Documentos entregues à PF por condenado citam grupo de Carlos Brandão no Maranhão
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fq%2Fe%2FPsteb4RBChI8dKr83Qsw%2Fwhatsapp-image-2026-08-18-at-16.35.45.jpeg&w=1920&q=72&output=webp)
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fq%2Fe%2FPsteb4RBChI8dKr83Qsw%2Fwhatsapp-image-2026-08-18-at-16.35.45.jpeg&w=1920&q=72&output=webp)
O caso expõe como recursos públicos que deveriam financiar serviços essenciais no Maranhão teriam sido convertidos, segundo a versão apresentada à Polícia Federal, em pagamentos em dinheiro vivo circulando entre empresas credoras, o gabinete estadual e o escritório de uma família política. A denúncia parte de um condenado por homicídio, mas o que está em disputa é o controle sobre a máquina estatal: a alegação é de que créditos milionários de gestões anteriores viraram moeda de troca, e de que o silêncio sobre o esquema foi comprado com mensalidades. O afastamento do presidente do Tribunal de Contas estadual, sobrinho do governador, reforça a leitura de que os mecanismos de fiscalização estavam capturados pelo mesmo grupo que deveriam auditar. A resposta institucional, com o Supremo Tribunal Federal assumindo a relatoria e a Polícia Federal reabrindo o que a polícia estadual havia tratado como briga pessoal, é apresentada como demonstração de que órgãos federais são necessários quando o poder local investiga a si mesmo.
Gilbson Cutrim Júnior, condenado a 13 anos de prisão por um homicídio cometido em 2022 em São Luís, entregou à Polícia Federal documentos que, segundo sua defesa, indicariam a participação do grupo do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), em um esquema de desvio de recursos públicos.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
As duas coberturas relatam os mesmos fatos: a entrega de documentos à Polícia Federal pela defesa de Gilbson Cutrim Júnior, a descrição de um suposto esquema de cobrança de créditos acima de R$ 5 milhões contra o Estado, os pagamentos mensais de R$ 15 mil atribuídos à compra de silêncio, o afastamento de Daniel Brandão do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão por decisão de Flávio Dino e a negativa integral do governador Carlos Brandão.
A defesa de um condenado por homicídio em São Luís entregou à Polícia Federal lista de processos, etiqueta de maço de dinheiro e foto de um carro para sustentar suspeitas contra o grupo do governador do Maranhão, Carlos Brandão. O presidente do Tribunal de Contas estadual, sobrinho do governador, foi afastado por 180 dias pelo Supremo Tribunal Federal. Carlos Brandão nega todas as acusações.
Gilbson Cutrim Júnior, condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato cometido em agosto de 2022 no centro comercial Tech Office, em São Luís, entregou à Polícia Federal um conjunto de documentos que, segundo sua defesa, ajudaria a comprovar a participação do grupo do governador do Maranhão, Carlos Brandão, do MDB, em um esquema de desvio de dinheiro público. Entre os itens estão um papel escrito à mão com números de processos, a etiqueta do Banco do Brasil que teria acompanhado um maço de dinheiro vivo, a imagem de um carro usado em entregas de valores, prints de contatos telefônicos e o recibo de um pagamento feito pela empresa envolvida na discussão que antecedeu o homicídio.
A versão apresentada aos investigadores é a mesma nos dois relatos disponíveis. A defesa sustenta que o condenado recebeu a incumbência de procurar empresas com valores a receber de gestões estaduais anteriores, sobretudo créditos acima de R$ 5 milhões, e de negociar o pagamento pela administração atual mediante devolução de parte da quantia, que seguiria para o escritório da família Brandão. A defesa afirma ainda que foram oferecidos R$ 30 mil mensais para comprar o silêncio de Gilbson Cutrim Júnior, dos quais apenas R$ 15 mil teriam sido entregues à família, em dinheiro vivo, por um motorista que trabalharia para Marcus Brandão, irmão do governador. A foto do carro e a etiqueta do maço foram apresentadas justamente para permitir que a polícia identifique o proprietário pela placa e a agência bancária de onde saíram as notas.
O caso mudou de patamar quando a Polícia Federal assumiu a apuração. A Polícia Civil do Maranhão havia concluído que o homicídio, cometido à luz do dia, resultara de uma briga pessoal, e a condenação de 2024 recaiu apenas sobre Gilbson Cutrim Júnior. Depois, os investigadores federais passaram a trabalhar com a hipótese de que a morte teve relação com um desentendimento sobre a divisão de propinas de contratos públicos. Em 17 de agosto, o ministro Flávio Dino, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal, afastou por 180 dias o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Daniel Brandão, sobrinho do governador, que estava na reunião no Tech Office anterior ao crime. Daniel Brandão disse que vai comprovar sua absoluta inocência e se colocou à disposição das autoridades.
As duas coberturas convergem nos fatos e divergem na extensão do contraditório. A cobertura de centro reproduziu na íntegra a nota do governador, exibiu as imagens dos documentos e citou trechos literais da petição da defesa, mantendo o vocabulário de suspeita ao longo do texto. Veículos de esquerda apresentaram o mesmo material de forma condensada, com ênfase no vínculo entre o dinheiro em circulação e o gabinete estadual, e resumiram a resposta do governador a uma frase. Até o fechamento desta análise, veículos de direita não haviam publicado sobre o caso, o que deixa sem cobertura o ângulo que costuma tensionar esse tipo de investigação: a confiabilidade de uma delação partida de réu confesso que alterou sua versão e o debate sobre foro. Carlos Brandão nega ser chefe de organização criminosa, afirma que sua defesa continua sem acesso à integralidade dos autos e destaca que a própria Procuradoria-Geral da República se manifestou no sentido de que o caso não deve ser conduzido pelo Supremo Tribunal Federal.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há confirmação pública de que a Polícia Federal tenha autenticado ou periciado a lista de processos, a etiqueta bancária e a foto do carro, nem de que o rastreamento das notas e da placa tenha sido concluído. Também não foram divulgadas manifestações de Marcus Brandão e do motorista citado pela defesa, não se conhece o teor completo da posição da Procuradoria-Geral da República sobre a competência do Supremo Tribunal Federal e não há prazo definido para a conclusão do inquérito nem para eventual denúncia.
Condenado por homicídio, Gilbson Cutrim Júnior entregou à PF documentos que sua defesa relaciona a suspeitas contra grupo de Carlos Brandão.

Gilbson Cutrim Júnior entregou à PF documentos e fotos que supostamente comprovam a participação do grupo do governador Carlos Brandão em esquemas de corrupção no Maranhão.
