Lula amplia votos em todos os estados no 2º turno e Goiás lidera o avanço
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Lula (PT) foi reeleito no segundo turno de 25 de outubro de 2026 contra Flávio Bolsonaro (PL) e ampliou sua fatia de votos válidos em todas as unidades federativas em relação ao primeiro turno. Goiás teve o maior avanço percentual do petista, 9,28 pontos, seguido por São Paulo e Distrito Federal.
A cobertura de esquerda enquadra a reeleição como vitória da mobilização popular e da participação eleitoral, com Lula avançando em todos os estados e ampliando a margem sobre o adversário, apesar de pesquisas que apontavam empate técnico ou vantagem de Flávio Bolsonaro.
A cobertura de direita registra a vitória de Lula com os números oficiais e dá peso à dimensão do crescimento, mas também acompanha a derrota de Flávio Bolsonaro e as reações do campo conservador, com relatos de que o Senado será a trincheira da oposição.
9 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Reeleito em 25 de outubro de 2026 contra Flávio Bolsonaro, Lula ganhou 10,3 milhões de votos entre os dois turnos e cresceu em todas as unidades federativas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Goiás teve o maior avanço percentual, e Minas Gerais foi o único estado a virar.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente no segundo turno de 25 de outubro de 2026, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pela primeira vez desde 1989, um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar virou o resultado e venceu a disputa pelo Palácio do Planalto. Lula exercerá o quarto mandato.
A cobertura de centro relatou que Lula ampliou sua fatia de votos válidos do primeiro para o segundo turno em todas as unidades federativas. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o petista passou de 53.879.538 votos no primeiro turno para cerca de 64,1 milhões no segundo, um ganho de 10,3 milhões. Esse acréscimo supera a soma dos votos dos dez candidatos eliminados, que somaram 9.316.747. A contagem de um dos veículos de direita, mais atualizada, fala em 51,79% para Lula, ou 64.256.232 votos, contra 48,2% para Flávio, ou 59.826.041 votos; a cobertura de centro registrou 51,77% e 48,23% na primeira contagem.
O maior crescimento percentual de Lula ocorreu em Goiás, onde ele foi de 31,06% para 40,34%, alta de 9,28 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro venceu no estado e também cresceu, de 53,6% para 59,66%. Depois de Goiás vieram São Paulo, com 7,95 pontos, e o Distrito Federal, com 7,61. Rio de Janeiro, Amapá e Minas Gerais completam a lista dos seis maiores avanços. Em Rondônia, o petista teve o menor crescimento, 4,5 pontos.
Minas Gerais foi o único estado em que a liderança mudou. Flávio vencera no primeiro turno, com 48,24% contra 43,33%; no segundo, Lula teve 6.351.099 votos, 109.313 a mais que o adversário, e 50,43% dos válidos. No Nordeste, Lula somou 3 milhões de votos a mais, de 21,4 milhões para 24,4 milhões, e Flávio perdeu fatia de votos válidos em sete estados da região. A abstenção foi de 19,21%, a menor em um segundo turno presidencial em 20 anos, e a soma de abstenções, brancos e nulos ficou em 21,84% do eleitorado. No exterior, Lula teve ampla vantagem em cidades como Paris, Roma e Viena, enquanto Flávio venceu na Grécia e no Japão.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão política e metodológica do resultado. Um deles reproduziu a avaliação do CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, que declarou na noite da eleição que Lula havia vencido e criticou os modelos de eleitor provável usados pela Quaest e pelo Datafolha, segundo ele incapazes de captar a mobilização lulista. Pesquisas de véspera apontavam disputa apertada, e a Futura/Apex, divulgada em 24 de outubro, indicava 50,1% dos votos válidos para Flávio e 49,9% para Lula. A leitura de esquerda associa a vitória à participação do eleitorado e à queda da abstenção.
Veículos de direita enfatizaram o tamanho do ganho de votos de Lula e as reações do campo conservador. O ex-candidato Ronaldo Caiado disse que, como democratas, os eleitores se curvam à decisão da maioria. Renan Santos afirmou que não houve fraude e que a campanha de Lula foi colossal. O senador Portinho declarou que o Senado será a trincheira da oposição, e um site relatou que parte dos ministros do Supremo descarta anular a eleição.
O que ainda não se sabe: a análise das causas da divergência entre as pesquisas e as urnas segue em aberto, assim como o desenho da base de apoio do novo governo e a reorganização da oposição após a derrota de Flávio Bolsonaro.
CEO da AtlasIntel, afirmou às 19:44 da noite deste domingo (25) que o presidente Lula (PT) venceu o segundo turno das eleições presidenciais


No segundo turno, Lula recebeu 1.585.555 votos, correspondentes a 40,34%, um aumento de 9,28 pontos percentuais.

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Presidenciáveis que perderam na primeira fase do pleito tiveram 9,3 milhões de votos

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