Dario Durigan mantém reforma tributária em 2027 após OAB e CNI pedirem adiamento
1 veículo de esquerda · 6 veículos de centro · 5 veículos de direita

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em 5 de novembro de 2026 que o início da reforma tributária sobre o consumo segue previsto para janeiro de 2027 e admitiu estender prazos de multas e de obrigações acessórias. A fala veio depois do manifesto do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e das 27 seccionais e da carta da Confederação Nacional da Indústria, ambos de 4 de novembro, além de uma carta aberta de mais de 20 entidades do setor tributário. O Tribunal de Contas da União calculou em 11,3% a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços, acima dos 9,21% de estimativas anteriores, e cabe ao Senado analisá-la. Até a tarde de 5 de novembro, a Fazenda não havia detalhado quais obrigações teriam prazo ampliado. Parte das falas do ministro publicadas em textos de lados diferentes é creditada a um mesmo serviço de agência.
Com base em Valor Econômico, Notícias ao Minuto Brasil, Poder360, O Globo e mais 2
O único texto de esquerda do conjunto relata que Dario Durigan, ministro da Fazenda, mantém janeiro de 2027 como início da reforma tributária e pode flexibilizar prazos e penalidades durante a transição.
Com base em Brasil 247
Os textos de direita se dividem entre os pedidos de adiamento e a resposta do ministro. Um deles reúne o manifesto da Ordem dos Advogados do Brasil, a carta da Confederação Nacional da Indústria e a proposta de emenda à Constituição da deputada Any Ortiz (PP-RS), sem trazer resposta da Fazenda.
Com base em InfoMoney, Exame, O Estado de S.Paulo, Gazeta do Povo e mais 1
12 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Textos de esquerda, centro e direita registram que Dario Durigan, ministro da Fazenda, manteve janeiro de 2027 como início da reforma tributária e admitiu estender prazos de multas e de informações acessórias. Parte dessa repetição vem de texto creditado a um mesmo serviço de agência, o que não equivale a confirmação independente.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em 5 de novembro de 2026 que a reforma tributária começa em janeiro de 2027, depois de a Ordem dos Advogados do Brasil, a Confederação Nacional da Indústria e entidades do setor tributário pedirem o adiamento para 2028. Ele admitiu estender prazos de multas e de obrigações acessórias.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, que o início da reforma tributária sobre o consumo continua previsto para janeiro de 2027. A declaração veio depois de pedidos de adiamento para 2028 feitos pela Ordem dos Advogados do Brasil, pela Confederação Nacional da Indústria e por um conjunto de entidades do direito tributário.
Durigan descartou mudar o calendário, mas admitiu estender prazos de multas e de obrigações acessórias. Ele também prometeu um programa de conformidade sem penalidade para quem agir de boa-fé.
O pedido gira em torno da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, tributo federal que substitui o PIS e a Cofins a partir de 1º de janeiro de 2027. A cobertura de centro relatou que, em 4 de novembro, o Conselho Federal da Ordem e as 27 seccionais divulgaram um manifesto pela mudança, citando incertezas regulatórias, operacionais e econômicas. Parte dos textos inclui também o Imposto Seletivo entre as etapas que a Ordem quer adiar. No mesmo dia, a Confederação Nacional da Indústria escreveu aos ministros Durigan e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, pedindo que os testes continuem por todo o ano de 2027. A carta cita regulamentação incompleta, instabilidade na plataforma de apuração e risco de penalização por erros operacionais. Um texto de centro, que credita esse relato a outra publicação, informa a data de 1º de janeiro de 2028 para a CBS.
A carta aberta das entidades apontou quatro problemas: alíquota indefinida, apuração assistida não plenamente operacional, sistemas internos das empresas ainda por adaptar e falta de estrutura processual para conflitos judiciais. Os relatos divergem sobre esse documento. Textos de centro falam em mais de 20 entidades, e um deles data a divulgação em 31 de outubro; um texto de direita fala em 14 entidades e em divulgação no dia 3 de novembro. As matérias não explicam a diferença.
A alíquota é o pano de fundo citado em boa parte da cobertura. Em 28 de outubro, o Tribunal de Contas da União calculou em 11,3% a alíquota de referência da CBS para 2027, e o Senado ainda precisa analisá-la, com prazo até 15 de dezembro segundo textos de centro. Parte das matérias compara o número aos 9,21% de estimativas anteriores, enquanto um texto de direita cita estimativas do Planalto entre 8,5% e 9%.
As diferenças de ênfase aparecem dentro de cada grupo. Veículos de direita destacaram ângulos variados. Um reuniu o manifesto, a carta da indústria e a proposta de emenda à Constituição para a qual a deputada Any Ortiz (PP-RS) coleta assinaturas, sem resposta da Fazenda no texto. Outro trouxe dados da Receita Federal: 86% dos documentos fiscais e 67% dos estabelecimentos obrigados já informavam o novo tributo, em números de outubro. O mesmo texto ressalvou que isso não prova que todos os sistemas estejam prontos. Outros relataram a fala do ministro.
Entre veículos de esquerda, o único texto do conjunto relatou a manutenção do calendário e a flexibilização, creditando as declarações a um serviço de agência, o mesmo creditado em um texto de direita. A coincidência nesse ponto, portanto, não equivale a confirmação independente. Esse texto de esquerda menciona preocupações do setor produtivo, sem nomear as entidades nem expor seus argumentos.
Durigan disse que muita gente atrapalhou a reforma durante a eleição, com desinformação e medo no setor produtivo. Nos textos analisados, ele não nomeia responsáveis nem dá exemplos. Um texto de centro registra, por fontes não identificadas da área econômica, o reconhecimento de que há sistemas ainda não prontos.
Até a tarde de 5 de novembro, quando saiu a matéria mais recente do conjunto, a Fazenda não havia detalhado quais obrigações teriam prazo ampliado nem as condições do tratamento diferenciado. O Senado ainda não havia fixado a alíquota. Alguns textos chegaram truncados, o que limita conclusões sobre o que eles não registraram.
Ministro defendeu que nova reforma não busca penalizar empresários e governo já avalia programa de conformidade e possível extensão de prazo para entrega de informações

Ministro da Fazenda afirma que governo mantém cronograma e poderá flexibilizar prazos para empresas

Alegam ausência de definições essenciais e dificuldades operacionais


Ministro da Fazenda afirma que cronograma será cumprido, mas pode flexibilizar prazos e multas durante a transição. Leia no Poder360.

CNI e OAB pressionam por mais tempo para adaptação às novas regras

Segundo ele, a equipe econômica poderá flexibilizar prazos e penalidades para facilitar a adaptação das empresas às novas regras de tributação sobre o consumo

Ministro da Fazenda afirma que governo quer evitar que empresas sejam penalizadas por eventuais dificuldades de adaptação

"É claro que, durante as eleições, teve muita gente que atrapalhou a reforma tributária, muita desinformação, muito medo no setor produtivo", disse o ministro da Fazenda

Segundo ministro, ideia não é penalizar empresários e haverá programa de conformidade e, se houver necessidade, extensão de prazo para entrega de informações ou cobrança de multas

Entidade alerta para possibilidade de custos com conformidade e pressão no Judiciário. Leia na Gazeta do Povo.

Em manifesto, Ordem dos Advogados do Brasil cita ‘incertezas regulatórias, operacionais e econômicas que ainda envolvem o novo sistema

Iniciativa se soma à de outros segmentos, mas chama a atenção porque o setor industrial tende a ser o maior beneficiado com o novo sistema tributário

Novo sistema está previsto para entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027. Leia no Poder360.

Mais de 20 instituições apontam falta de definição da alíquota, sistemas não operacionais e insegurança jurídica

Associações alertam que empresas terão pouco tempo para adaptar preços, contratos e sistemas

Alíquota da CBS ainda depende de análise do Senado, Imposto Seletivo não foi regulamentado e parte das prefeituras não está preparada para emitir notas fiscais no novo padrão

TST toma decisão "com objetivo de moralizar os atestados médicos" e por um fim na "venda" desses documentos. Banabuiú é aqui. o CV em toda parte.

Nesta matéria: viés de centro.