Daniel Vorcaro nega à Polícia Federal ligação com os grupos A Turma e Os Meninos
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Briefing
O que importa para você
- Daniel e Henrique Vorcaro seguem presos preventivamente.
- O pedido de revogação da preventiva está com o presidente do STF, Edson Fachin, sem análise.
- A Polícia Federal aponta jornalistas, ex-empregados e concorrentes como alvos de intimidação.
Onde os lados concordam
- Vorcaro depôs à Polícia Federal em 30 de setembro sobre o grupo A Turma.
- A prisão preventiva foi decretada por André Mendonça por risco de interferência nas investigações.
- A defesa contesta a manutenção da prisão e o pedido de soltura segue sem decisão.
O que ainda está incerto
- Quando o STF vai julgar o pedido de soltura e quem assumirá a relatoria.
- O que a Polícia Federal concluiu dos depoimentos de Daniel e Henrique Vorcaro.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal e negou participar dos grupos A Turma e Os Meninos, que a investigação aponta como estrutura de intimidação. A defesa pede a revogação da prisão preventiva, ainda sem decisão no Supremo Tribunal Federal.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal na tarde de 30 de setembro e negou qualquer participação em atos violentos ou intimidatórios contra desafetos. Ele afirmou não integrar e nem sequer conhecer os grupos chamados A Turma e Os Meninos, que a investigação descreve como uma estrutura de monitoramento, coação e intimidação.
A oitiva foi feita por videoconferência e tratou justamente das atividades desses grupos. Segundo a Polícia Federal, a existência deles foi descoberta em mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro, e as evidências cresceram com conversas obtidas no aparelho do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Quando a prisão foi decretada, o ministro André Mendonça, então relator do caso no Supremo Tribunal Federal, descreveu A Turma como estrutura usada para coletar informações e intimidar pessoas, entre elas concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas. A investigação aponta Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, como comandante do grupo, e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, como uma espécie de gerente. Mourão foi preso e morreu na cela da Polícia Federal em Belo Horizonte.
No depoimento, Daniel Vorcaro disse conhecer apenas Mourão, com quem teria um contrato formal de serviços de inteligência e segurança digital. Henrique Vorcaro também depôs no mesmo dia e negou articular A Turma. A defesa do ex-banqueiro pediu sua soltura, afirmando que os motivos da prisão não persistem e que as mensagens foram recortes maliciosos de desabafos privados.
A cobertura de centro concentrou-se no conteúdo do depoimento, contrapondo a negativa de Vorcaro à descrição feita por Mendonça e aos achados da Polícia Federal sobre a hierarquia do grupo. Um veículo de linha editorial à direita publicou o texto antes da oitiva e deu mais peso ao contexto da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em março, em que a polícia apontou Vorcaro como articulador de uma organização dividida em quatro núcleos, com fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio e obstrução de justiça. O mesmo texto detalhou a tese da defesa: os episódios citados teriam ocorrido entre abril de 2024 e julho de 2025, antes da operação, e não poderiam configurar interferência numa investigação que ainda não existia. Veículos de esquerda não haviam publicado sobre o depoimento até o fechamento desta reportagem, e por isso não há enquadramento próprio desse campo a registrar.
Ainda não se sabe quando o Supremo Tribunal Federal vai decidir o pedido de revogação da prisão preventiva, apresentado ao presidente da corte, Edson Fachin. A defesa de Henrique Vorcaro afirma que o processo está sem relator e que pedidos feitos a Mendonça ficaram sem resposta. Também não foi divulgado o que a Polícia Federal concluiu a partir dos dois depoimentos.
Fontes

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal na tarde desta quarta-feira e negou participação em atos violentos.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestará um novo depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30). A oitiva está