao impacto social do vício em jogos

Entidades de apostas acionam o STF contra a MP que acaba com as bets no Brasil e pedem a suspensão dos efeitos da medida até análise do Congresso.
Representantes de bets alegam desvio de finalidade da MP, pois o governo não teria demonstrado a urgência que justificasse o atropelo do processo legislativo sobre o tema.
União ajuizou ação civil pública na Justiça Federal contra 17 empresas do setor pedindo pelo menos R$ 1 bilhão por danos morais coletivos e ressarcimento ao SUS

Entidade pede que processo seja direcionado ao ministro, que já relata ações sobre o setor e associações reiteram pedido para suspender MP

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Entidade pede que processo seja direcionado ao ministro, que já relata ações sobre o setor e associações reiteram pedido para suspender MP

Nesta matéria: perspectiva omitida.