
Augusto Cury propõe drones contra feminicídio e corte de até 10 ministérios
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Em entrevista transmitida em 29 de agosto de 2026, o candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, apresentou como principal proposta de enfrentamento ao feminicídio o uso combinado de um aplicativo com botão de emergência e de drones acionados pelas delegacias. Segundo o candidato, o aparelho chegaria ao endereço antes da viatura e emitiria uma sirene de alerta para inibir o agressor. No mesmo bloco, defendeu cortar de oito a 10 ministérios, criar um Ministério da Segurança Pública e um Ministério da Inteligência Artificial e Robótica, substituir novas contratações de servidores por sistemas automatizados, elevar a tributação sobre casas de apostas para cerca de 50%, implantar telemedicina no Sistema Único de Saúde e treinar embaixadores como influenciadores digitais. Questionado sobre viabilidade, disse que o sistema começaria pelas cidades com melhor infraestrutura digital e não especificou quais pastas seriam extintas.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Em entrevista transmitida em 29 de agosto de 2026, o candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, apresentou como principal proposta de enfrentamento ao feminicídio o uso combinado de um aplicativo com botão de emergência e de drones acionados pelas delegacias.
Direita
Pelo prisma da direita, a proposta é lida como aplicação de tecnologia para dar resposta rápida onde o Estado hoje chega tarde. O ponto forte seria a velocidade: acionamento direto pelo celular, localização automática e um aparelho não tripulado que chega antes da viatura e funciona como fator de dissuasão diante do agressor.
6 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
O texto encadeia as propostas na ordem em que foram apresentadas e usa vocabulário descritivo ("o candidato afirmou", "segundo a proposta"). Registra também a resposta evasiva do candidato quando questionado sobre dados ("Eu sou médico, vocês esqueceram disso?"), sem endossar nem atacar. Enquadramento factual, apesar de o veículo carregar perfil próprio.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto reduz a sabatina a uma nota promocional de quatro linhas, adota a premissa do candidato ao descrever a medida como capaz de "reforçar a proteção de mulheres em situação de risco" e fecha com chamada para vídeo. O enquadramento de solução tecnológica e resposta policial rápida, sem qualquer escrutínio, alinha o texto ao eixo de ordem e eficiência, ainda que o vocabulário seja seco.
Perspectivas omitidas
Em entrevista na campanha presidencial de 2026, Augusto Cury propôs drones acionados por delegacias e um aplicativo com botão de emergência contra o feminicídio, além de cortar até 10 ministérios e criar pastas de Segurança Pública e de Inteligência Artificial. Veja o que cada lado da cobertura destacou e o que ficou sem resposta.
O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, apresentou em 29 de agosto de 2026, durante entrevista transmitida em rede nacional, um pacote de propostas em que a tecnologia aparece como resposta para segurança pública, saúde e administração federal. O ponto que dominou a repercussão foi o combate ao feminicídio: segundo o candidato, drones acionados a partir das delegacias sairiam antes das viaturas e emitiriam uma sirene de alerta ao chegar ao endereço da ocorrência, funcionando como fator de dissuasão. A medida viria acompanhada de um aplicativo com botão de emergência que enviaria a localização georreferenciada da vítima à delegacia ou ao batalhão mais próximo. Nas palavras do candidato, o equipamento "sai da delegacia antes do policial" e o alerta sonoro poderia evitar que o agressor consuma a agressão.
No mesmo bloco, Cury defendeu cortar de oito a 10 ministérios para reduzir despesas e, ao mesmo tempo, criar duas pastas novas: um Ministério da Segurança Pública e um Ministério da Inteligência Artificial e Robótica. Propôs ainda substituir novas contratações de servidores públicos por sistemas automatizados, revisar cargos comissionados e contratos, elevar a tributação sobre casas de apostas para algo próximo de 50%, implantar telemedicina no Sistema Único de Saúde e treinar embaixadores e funcionários das representações brasileiras no exterior para atuarem como influenciadores digitais, com foco em agronegócio, bioenergia e tecnologia. Perguntado sobre quais ministérios seriam extintos, disse que ainda seria necessária uma análise criteriosa.
A cobertura de centro relatou o conjunto das propostas na ordem em que foram apresentadas e registrou com precisão as lacunas: o candidato não especificou as pastas a serem cortadas, não respondeu como posicionaria o Brasil entre Estados Unidos e China e reconheceu que o aplicativo não estaria disponível em todas as cidades, porque parte do país não tem infraestrutura de internet adequada. Um dos textos de centro confrontou a proposta com dado externo, ao lembrar que cerca de 70% dos crimes de violência doméstica ocorrem dentro das residências, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, limite direto para um equipamento que atua do lado de fora. Outro registrou a reação do candidato quando questionado sobre a base de dados da proposta de telemedicina: "Eu sou médico, vocês esqueceram disso?".
Veículos de direita trataram a proposta em nota curta e afirmativa, descrevendo os drones de monitoramento como ferramenta para prevenir feminicídios, ampliar o monitoramento de medidas protetivas e reforçar a proteção de mulheres em situação de risco. Nessa cobertura não aparecem as perguntas sobre viabilidade nem o restante do pacote fiscal e administrativo discutido no mesmo evento: o recorte é o da tecnologia como resposta operacional rápida, no eixo de ordem e eficiência do Estado. Já veículos de esquerda não deram destaque próprio à entrevista, e a ausência deixa sem contraponto publicado a leitura de que uma política contra o feminicídio precisa de rede de acolhimento, delegacia especializada e fiscalização de medidas protetivas antes de equipamento aéreo, sobretudo quando o mesmo programa propõe encolher a máquina pública que presta esse atendimento.
Os quatro textos convergem no essencial: a entrevista aconteceu, as propostas foram essas, o candidato admitiu que a implantação começaria pelas cidades com melhor infraestrutura digital e citou a desigualdade salarial de cerca de 28% entre mulheres e homens com a mesma qualificação como parte do problema. A entrevista integra uma série com os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada em 14 de agosto de 2026, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Não há estimativa de custo para comprar, operar e manter uma frota de drones em delegacias, nem definição de quem responderia pela operação, se polícia civil, militar ou empresa contratada. Não foi explicado como o equipamento agiria nos casos que ocorrem dentro de casa, nem como o aplicativo funcionaria em áreas sem conectividade. Também seguem em aberto quais ministérios seriam extintos, quanto custariam as duas pastas novas e qual seria a política efetiva para reduzir a diferença salarial que o próprio candidato apontou.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Augusto Cury propôs drones acionados por delegacias, com sirene de alerta, e um aplicativo com botão de emergência para acelerar o socorro a mulheres em risco. Também há acordo de que a proposta se apoia em tecnologia e em resposta policial mais rápida, e de que o próprio candidato admitiu que a implantação começaria pelas cidades com melhor infraestrutura digital.

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