Polícia Federal cancela passaportes de Flávio Bolsonaro sob suspeita de fuga
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Pela leitura de esquerda, o cancelamento dos passaportes é a resposta da Justiça a um senador que desobedeceu uma ordem e é alvo de investigações graves. O foco está nas suspeitas de lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz, em movimentações milionárias com apostas e no pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
Pela leitura de direita, a ordem é sobretudo uma decisão pessoal do ministro Alexandre de Moraes, tomada com base em declarações de Eduardo Bolsonaro e não em ato do próprio senador. Ganha destaque a versão de Flávio Bolsonaro, que diz ter sido intimado ao sair para visitar o pai, e o fato de não haver confirmação de que ele tenha deixado o país.
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A Polícia Federal cancelou os passaportes do senador Flávio Bolsonaro depois que ele deixou de entregá-los no prazo de 24 horas fixado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Há suspeita de que ele tenha saído do país pela Argentina, sem registro formal de saída.
A Polícia Federal cancelou na terça-feira, 27 de outubro, os passaportes comum e diplomático do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro. O senador não entregou os documentos no prazo de 24 horas determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que terminou na manhã daquele dia. A medida ocorre dois dias depois de Flávio ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial.
As fontes convergem nos pontos centrais. O senador foi intimado pela Polícia Federal na segunda-feira, depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A ordem de Moraes veio após o irmão dele, Eduardo Bolsonaro, dizer que defenderia a saída de Flávio do Brasil caso ele perdesse a eleição. Flávio é investigado com o advogado Willer Tomaz num inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro, e o ministro também proibiu contato entre os dois. A Polícia Federal vai comunicar o descumprimento ao Supremo.
Pairava ainda a suspeita de fuga. A cobertura de centro relatou que a imprensa argentina noticiou a passagem do senador pela fronteira, com destino aos Estados Unidos, num jato particular registrado em nome de uma empresa de táxi aéreo argentina. Do lado brasileiro, porém, não há registro formal de saída do país nos postos de imigração.
As ênfases divergem. Veículos de esquerda destacaram que o senador desobedeceu a ordem e estava sem paradeiro conhecido, e dedicaram espaço às suspeitas dos inquéritos: a conta da empresa Alcazar em que Flávio e Willer Tomaz eram os únicos usuários com poder de movimentação, apostas esportivas em patamares milionários e uma gravação em que o senador pede R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para bancar um filme sobre o pai. Segundo essa cobertura, a Polícia Federal apura se parte do dinheiro custeou as despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Veículos de direita enfatizaram a ordem como decisão pessoal de Moraes e deram espaço à versão do senador. Em vídeo, Flávio criticou o ministro e disse que a decisão se baseou em declarações do irmão, não em atos dele. Essa cobertura ressaltou também que não há confirmação de que ele tenha deixado o Brasil.
A cobertura de centro, por sua vez, lembrou que Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos de prisão por articular sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço dos Estados Unidos, e que há mandado de prisão aberto contra ele no país.
Ainda não se sabe onde Flávio Bolsonaro está, nem se ele de fato cruzou a fronteira com a Argentina. A defesa não havia se pronunciado sobre a suspeita de viagem. Também não está claro qual será a reação do Supremo ao descumprimento comunicado pela Polícia Federal.
Sem paradeiro conhecido, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro teria que entregar nesta terça-feira (27), até às 11h, o documento, mas desobedeceu a ordem policial

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, não entregou seus passaportes à Polícia Federal (PF)

A Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes do senador Flávio Bolsonaro após ele não cumprir decisão judicial de entregar documentos em 24 horas.