AtlasIntel: para 52,3%, crise no STF atinge mais Lula que Flávio Bolsonaro
1 veículo de esquerda · 7 veículos de centro · 3 veículos de direita

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Pesquisa AtlasIntel encomendada pela Bloomberg e divulgada em 23 de setembro de 2026 mediu como o eleitorado percebe o efeito da crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal na disputa presidencial. Para 52,3% dos entrevistados, o episódio prejudica mais a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; 20,8% apontam maior prejuízo para o senador Flávio Bolsonaro, 15,5% veem dano igual aos dois, 7,5% não veem prejuízo e 3,9% não souberam responder. A mesma rodada registrou 51,6% de rejeição a Lula e 50,6% a Flávio Bolsonaro, além de 47,3% que dizem temer mais a reeleição do presidente contra 46% que temem a eleição do senador. Levantamentos estaduais do mesmo instituto, divulgados no mesmo dia, mostraram Flávio Bolsonaro à frente em São Paulo e empate técnico no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul em vários cenários de segundo turno.
A leitura à esquerda parte de um alerta metodológico e político: a percepção medida pela AtlasIntel não descreve os fatos do caso que envolve o Supremo Tribunal Federal, e sim como o eleitorado interpreta uma crise cujo conteúdo a maioria das coberturas não explica.
Pelo prisma da direita, o número de 52,3% expressa uma avaliação popular sobre o desgaste institucional acumulado pelo Supremo Tribunal Federal e sobre quem se beneficiou politicamente dele. A crise se aprofundou depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de relatório da Polícia Federal sobre o Banco Master, que incluiu mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes.
11 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Todos os lados reproduzem os mesmos percentuais da rodada: 52,3% apontam maior prejuízo para Luiz Inácio Lula da Silva, 20,8% para Flávio Bolsonaro, e a disputa nacional segue tecnicamente empatada, com rejeição de 51,6% e 50,6% respectivamente. Ninguém contesta a amostra de 5.015 entrevistados nem o registro no Tribunal Superior Eleitoral.
A rodada da AtlasIntel divulgada em 23 de setembro de 2026 mediu como o eleitorado enxerga o efeito da crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal na corrida presidencial. O resultado aponta desgaste maior para Luiz Inácio Lula da Silva, num quadro em que a disputa com Flávio Bolsonaro segue tecnicamente empatada e a rejeição aos dois candidatos é quase idêntica.
A pesquisa AtlasIntel encomendada pela Bloomberg e divulgada em 23 de setembro de 2026 mediu um dado incomum em ano eleitoral: o preço político da crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal. Para 52,3% dos 5.015 entrevistados, o episódio prejudica mais a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que a do senador Flávio Bolsonaro, apontado por 20,8%. Outros 15,5% consideram que os dois são igualmente atingidos, 7,5% não veem prejuízo para nenhum deles e 3,9% não souberam responder. O levantamento foi feito entre 17 e 22 de setembro, por recrutamento digital aleatório, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026.
A mesma rodada trouxe outros indicadores que as coberturas de todos os lados repetiram sem divergência. A rejeição ao presidente ficou em 51,6% e a do senador em 50,6%, os dois maiores índices entre os nomes testados, num quadro que o instituto descreve como empate técnico no teto de resistência do eleitorado. No cenário nacional de primeiro turno, o presidente aparece com 45,8% e o senador com 43,4%; no segundo turno, a diferença cai para 47,7% contra 47,4%. Um recorte adicional mostra 47,3% de entrevistados que dizem temer mais a reeleição do presidente, contra 46% que temem a eleição do senador.
A cobertura de centro concentrou-se na apresentação dos números e da metodologia, listando cenários, margens de erro e protocolos de registro sem interpretar o resultado. Foi também nessa cobertura que apareceram os recortes estaduais divulgados no mesmo dia: em São Paulo, o senador lidera o segundo turno com 48,8% contra 42,8%, resultado fora da margem de erro; no Rio de Janeiro, os dois empatam com 44,9% e 44,7%; no Rio Grande do Sul, os cenários oscilam, com vantagem do senador no primeiro turno.
Veículos de direita enfatizaram a origem da crise e o que ela revela sobre a Corte. Nessa leitura, o desgaste começou quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre o Banco Master, documento que reúne mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e trata de um contrato de R$ 131 milhões firmado com o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, que nega os diálogos e questiona a existência de prova. Essa cobertura destacou ainda que, entre eleitores que apoiaram Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022, 80,8% apontam o presidente como o mais prejudicado, e leu o conjunto como cobrança popular por prestação de contas no Judiciário.
Veículos de esquerda trataram o mesmo número por outro ângulo, ao publicar sobretudo os recortes estaduais e ao manter o foco na disputa em si, sem transformar a percepção sobre a Corte em veredito. Nesse enquadramento, a pergunta mede opinião, não responsabilidade apurada, e o quadro nacional segue tecnicamente empatado, com rejeição quase idêntica aos dois principais candidatos. A diferença de tratamento é o ponto de divergência mais claro da cobertura: onde um lado vê custo eleitoral concentrado no presidente, o outro vê uma crise interna do Judiciário cujo desgaste está sendo atribuído ao Executivo.
Há pontos que nenhuma das coberturas resolve. A legitimidade da série de pesquisas do instituto foi questionada na Justiça pelo próprio senador, e não se sabe qual será o desfecho dessa contestação. As matérias também divergem sobre a margem de erro da rodada nacional, ora descrita como um ponto percentual, ora como dois, sem explicação. Nenhum texto detalha como a pergunta sobre a crise foi formulada, o que dificulta comparar o resultado com outros levantamentos, e não há série histórica que permita dizer se a percepção mudou desde o início do episódio, em 1º de setembro.
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Levantamento ouviu 5.015 eleitores por recrutamento digital com margem de erro de um ponto percentual

Pesquisa Atlas/Bloomberg aponta maior impacto sobre o senador para 20,8% dos entrevistados; outros 15,5% consideram ambos igualmente prejudicados

O senador aparece seis pontos percentuais à frente do presidente na projeção de segundo turno

Foram entrevistados 1.829 eleitores entre os dias 15 e 20 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

Foram ouvidos 1.800 eleitores de São Paulo entre os dias 15 e 20 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

Foram realizadas 1.819 entrevistas online, realizadas entre os dias 15 e 20 de setembro, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos

Levantamento ouviu 5.015 eleitores entre os dias 17 e 22 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança é de 95%

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 51,6% de rejeição, o maior índice entre os nomes testados para a corrida presidencial. O número deixa o atual

Nesta matéria: falácia identificada.