Atlas/Bloomberg: 75% dos brasileiros defendem proibir apostas online no país
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A pesquisa expõe o custo social das apostas online e dá respaldo popular a uma intervenção do Estado sobre o setor. Três em cada quatro brasileiros querem as bets proibidas, e quase 90% dizem que elas trazem somente prejuízos ou mais prejuízos do que benefícios, um retrato do endividamento das famílias e do adoecimento associado ao jogo. Para essa leitura, o mercado se expandiu mais rápido do que a capacidade de regulação, e a resposta precisa vir de política pública, e não da escolha individual do apostador.
Veículos deste lado: Revista Fórum
Levantamento do instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado em 23 de setembro de 2026, mostra que 75% dos brasileiros adultos concordam que as apostas online, conhecidas como bets, deveriam ser proibidas no país.
Veículos deste lado: CNN Brasil
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As coberturas convergem no dado central e na ficha técnica: 75% dos entrevistados querem as apostas online proibidas, 17% discordam, e o levantamento ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, com margem de erro de 1 ponto percentual e confiança de 95%. Nenhum lado contesta a rejeição majoritária às bets.
Levantamento do instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado em 23 de setembro de 2026, mostra que 75% dos brasileiros adultos querem as apostas online proibidas no país, ante 73% em abril. Quase 90% dizem que as bets trazem prejuízos à sociedade, e 36% apontam o governo Lula como principal responsável pela disseminação das plataformas.
Pesquisa do instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada em 23 de setembro de 2026, aponta que 75% dos brasileiros adultos concordam que as apostas online, conhecidas como bets, deveriam ser proibidas no país. Outros 17% discordam da proibição e 8% não concordam nem discordam. O levantamento ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, tem margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026. A pesquisa foi custeada com recursos do próprio instituto.
O apoio à proibição cresceu desde a rodada anterior. Em abril, 73% diziam concordar com o veto às plataformas, 21% discordavam e 6% não tinham posição definida. Em cinco meses, o campo favorável à proibição ganhou dois pontos percentuais e o campo contrário perdeu quatro.
A cobertura de centro concentrou-se na ficha técnica e no contexto eleitoral. Ela registrou que as apostas online se tornaram um tema transversal da campanha presidencial de 2026, presente em planos de governo e em discursos de candidatos diferentes, com propostas que vão da proibição das plataformas e da publicidade até medidas de controle, prevenção ao endividamento e proteção financeira dos usuários. Essa leitura enfatizou a comparação com a rodada de abril e a metodologia do levantamento, sem qualificar o resultado.
Veículos de esquerda destacaram o desdobramento das outras perguntas do questionário, com ênfase no prejuízo social atribuído às apostas. Segundo esse recorte, 59,9% dos entrevistados consideram que as bets trazem somente prejuízos à sociedade e 28,6% avaliam que trazem mais prejuízos do que benefícios. No extremo oposto, apenas 0,7% enxergam somente benefícios e 0,2% veem mais benefícios do que prejuízos, enquanto 5,7% acham que os dois efeitos se equivalem e 4,9% não souberam responder. O mesmo levantamento perguntou quem foi o principal responsável pela disseminação das apostas no Brasil: 36% apontaram o governo Lula, 25,4% citaram o governo de Jair Bolsonaro, 16,5% responsabilizaram o Congresso Nacional e 15% disseram não saber. A ficha técnica detalhada por essa cobertura registra que o recrutamento foi digital, com entrevistados captados durante a navegação de rotina na web.
Entre os veículos de direita, o levantamento sobre as bets não recebeu cobertura própria nesta rodada, então não há enquadramento desse campo para comparar. O dado que alimenta o debate nesse espectro está na própria pesquisa: o maior bloco de respostas sobre responsabilidade recai sobre o governo federal em exercício, e a rejeição de 75% mede insatisfação com o cenário atual sem indicar qual instrumento, proibição ou fiscalização mais dura do mercado já legalizado, resolveria o problema.
O que ainda não se sabe é decisivo para a leitura do número. O levantamento não separa quem apoia a proibição total de quem aceitaria uma regulamentação mais restritiva, não divulga recorte por renda, região ou faixa etária no material reportado, e não mede a disposição dos entrevistados de arcar com a perda de arrecadação que uma proibição implicaria. Também não há, nas matérias, resposta dos governos citados na pergunta sobre responsabilidade, nem manifestação do órgão regulador ou das empresas de apostas. Por fim, nenhuma das coberturas indica prazo, texto ou rito legislativo de qualquer medida concreta de proibição em tramitação.
Pesquisa ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre 17 e 22 de setembro de 2026; margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%

A maioria avassaladora do país é contra as apostas online, acreditando que elas trazem mais prejuízos do que benefícios à sociedade. Bets.
