
Augusto Cury sobe a 10% na Quaest e vira alvo de Renan Santos na disputa
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A pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026 mostrou Augusto Cury (Avante) em terceiro lugar na disputa presidencial de primeiro turno, com 10% das intenções de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 37%, e de Flávio Bolsonaro (PL), com 29%. Renan Santos (Missão) apareceu com 3%. O avanço do escritor e psiquiatra confirmou movimento já registrado por outros institutos e provocou reação do adversário, que passou a chamá-lo de 'pastel de vento' e a cobrar explicações sobre a origem do crescimento. Cury respondeu citando a própria trajetória acadêmica e editorial.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026 mostrou Augusto Cury (Avante) em terceiro lugar na disputa presidencial de primeiro turno, com 10% das intenções de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 37%, e de Flávio Bolsonaro (PL), com 29%.
Direita
Na leitura da direita, o avanço de Augusto Cury a 10% é o recado de um eleitorado que está farto da disputa entre petismo e bolsonarismo e procura um nome de fora da máquina política. O episódio também tem um capítulo institucional relevante: a campanha de Renan Santos ficou impedida de fazer propaganda na internet por decisão do Supremo Tribunal Federal, atribuída pela própria campanha ao ministro Dias Toffoli, e caiu para 3% no período.
5 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura mais completa do conjunto: dá o quadro inteiro da pesquisa Quaest com todos os concorrentes, situa a fala no contexto da entrevista, registra a leitura da própria campanha sobre a queda e ainda traz a posição do candidato sobre a classificação de facções como organizações terroristas. Fontes contraditórias aparecem com paridade e o léxico é neutro.
Perspectivas omitidas
Cobertura factual do direito de resposta: transcreve a réplica de Augusto Cury, registra a fala original de Renan Santos e acrescenta o contexto da restrição de propaganda na internet imposta pela Justiça Eleitoral e já revogada. Não adota vocabulário valorativo próprio; o tom agressivo vem das aspas, não do repórter.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O título afirma que Renan Santos 'acusa Cury de beneficiar Lula', mas o corpo mostra o candidato dizendo que não acredita em má-fé e ressalva que o investimento não comprova ilícito, o que caracteriza descompasso entre manchete e texto. O enquadramento organiza a matéria em torno da disputa pelo eleitorado de centro e de direita contra o petismo e o bolsonarismo, com ênfase em patrimônio, credores e vínculos financeiros, marcadores típicos de cobertura à direita.
Perspectivas omitidas
O avanço de Augusto Cury na disputa presidencial de 2026 virou o centro da briga entre os candidatos que se apresentam como alternativa à polarização. A pesquisa Quaest deu 10% ao escritor, terceiro lugar atrás de Lula e Flávio Bolsonaro, e a reação do adversário Renan Santos misturou ofensa pessoal, suspeita sobre influenciadores e cobrança de explicações.
O crescimento de Augusto Cury (Avante) na corrida presidencial de 2026 tornou-se o centro do embate entre os candidatos que disputam o eleitorado situado fora da polarização. A pesquisa Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026 colocou o escritor e psiquiatra em terceiro lugar no primeiro turno, com 10% das intenções de voto, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 37%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 29%. Renan Santos, do partido Missão, apareceu com 3%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com 1%.
O resultado confirmou um movimento já registrado nos dias anteriores. No levantamento BTG/Nexus, Cury passou de 2% para 11% e assumiu a terceira colocação. No AtlasIntel/Bloomberg, subiu de 1,6% para 7,8%. Uma sondagem do Real Time Big Data divulgada em 1º de setembro também apontou 11%. Toda a cobertura analisada reproduz esses mesmos números e a mesma cronologia, sem divergência factual entre os veículos.
A cobertura de centro concentrou-se no bate-boca que se seguiu. Em coletiva de imprensa em São Paulo, Renan Santos chamou o adversário de 'pastel de vento' e disse que Cury é 'uma pessoa que nunca se posicionou em nenhum momento de crise', embora reconhecesse que 'uma parte importante da população quer comer um pastel de vento, porque está cansada das brigas políticas'. No mesmo dia, em Belo Horizonte, na inauguração do primeiro comitê da campanha do Avante, Cury respondeu apelando à própria trajetória: disse ser 'o psiquiatra mais lido do mundo' e afirmou que o crítico 'nem faculdade fez'. Também defendeu que os concorrentes impedidos de fazer campanha pudessem 'estar no páreo, discutindo ideias', em referência à restrição de propaganda na internet imposta ao candidato do Missão pela Justiça Eleitoral, depois revogada.
É na explicação do fenômeno que as coberturas se separam. Veículos de direita deram destaque à tese de que o avanço de Cury tem origem obscura: reproduziram a afirmação de Renan Santos de que influenciadores que antes divulgavam o Banco Master e atacavam o Banco Central migraram para a campanha do Avante, e exploraram o investimento de R$ 31,5 milhões que Cury declarou ao Tribunal Superior Eleitoral no Grupo Fictor, hoje em recuperação judicial e envolvido em negociações do mesmo banco. Um desses textos registra que o próprio acusador não afirma má-fé e que a existência do investimento, isoladamente, não comprova irregularidade, mas organiza a matéria em torno da suspeita. A cobertura de centro tratou a mesma acusação como declaração de campanha, sem verificação independente, e acrescentou o contraponto institucional: segundo integrante da coordenação do Missão, a queda do candidato para 3% decorreu da suspensão da propaganda na internet determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizada a ser retomada em seguida.
No conjunto analisado, veículos de esquerda não cobriram o episódio. A leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, seria menos sobre a briga e mais sobre o dinheiro e a liderança de Lula, que soma mais do que todos os concorrentes citados juntos, e sobre o peso do capital financeiro e dos influenciadores digitais na formação de intenção de voto.
Há lacunas que nenhuma das reportagens fecha. Não se sabe se o salto de Cury se sustenta nas próximas rodadas nem se ele decorre de exposição orgânica, de campanha paga ou da desmobilização do eleitor. Não há confirmação de investigação formal envolvendo o candidato do Avante, e a campanha dele não foi ouvida sobre o investimento na Fictor Invest nem sobre os influenciadores citados. Também não foi detalhado o efeito real da suspensão da propaganda sobre os números do Missão, nem quais medidas a campanha adotará para recuperar terreno.
Toda a cobertura registra os mesmos números e a mesma cronologia: Cury em 10% na Quaest, atrás de Lula (37%) e Flávio Bolsonaro (29%), com Renan Santos em 3%, depois de altas no BTG/Nexus e no AtlasIntel/Bloomberg. Há convergência também sobre a expressão 'pastel de vento' e sobre a existência do investimento de R$ 31,5 milhões declarado por Cury ao Tribunal Superior Eleitoral.

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, fez duras críticas ao também presidenciável Augusto Cury (Avante) durante

O presidenciável voltou a chamar Cury de "pastel de vento" e sugeriu que seus votos vieram de "uma massa de pessoas que não liga para a política

Candidato do Missão caiu da terceira para a quarta posição; ele aparece com 3% das intenções de voto, enquanto Cury saltou para 10%

Para o candidato do Missão, estilo do escritor é um dos perfis procurados pelo povo no pleito de 2026

O candidato à Presidência Augusto Cury rebateu, nesta terça, o também candidato Renan Santos, que o chamou de “pastel de vento” nesta tarde..
Falácias identificadas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto atribui todas as afirmações ao candidato e mantém verbo de reserva ('sugeriu'), mas monta a matéria inteira sobre a acusação sem contraditório e sem checagem, o que amplifica a alegação. O enquadramento segue descritivo, sem vocabulário ideológico próprio, então o perfil é de centro com problema de apuração.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto curto de agenda: reproduz a expressão 'pastel de vento' entre aspas e ancora a fala na sequência de pesquisas (Atlas/Bloomberg, BTG/Nexus e Real Time Big Data) sem adjetivar nenhum dos candidatos. O vocabulário é factual e a única voz é a do candidato citado, o que caracteriza cobertura de centro apesar do viés editorial do veículo.
Perspectivas omitidas



