
Augusto Cury quer taxar bets em 52%, tributar big techs e reduzir STF a 9 ministros
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O candidato à Presidência da República Augusto Cury, do partido Avante, detalhou seu programa em duas entrevistas seguidas, na sexta-feira 28 e no sábado 29 de agosto de 2026. Defendeu tributação elevada sobre plataformas digitais, com a lógica aplicada a produtos que geram dependência, e uma alíquota de 52% sobre as empresas de apostas, ante os 12% que afirma serem pagos hoje. Propôs reduzir o Supremo Tribunal Federal de 11 para 9 ministros, acabar com a vitaliciedade e instituir mandato de oito anos, além de admitir impeachment de magistrados. Na área fiscal, falou em extinguir de oito a dez ministérios, rever 50 mil cargos comissionados e recompor o salário mínimo com 1% de ganho real ao ano, sem detalhar onde cortaria. Sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, disse que formaria uma comissão de juristas antes de decidir. Escritor e psiquiatra sem carreira política prévia, recusou-se a se classificar como de direita ou de esquerda.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O candidato à Presidência da República Augusto Cury, do partido Avante, detalhou seu programa em duas entrevistas seguidas, na sexta-feira 28 e no sábado 29 de agosto de 2026. Defendeu tributação elevada sobre plataformas digitais, com a lógica aplicada a produtos que geram dependência, e uma alíquota de 52% sobre as empresas de apostas, ante os 12% que afirma serem pagos hoje.
Direita
Augusto Cury se apresentou como quem tem 'mente capitalista e coração social' e organizou o programa em torno de eficiência do Estado: extinguir de oito a dez ministérios, auditar a administração, rever 50 mil cargos comissionados com corte de até 30%, cobrar indicadores de desempenho de servidores, reduzir emendas parlamentares e usar inteligência artificial para digitalizar a máquina sem novas contratações.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Reportagem factual e detalhada, organizada em blocos temáticos, com citações longas e literais do candidato. Faz accountability ao registrar que ele 'não soube justificar' o número de nove ministros e respondeu 'de forma evasiva' sobre onde cortaria, mas sem adjetivar posições nem tomar partido do conteúdo. Vocabulário técnico e paridade entre propostas de mais tributação e de Estado enxuto sustentam CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é factual, mas a seleção de pauta é toda fiscal e de eficiência do Estado: corte de ministérios, revisão de 50 mil cargos comissionados, indicadores de desempenho para servidores, auditoria contra corrupção e dívida em 'números estratosféricos'. O bloco de links internos aponta para material crítico ao governo federal, reforçando o enquadramento de accountability do gasto público típico da direita.
Perspectivas omitidas
Em duas entrevistas seguidas, o escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, apresentou um programa que combina tributação pesada sobre plataformas digitais e casas de apostas com corte de ministérios, revisão de 50 mil cargos comissionados e uma reforma do Supremo Tribunal Federal. Veja o que ele prometeu, onde a cobertura converge e o que ficou sem resposta.
O candidato à Presidência da República Augusto Cury, do partido Avante, concentrou em dois dias de entrevistas o núcleo do programa com que disputa a eleição de 4 de outubro de 2026. Escritor e psiquiatra sem carreira política anterior, ele defendeu tributação elevada sobre plataformas digitais e casas de apostas, corte de ministérios e uma reforma do Supremo Tribunal Federal que reduziria a corte de 11 para 9 ministros, com mandato de oito anos no lugar da vitaliciedade.
Na sexta-feira, 28 de agosto, em sabatina promovida por três veículos de imprensa, Cury sustentou que as redes sociais devem ser tributadas pela mesma lógica aplicada a produtos que causam dependência, como o cigarro: quanto maior o potencial de vício, maior a carga. Disse que pretende responsabilizar judicialmente executivos do setor pelos efeitos das plataformas sobre a saúde mental de crianças e adolescentes, citou nominalmente Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, e afirmou que os levaria a um tribunal internacional. Ao mesmo tempo, recusou mecanismos de controle das plataformas e rejeitou a ideia de proibir aplicativos. No dia seguinte, sábado, 29, em entrevista a uma emissora de televisão, colocou número na proposta para o setor de apostas: uma alíquota de 52% seria razoável, contra os 12% que, segundo ele, as bets pagam hoje.
Os três lados da cobertura convergem no inventário das propostas. Cury quer extinguir de oito a dez ministérios sem dizer quais, auditar a administração pública, rever 50 mil cargos comissionados com corte de até 30%, reduzir emendas parlamentares e criar uma secretaria executiva de Inteligência Artificial e Robótica, projetando de R$ 150 bilhões a R$ 200 bilhões com o conjunto de medidas. No salário mínimo, promete reposição da inflação mais 1% de ganho real por ano. No Judiciário, defende o fim da vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal, mandato fixo e impeachment de magistrados que errem, além de indicar duas mulheres às próximas vagas. Sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, não fechou posição: disse que formaria uma comissão de juristas brasileiros e estrangeiros para avaliar se houve vícios nos processos.
A divergência aparece no que cada campo escolhe iluminar. A cobertura de centro deu peso às lacunas do candidato e registrou que ele não soube justificar por que o número de ministros deveria ser nove, respondeu de forma evasiva sobre onde faria o ajuste e evitou se comprometer com mudanças no arcabouço fiscal, além de anotar que classificou o centrão como fator de equilíbrio e que pretende escrever carta aos líderes das pesquisas pedindo o fim da polarização. Veículos de direita organizaram a entrevista em torno do pacote fiscal e da modernização da máquina pública, tratando a taxação das bets sobretudo como instrumento de redução da dívida e destacando a promessa de indicadores de desempenho para servidores. Veículos de esquerda não cobriram o caso neste recorte, o que deixa sem contraponto na cobertura tanto a proposta de encolher o Supremo Tribunal Federal quanto a ambiguidade sobre a anistia do 8 de janeiro, dois pontos em que esse campo costuma concentrar suas objeções.
O que ainda não se sabe é o essencial da execução. Nenhuma das entrevistas esclareceu quais ministérios seriam extintos, como reduzir o número de ministros do Supremo sem emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional, qual a base de cálculo dos 52% sobre as apostas e de onde sairiam os R$ 150 bilhões a R$ 200 bilhões estimados. Também segue em aberto a posição definitiva sobre a anistia e a viabilidade jurídica de responsabilizar executivos estrangeiros perante um tribunal internacional. Nenhuma das reportagens ouviu economistas, juristas ou as empresas citadas.
Toda a cobertura registra o mesmo núcleo: Augusto Cury quer taxar pesadamente redes sociais e casas de apostas, cortar ministérios e reformar o Supremo Tribunal Federal, e recusa se classificar como de direita ou de esquerda. Centro e direita também convergem em apontar que as propostas foram apresentadas sem detalhamento de execução.

Durante entrevista, Cury também propôs medidas para reduzir despesas públicas e modernizar a administração com inteligência artificial.

Candidato do Avante critica uso excessivo das redes sociais, rejeita rótulos de direita ou esquerda e propõe análise jurídica de condenações do 8 de janeiro

Candidato à Presidência participou de sabatina promovida pelo Valor, O Globo e CBN nesta sexta-feira
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto relata as falas da sabatina em terceira pessoa, com verbos neutros ('defendeu', 'afirmou', 'disse') e sem adjetivação do candidato. Ainda que o veículo tenha perfil editorial à direita, a matéria não adota vocabulário valorativo e registra sem contorno tanto propostas de mais tributação sobre plataformas quanto a defesa de Estado enxuto e de impeachment de ministros do STF. Enquadramento factual, logo CENTER.
Perspectivas omitidas