PF faz operação contra entrada ilegal de eletrônicos no país
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A leitura de veículos de perfil mais à esquerda enfatiza que o esquema desviava dinheiro público: cada remessa subdeclarada significa imposto de importação que não chega ao caixa federal e, por consequência, não financia serviços públicos. A operação é apresentada como demonstração de que fiscalização estatal funciona quando há cooperação entre Polícia Federal, Receita Federal e Correios, e como argumento contra o discurso de que o Estado deve reduzir sua presença sobre o comércio exterior.
Veículos deste lado: Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou em 23 de setembro de 2026 a Operação Tegmen, contra o descaminho de produtos eletrônicos importados por remessas postais. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em dois endereços residenciais e dois estabelecimentos comerciais na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
Veículos deste lado: G1
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Quem importa eletrônicos por remessa postal declarando valor abaixo do real pode responder por descaminho, com pena de até quatro anos. Lojistas e importadores que recolhem os tributos disputam mercado com produtos que chegam subfaturados. O valor de imposto sonegado ainda será calculado a partir do material apreendido nesta quarta-feira.
Toda a cobertura converge nos mesmos fatos: quatro mandados de busca e apreensão cumpridos no Rio de Janeiro, remessas postais declaradas como objetos de pequeno valor que continham eletrônicos caros, apoio da Receita Federal e dos Correios e enquadramento por descaminho, com pena de até quatro anos de reclusão.
Não foram divulgados os nomes nem o número de investigados, o período de funcionamento do esquema, o volume de mercadoria apreendida e a estimativa de tributos não recolhidos. Também não há informação sobre prisões, bloqueio de bens ou manifestação da defesa dos alvos.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Tegmen contra o descaminho de produtos eletrônicos enviados por remessas postais com valor declarado abaixo do real. Foram quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, com apoio da Receita Federal e dos Correios. Os investigados podem responder por descaminho, com pena de até quatro anos.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, a Operação Tegmen, voltada ao combate ao descaminho de produtos eletrônicos importados por remessas postais. Agentes federais, com apoio de servidores da Receita Federal, cumpriram quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em dois endereços residenciais e dois estabelecimentos comerciais do ramo de importação de eletrônicos, localizados na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro.
Segundo a corporação, a investigação começou a partir da identificação de remessas postais declaradas como contendo objetos de pequeno valor, mas que transportavam produtos eletrônicos de preço significativamente superior ao informado. A finalidade, de acordo com a Polícia Federal, seria iludir o pagamento dos tributos incidentes sobre as mercadorias importadas, por meio de informações falsas ou incompatíveis com o conteúdo efetivamente remetido. A apuração contou com a colaboração dos Correios, responsáveis pelo trânsito das encomendas, e da Receita Federal, que faz a conferência aduaneira das declarações de importação.
O nome da operação vem do latim Tegmen, que significa cobertura ou aquilo que cobre, em alusão ao uso das declarações postais para encobrir a natureza e o valor real das mercadorias. Os investigados podem responder por descaminho, crime que consiste em importar ou exportar bens sem declaração ou com declaração incorreta para evitar o pagamento de tributos, com pena que pode chegar a quatro anos de reclusão. O material apreendido deve servir para reconstituir a origem, a aquisição, a remessa, o recebimento e a comercialização das mercadorias, identificar outros possíveis envolvidos e calcular os valores tributários que deixaram de ser recolhidos.
Esses elementos são comuns a toda a cobertura disponível até agora. A cobertura de centro relatou o caso com detalhamento processual, reproduziu a nota oficial da corporação e explicou a diferença técnica entre descaminho, que trata de mercadoria permitida com tributo sonegado, e contrabando, que envolve produto proibido por lei. Os veículos de esquerda que publicaram a notícia mantiveram registro estritamente factual, com ênfase na perda de arrecadação federal e no papel da Receita Federal e dos Correios na apuração, sem enquadramento crítico adicional. Até o momento não houve cobertura própria de veículos de direita sobre a operação, o que deixa sem contraponto os argumentos que costumam aparecer nesse campo, como o peso da tributação sobre eletrônicos importados e o efeito da concorrência desleal sobre lojistas que recolhem os impostos devidos.
A diferença de ênfase entre as reportagens disponíveis é pequena e recai sobre o que cada uma escolhe explicar: uma delas detalha o tipo penal e a origem do nome da operação, a outra sublinha o objetivo de calcular quanto o Estado deixou de arrecadar. Nenhuma apresenta interpretação política do caso.
Não se sabe ainda quantas pessoas ou empresas são alvo do inquérito, nem seus nomes, porque a Polícia Federal não os divulgou. Também não foram informados o volume de mercadoria apreendida, o período coberto pelo esquema e a estimativa de tributos não pagos, cálculo que depende justamente do material recolhido nesta quarta-feira. Não há registro de prisões, e não foi informado se houve pedido de bloqueio de bens. Nenhum dos investigados havia se manifestado publicamente até a publicação das primeiras reportagens.
Investigações da PF, Receita e Correios constataram que declarações de importação informavam que remessa postal continha objetos de pequeno valor, o que não era verdade.
Operação Tegmen da Polícia Federal combate o descaminho de eletrônicos no Rio de Janeiro em ação que apura fraudes em remessas postais e sonegação de impostos.
