Datafolha e PoderData apontam empate entre Lula e Flávio Bolsonaro
5 veículos de esquerda · 6 veículos de centro · 7 veículos de direita

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Para a cobertura de direita, o quadro é de virada em curso: o senador Flávio Bolsonaro encostou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em parte dos cenários, passou à frente. O Datafolha nacional mostrou a menor distância desde maio, 39% a 36%, e o PoderData/Aya colocou o senador na frente no segundo turno, por 46% a 45%. No Espírito Santo, o Real Time Big Data apontou vantagem do candidato do PL nos dois turnos, com 48% a 41% no confronto direto. A leitura enfatiza que a rejeição do presidente é idêntica à do adversário, 45%, e que o desgaste do governo aparece também no terreno que o próprio Planalto escolheu: 36% dos eleitores responsabilizam a gestão atual pela disseminação das apostas online, contra 25,4% do governo anterior. Entre evangélicos e nas faixas de renda acima de dois salários, o senador lidera com folga, e 46% das evangélicas declaram voto nele, contra 26% do petista. A cobertura acrescenta uma ressalva metodológica recorrente: pesquisas de 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado das urnas, e por isso os números devem ser lidos como fotografia de momento.
Para a cobertura de esquerda, a reta final confirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a base eleitoral construída sobre política social e chega competitivo mesmo sob bombardeio. Em Pernambuco, estado natal do presidente, o AtlasIntel mediu crescimento acima da margem de erro, com 58,3% contra 29,9% do senador Flávio Bolsonaro, e o Datafolha estadual chegou a 60% a 24%, com 64% de aprovação do governo federal.
Entre 21 e 25 de setembro de 2026, na reta final da campanha presidencial, uma sequência de pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral desenhou dois retratos simultâneos da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
18 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados reconhecem que a disputa nacional entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está dentro da margem de erro na reta final, que os dois lideram o ranking de rejeição com 45% cada e que o eleitorado é fortemente segmentado: o presidente domina no Nordeste e nas faixas de renda mais baixa, o senador lidera no Sul, nas rendas mais altas e entre evangélicos.
Entre 21 e 25 de setembro de 2026, quatro institutos divulgaram pesquisas de intenção de voto para a Presidência. No cenário nacional, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados dentro da margem de erro; nos estados, a distância se abre nas duas direções, com ampla vantagem do presidente em Pernambuco e do senador no Espírito Santo.
A duas semanas do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, pesquisas divulgadas entre 21 e 25 de setembro desenharam dois retratos simultâneos da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL): empate técnico no cenário nacional e distâncias largas nos recortes estaduais.
No Datafolha nacional, o presidente tem 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% do senador, diferença que cabe na margem de erro de dois pontos e é a menor desde a primeira quinzena de maio. Na rodada de 24 de setembro, com 2.002 entrevistas, o segundo turno ficou em 47% a 45%, e a rejeição dos dois, a maior entre todos os candidatos, caiu de 47% para 45% cada. O PoderData/Aya, com 3 mil entrevistas telefônicas e margem de 1,8 ponto, apontou 41% a 39% no primeiro turno e 46% a 45% a favor do senador no segundo.
A cobertura de centro concentrou-se na metodologia e nos recortes que explicam o empate. O eleitorado aparece partido por renda, região e religião: o presidente lidera entre quem ganha até dois salários mínimos, entre quem tem escolaridade fundamental, no Nordeste e entre católicos; o senador vence no Sul, nas rendas mais altas e entre evangélicos. Uma reportagem de campo com mulheres chefes de família mostrou a fé como organizadora dessa divisão: entre evangélicas, o candidato do PL tem 46% das intenções de voto, contra 26% do petista, e a oposição ao aborto pesa mais do que temas econômicos na decisão.
Veículos de esquerda destacaram os estados em que o presidente domina. Em Pernambuco, o AtlasIntel mediu 58,3% contra 29,9%, com 60,5% a 32,7% na simulação de segundo turno, e o Datafolha estadual apontou 60% a 24%, com 64% de aprovação do governo federal. Essa cobertura enfatizou que a base do petista está onde a política social chega: 53% entre beneficiários do Bolsa-Família e 56% no Nordeste. O mesmo campo levantou uma denúncia de método: pelo menos dez candidatos, incluindo o senador, divulgaram probabilidades de mercados de previsão como se fossem pesquisa, prática que especialistas em direito eleitoral apontam como violação da lei, que só admite a divulgação de levantamento registrado.
Veículos de direita enfatizaram a aproximação e os cenários favoráveis ao senador. Além do segundo turno do PoderData/Aya, o Real Time Big Data no Espírito Santo o colocou dois pontos à frente no primeiro turno e sete no segundo, por 48% a 41%. Essa cobertura sublinhou que a rejeição do presidente é idêntica à do adversário e que o desgaste aparece em pauta escolhida pelo próprio governo: 36% dos eleitores apontam a gestão atual como principal responsável pela disseminação das apostas online, contra 25,4% do governo anterior, ainda que a legalização tenha ocorrido em 2018, no governo Michel Temer, e a regulamentação só no fim de 2023. Parte dessa cobertura repete uma ressalva: pesquisas de 2022 divergiram das urnas, e os números valem como fotografia de momento.
O que ainda não se sabe é o desfecho das rodadas em campo. Levantamentos na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste, e no Rio Grande do Sul, estado onde o bolsonarismo venceu as duas últimas eleições presidenciais, tinham divulgação prevista para o fim de setembro e não estavam concluídos. Segue aberto também se a Justiça Eleitoral vai reagir à divulgação de apostas como pesquisa, se a queda simultânea de rejeição é tendência ou oscilação estatística, e como se decidirão os indecisos, que somam 21% na pesquisa espontânea nacional e são majoritariamente mulheres.
Diferença de apenas um ponto percentual indica empate técnico

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Apelo emocional nesta matéria: 5/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.