Daniel Vorcaro nega à Polícia Federal conhecer os grupos A Turma e Os Meninos
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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento por videoconferência à Polícia Federal na quarta-feira e negou participar ou sequer conhecer os grupos A Turma e Os Meninos, apontados pela investigação como braço de intimidação e de ataques cibernéticos. O pai, Henrique Vorcaro, também depôs e negou ser o articulador do grupo. Os dois estão presos desde março, e a defesa pediu a soltura.
Daniel Vorcaro negou à Polícia Federal participação nos grupos A Turma e Os Meninos e, por meio dos advogados, sustentou que não há fato novo que justifique a prisão preventiva mantida desde março. Pelo prisma do controle institucional e das garantias individuais, ganham peso as queixas de que as defesas ficaram sem acesso aos autos e de que pedidos ao Supremo Tribunal Federal seguem sem decisão.
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Toda a cobertura registra que Daniel e Henrique Vorcaro estão presos desde março, que os depoimentos tratavam dos grupos A Turma e Os Meninos e que a defesa nega qualquer ligação com atos de intimidação.
Preso desde março, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, negou em depoimento à Polícia Federal participar dos grupos A Turma e Os Meninos, suspeitos de intimidar jornalistas e invadir sistemas da PF, do MPF e da Interpol. O pai, Henrique Vorcaro, também negou ser o articulador.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal na tarde de quarta-feira, 30 de setembro, e negou participar ou sequer conhecer os grupos chamados A Turma e Os Meninos. O interrogatório foi feito por videoconferência, a partir da Papudinha, ala do complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O pai dele, Henrique Vorcaro, depôs duas horas depois e negou ser o articulador do grupo. Os dois estão presos desde março.
Segundo a Polícia Federal, A Turma funcionaria como braço armado de Daniel Vorcaro, encarregado de intimidar adversários, ex-empregados, concorrentes e jornalistas. Os Meninos teriam perfil tecnológico e atuariam em invasões de sistemas, derrubada de perfis e monitoramento ilegal de telefones. A investigação suspeita que integrantes acessaram sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até da Interpol para antecipar ao investigado informações sigilosas. A existência dos grupos foi identificada a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, apontado como gerente da estrutura, foi preso e morreu na cela da Polícia Federal em Belo Horizonte.
No depoimento, Daniel Vorcaro disse conhecer apenas Mourão, com quem teria um contrato formal de serviços de inteligência e segurança digital. A defesa afirma que as expressões A Turma e Os Meninos nunca designaram grupos organizados e que mensagens de tom violento foram desabafos tirados de contexto. Os advogados pediram a soltura do cliente. Henrique Vorcaro admitiu apenas relações comerciais com três integrantes do grupo. Os depoimentos já tinham sido adiados duas vezes, porque as defesas alegavam não ter acesso aos autos.
A cobertura de centro relatou o caso em detalhe, registrando tanto as suspeitas da Polícia Federal quanto as notas da defesa, e lembrou que, na operação de março, a corporação não encontrou valores na conta de Daniel, mas bloqueou R$ 2 bilhões na conta do pai na semana seguinte. Parte dessa cobertura deu destaque a mensagens em que se fala em quebrar os dentes de um jornalista. O único veículo de linha editorial à direita que cobriu o depoimento deu mais espaço aos argumentos da defesa: os episódios teriam ocorrido entre abril de 2024 e julho de 2025, antes da Operação Compliance Zero, e estariam ligados à vida privada do banqueiro, que teria sido vítima de extorsão. Veículos de esquerda não haviam publicado sobre o depoimento até o fechamento desta reportagem, de modo que o ângulo da liberdade de imprensa e da proteção a jornalistas ameaçados aparece apenas nas citações da própria investigação.
Ainda não se sabe se o depoimento permitirá à Polícia Federal concluir o inquérito sobre os dois grupos, como os delegados esperavam. O pedido de revogação da prisão preventiva, apresentado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, não foi analisado, e a defesa de Henrique Vorcaro diz que o processo está sem relator para decidir. Também não foi divulgado quem repassava informações sigilosas ao investigado.
Interrogatórios ocorrem após adiamentos e visam concluir um dos inquéritos que apuram intimidação armada, invasão de sistemas e ataques a adversários

De acordo com Elijonas Maia, depoimentos de Daniel e Henrique Vorcaro devem detalhar funcionamento de grupo apontado como braço armado do empresário

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal na tarde desta quarta-feira e negou participação em atos violentos.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestará um novo depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30). A oitiva está
