Lula tem reeleição reconhecida por 107 países, sem Argentina e Estados Unidos
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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3 fontes políticas
A cobertura de centro relatou que, até 30 de outubro, ao menos 107 países e 11 blocos e organizações internacionais haviam parabenizado Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição de 25 de outubro, segundo painel do Tribunal Superior Eleitoral. Do G20, só Argentina e Estados Unidos não reconheceram o resultado de forma expressa. Os textos registraram as críticas sem provas de Donald Trump ao pleito, a resposta de Lula ao ex-presidente argentino Mauricio Macri, com recado a Javier Milei, e a ligação dos dois países com a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
A cobertura de direita, com texto de agência, relatou que 107 países e 11 organizações e blocos reconheceram a reeleição de Lula até 30 de outubro e que Argentina e Estados Unidos não se manifestaram.
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Centro e direita concordam que 107 países e 11 blocos e organizações reconheceram a reeleição de Lula, que Argentina e Estados Unidos foram os únicos do G20 sem declaração oficial e que Donald Trump fez acusações sem provas sobre a eleição.
Painel do Tribunal Superior Eleitoral registrou, até 30 de outubro, 107 países e 11 organizações e blocos que parabenizaram Lula pela reeleição de 25 de outubro. Argentina e Estados Unidos, únicos do G20 sem declaração oficial, também fizeram parte da rota de saída de Flávio Bolsonaro do país.
Até a noite de 30 de outubro, ao menos 107 países e 11 organizações internacionais e blocos regionais haviam parabenizado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição na votação de domingo, 25 de outubro. Os números constam de um painel de acompanhamento de manifestações internacionais desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral, citado pelo Itamaraty como referência.
Entre os países do G20, grupo das maiores economias do mundo, apenas Argentina e Estados Unidos não fizeram declaração expressa reconhecendo o resultado. Na América do Sul, a Argentina era o único país que ainda não havia se manifestado.
A cobertura de centro e a de direita convergem nos números e na lista de quem cumprimentou Lula. Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul, China, Índia, Rússia, África do Sul e Arábia Saudita estão entre os países que parabenizaram o presidente. A União Europeia, a União Africana, a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde também se manifestaram. A Indonésia, integrante do G20, cumprimentou Lula pelas redes sociais, mas ainda não constava do painel.
Os dois lados também relataram a reação do presidente americano, Donald Trump. Ele disse que acompanhou a eleição, que não tomou partido e que o que viu no Brasil foi uma vergonha. Os textos registraram que Trump fez acusações sem provas sobre o pleito.
As diferenças estão no que cada lado incluiu. A cobertura de centro trouxe mais contexto diplomático. Registrou que o porta-voz da Casa Rosada disse apenas que o governo argentino tomou conhecimento do resultado, e que Lula, ao agradecer a mensagem do ex-presidente argentino Mauricio Macri, lembrou com saudades dos tempos em que diferenças entre os países se resolviam de maneira civilizada e republicana. Esse texto também relatou que Trump disse que ainda iria parabenizar Lula, e retomou o ano de atritos com os dois governos: o rebaixamento das relações com a Argentina, o tarifaço americano e a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington.
Veículos de direita, com texto de agência, deram mais espaço ao senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado. O texto relatou que ele deixou o Brasil rumo à Argentina e seguiu num jato providenciado pelo governo americano até Miami, onde está com autorização temporária de entrada. Lembrou ainda que ele é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal e que ficará sem mandato e sem foro privilegiado em 2027. Esse texto não mencionou a resposta de Lula a Macri.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a publicação das matérias analisadas, na noite de 30 de outubro, nem Javier Milei nem Donald Trump haviam reconhecido oficialmente a vitória. Segundo um jornal argentino citado pela agência, Milei não faria pronunciamento. Também não havia esclarecimento sobre a suspeita da Polícia Federal de que o governo argentino possa ter ajudado Flávio Bolsonaro, e os textos divergiam sobre o dia da saída do senador: um falava em terça-feira, 27, e outro em quarta-feira.
Nesta quinta-feira, petista alfinetou Milei em mensagem enviada pelas redes a Maurício Macri


Os dois países fizeram parte da rota de fuga de Flávio Bolsonaro
