Pesquisa Atlas aponta que 75% dos brasileiros querem proibição das bets
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Pesquisa do instituto Atlas divulgada em 23 de setembro de 2026 mostra que 75% dos brasileiros adultos concordam que as apostas online, as chamadas bets, deveriam ser proibidas no país. Outros 17% discordam e 8% não concordam nem discordam. O levantamento ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro de 2026, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026. O tema atravessa a campanha presidencial de 2026, com propostas que vão da proibição total das plataformas e da publicidade a medidas de controle e prevenção ao endividamento.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Revista FórumBets: 75% da população concordam que elas deveriam ser proibidas, diz AtlasA maioria avassaladora do país é contra as apostas online, acreditando que elas trazem mais prejuízos do que benefícios à sociedade. Bets.
Análise editorial
O corpo reproduz corretamente os percentuais da pesquisa, mas o subtítulo usa vocabulário valorativo ("maioria avassaladora") e o texto organiza os dados de percepção de prejuízo em bloco destacado, reforçando a leitura de dano social coletivo. A ordem de apresentação da responsabilização, começando pelo governo Lula com 36%, é fiel ao dado, ainda que a matéria não desenvolva o ponto. O fecho com pedido de doação e defesa explícita de campo político confirma o enquadramento de esquerda.
- Qualidade argumentativa
- 60/100
- Manipulação emocional
- 35/100
- Clickbait
- 30/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não informa a comparação com a rodada de abril, que mostrava 73% favoráveis à proibição
- Não menciona o registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral
- Não contextualiza que o próprio governo citado como principal responsável é o que hoje regulamenta o setor
Falácias identificadas
- Apelo à maioria no subtítulo, ao tratar o percentual de concordância como veredito sobre o mérito das apostas
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilAtlas: 75% dizem que bets deveriam ser proibidas no BrasilPesquisa ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre 17 e 22 de setembro de 2026; margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%
Análise editorial
O texto reporta números sem adjetivação: apresenta os 75% favoráveis, os 17% contrários e os 8% indiferentes, informa a comparação com abril (73%) e fecha com bloco de metodologia. Descreve as bets como tema transversal da campanha presidencial de 2026 sem tomar partido entre proibição e regulação. A legenda da imagem, sobre mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, não tem relação com o conteúdo, mas é ruído de produção e não enquadramento.
- Qualidade argumentativa
- 69/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não informa a quem os entrevistados atribuem a responsabilidade pela disseminação das apostas online, dado presente no mesmo levantamento
- Não traz a percepção de prejuízo e benefício medida pela pesquisa
- Não ouve representantes do setor de apostas nem especialistas em regulação
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Pesquisa do instituto Atlas divulgada em 23 de setembro de 2026 mostra que 75% dos brasileiros adultos defendem a proibição das apostas online, contra 17% que discordam. O levantamento ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, com margem de erro de 1 ponto percentual, e mede ainda a quem o eleitor atribui a disseminação das bets no país.
Pesquisa do instituto Atlas divulgada na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, mostra que 75% dos brasileiros adultos concordam que as apostas online, conhecidas como bets, deveriam ser proibidas no país. Outros 17% discordam da ideia e 8% dizem não concordar nem discordar. O levantamento ouviu 5.015 pessoas entre os dias 17 e 22 de setembro, tem margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O estudo foi custeado com recursos do próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026.
O número representa alta em relação à rodada anterior. Em abril, 73% diziam concordar com a proibição, 21% discordavam e 6% não tinham posição formada. A pergunta seguinte do questionário reforça o quadro: 59,9% dos entrevistados afirmam que as apostas online trazem somente prejuízos à sociedade e 28,6% dizem que trazem mais prejuízos do que benefícios. Na ponta oposta, 0,7% enxergam somente benefícios e 0,2% veem mais benefícios do que danos. Outros 5,7% acham que os dois efeitos se equivalem e 4,9% não souberam responder.
A pesquisa também perguntou quem foi o principal responsável pela disseminação das bets no Brasil. O governo Lula foi apontado por 36% dos entrevistados, o governo de Jair Bolsonaro por 25,4% e o Congresso Nacional por 16,5%. Outros 15% disseram não saber. Esse é o ponto em que as coberturas se separam.
A cobertura de centro concentrou a matéria no dado principal e na ficha técnica, destacando a comparação com abril, a amostra, a margem de erro e o registro no Tribunal Superior Eleitoral. Nesse enquadramento, o levantamento aparece como termômetro de um assunto que se tornou transversal na campanha presidencial de 2026, presente em planos de governo e discursos de candidatos com propostas distintas, que vão da proibição das plataformas e da publicidade à adoção de medidas de controle, prevenção ao endividamento e proteção financeira dos usuários.
Veículos de esquerda deram peso aos números de percepção de dano, tratando o resultado como maioria expressiva contra as apostas e somando os 59,9% que apontam somente prejuízos aos 28,6% que apontam mais prejuízos do que benefícios. Nessa leitura, o consenso social justificaria uma resposta estatal firme, na linha das promessas de acabar com as plataformas. Esses veículos também publicaram integralmente a atribuição de responsabilidade, ainda que sem desenvolver o fato de o governo em exercício liderar a lista.
Veículos de direita não publicaram cobertura própria do levantamento dentro do conjunto de fontes reunido até o momento. Pela linha editorial habitual desse campo, o dado que tende a ser destacado é justamente o dos 36% que responsabilizam o governo Lula pela disseminação das bets, com a ressalva de que reconhecer o dano do jogo compulsivo não equivale a apoiar proibição, medida que empurraria a atividade para o mercado ilegal e retiraria arrecadação e supervisão do Estado.
O que ainda não se sabe é como essa opinião se distribui por renda, região, escolaridade e faixa etária, recorte que a divulgação não detalhou. Também não há informação sobre a intensidade dessa preferência, ou seja, se a proibição pesa no voto de quem a defende, nem sobre o desenho jurídico de uma eventual proibição, que dependeria do Congresso Nacional e esbarraria na regulamentação já em vigor. Não há, até aqui, resposta das empresas de apostas licenciadas nem dados oficiais que meçam o efeito econômico de fechar o setor.
Briefing
O que importa para você
- A proibição não está em vigor: apostar online segue legal e regulamentado, e mudar isso dependeria do Congresso Nacional.
- Quem aposta hoje continua sujeito às regras atuais de publicidade, cadastro e limites das plataformas licenciadas.
- O tema deve reaparecer em planos de governo e debates até a eleição de outubro de 2026, com propostas que vão de proibição total a controle de publicidade e prevenção ao endividamento.
Onde os lados divergem
- Esquerda soma os 59,9% que veem somente prejuízos aos 28,6% que veem mais prejuízos e lê o resultado como mandato popular para proibir.
- A leitura de direita separa diagnóstico de solução e destaca os 36% que responsabilizam o governo Lula, defendendo regulação e fiscalização em vez de proibição.
- Centro evita conclusão e trata o dado como termômetro de um debate ainda aberto entre proibir e regular.
Onde os lados concordam
Todas as coberturas tratam o resultado como número robusto e não contestam a metodologia: 75% a favor da proibição das apostas online, 17% contra, amostra de 5.015 entrevistados e margem de erro de 1 ponto percentual. Há convergência também sobre o fato de as bets terem virado tema de campanha presidencial em 2026.
O que ainda está incerto
- Não foi divulgado o recorte por renda, região, escolaridade ou idade, que mostraria onde a rejeição é maior.
- Não há medida de intensidade: não se sabe se a proibição pesa na decisão de voto.
- Nenhuma fonte trouxe resposta das empresas licenciadas nem estimativa oficial do efeito fiscal e de emprego de um eventual fechamento do setor.
Fontes

Pesquisa ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre 17 e 22 de setembro de 2026; margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%

A maioria avassaladora do país é contra as apostas online, acreditando que elas trazem mais prejuízos do que benefícios à sociedade. Bets.



