Dario Durigan nega tabelar juros após proposta de Lara Resende de Selic a 7,5%
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
10 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Diário do Centro do MundoGoverno não estuda tabelar juros nem queimar reservas, diz ministro da FazendaDario Durigan negou que o governo Lula discuta tabelar a Selic ou usar reservas cambiais e disse que não há reunião com André Lara Resende.(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Jornal GGNLara Resende, Durigan e a disputa pelos juros, por Maurício LuperiProposta de André Lara Resende provocou reações no mercado, manifestações de dirigentes políticos e uma intervenção de Dario Durigan.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Brasil 247Durigan reage a Lara Resende e diz que governo Lula não vai tabelar taxa de jurosMinistro da Fazenda descarta proposta de limitar a Selic, nega reunião do presidente com o economista e busca conter apreensão do mercado financeiro(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
- G1'Propostas como tabelar os juros ou queimar reservas cambiais não estão em avaliação', diz DuriganDario Durigan e Mercadante negam propostas para tabelar a taxa Selic ou usar reservas cambiais e desmentem reunião entre Lula e o economista André Lara Resende.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- MetrópolesDurigan nega discussão de proposta para congelar taxa de juros no paísNotícia sobre reunião entre Lula e um dos pais do Plano Real levou a especulações de que tema estaria em pauta no governo federal(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- BandNews FMAndré Lara Resende propõe corte drástico nos juros e assusta mercadoAndré Lara Resende propõe corte drástico nos juros e assusta mercado band.com.br(abre em nova aba)
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Veículos com viés à direita
- Revista OesteProposta para limitar taxa básica de juros no governo Lula preocupa mercadoEconomista que apoiou PT critica Banco Central e sugere intervenção política(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- Terra Brasil NotíciasProposta do economista Lara Resende para limitar taxa Selic provoca preocupação no mercado; Durigan nega discussão no governoUma proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, para limitar a taxa básica de juros(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
Mais sobre André Lara Resende
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Briefing
O que importa para você
- A Selic está em 13,75% ao ano e o Comitê de Política Monetária se reúne em 3 de novembro.
- A proposta levaria a taxa a cerca de 7,5% em 12 meses e criaria um conselho com metas fiscais e monetárias conjuntas.
- Gestores ouvidos citam risco de alta do dólar e das expectativas de inflação.
Onde os lados divergem
- Um texto de esquerda descreveu a fala do ministro como tentativa de afastar especulações; um artigo de opinião de esquerda defendeu que a negativa não refuta a tese.
- Um texto de direita chamou a ideia de intervenção política e destacou que o economista apoiou o PT; outro ouviu economistas que preveem efeito contrário.
- Os números da dívida variam: 82,9% do PIB em textos de centro e esquerda, quase 90% e cerca de R$ 10 trilhões num texto de direita.
Onde os lados concordam
- Os três lados registram que Dario Durigan negou o tabelamento dos juros e uma reunião agendada entre Lula e André Lara Resende.
- Todos descrevem a proposta: Conselho Fiscal e Monetário Nacional e Selic de 13,75% para cerca de 7,5% em 12 meses.
- Parte dessa repetição vem de textos que creditam a mesma reportagem de centro.
O que ainda está incerto
- Até a noite de 2 de novembro, não havia confirmação de encontro entre Lula e Lara Resende, e o economista não havia respondido aos contatos registrados.
- A equipe econômica do quarto mandato ainda não estava definida.
André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, propôs reduzir a Selic de 13,75% para cerca de 7,5% em 12 meses e criar um Conselho Fiscal e Monetário Nacional. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, negaram que o tabelamento esteja em discussão, enquanto o mercado reagiu com preocupação.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalie tabelar a taxa básica de juros, a Selic, ou usar reservas cambiais para compensar uma eventual saída de capitais. A negativa veio depois que ganhou repercussão a notícia de um possível encontro de Lula, nesta semana, com o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real.
A proposta foi publicada pelo economista no fim de setembro. Ela prevê um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, com metas conjuntas para quatro a cinco anos, e a redução gradual da Selic, hoje em 13,75% ao ano, para cerca de 7,5% em 12 meses. Lara Resende sustenta que os juros, e não o gasto primário, explicam a alta da dívida pública. Ele admite um repique inicial de inflação, que seria contido com o uso das reservas internacionais.
Os textos dos três lados convergem nos fatos centrais. Durigan disse que não há reunião agendada entre Lula e o economista. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, afirmou que nenhuma proposta de tabelar juros está em discussão. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, falou em especulações. A deputada Gleisi Hoffmann, ex-ministra das Relações Institucionais, elogiou o artigo. Parte da cobertura de esquerda e de direita credita expressamente as falas do ministro e a reação de gestores a uma mesma reportagem de um veículo de centro, o que explica a repetição desses pontos.
A cobertura de centro relatou que gestores de grandes bancos, ouvidos sob reserva, veem na tese um diagnóstico correto com conclusão equivocada e risco de perda de autonomia do Banco Central. Um texto lembrou que o Comitê de Política Monetária se reúne em 3 de novembro, com o mercado apostando em manutenção da taxa.
Veículos de esquerda destacaram a negativa do ministro e a reação de Gleisi. Um texto descreveu a fala de Durigan como tentativa de afastar especulações e o elogio de Gleisi como sinal de receptividade em setores do PT. Outro registrou Gleisi dizendo que o mercado financeiro tem o DNA do autoritarismo. Um artigo de opinião defendeu que a negativa do governo não refuta os fundamentos da tese. Esses textos também registraram a preocupação do mercado.
Veículos de direita enfatizaram o temor do mercado. Um texto apresentou o autor como economista que apoiou o PT e chamou a ideia de intervenção política. Outro ouviu Sérgio Vale, da MB Associados, que citou a experiência de 2012, e Marcos Mendes, do Insper, para quem a proposta depende de ajuste fiscal estrutural. Os dois registraram a tese do economista.
Os números da dívida não coincidem entre as matérias. Textos de centro e de esquerda citam dívida bruta de 82,9% do PIB, e um texto de centro soma R$ 11,1 trilhões. O cálculo atribuído ao economista usa 82,5% do PIB e R$ 10,9 trilhões. Um texto de direita fala em dívida próxima de R$ 10 trilhões, quase 90% do PIB.
Até a noite de 2 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, não havia confirmação de encontro entre Lula e Lara Resende, e duas reportagens de centro registraram que o economista não respondeu aos contatos. A equipe econômica do quarto mandato também não estava definida. Segundo Mercadante, Lula começaria a discutir o novo mandato na terça-feira, 3 de novembro.
Fontes
Dario Durigan negou que o governo Lula discuta tabelar a Selic ou usar reservas cambiais e disse que não há reunião com André Lara Resende.

Dario Durigan e Mercadante negam propostas para tabelar a taxa Selic ou usar reservas cambiais e desmentem reunião entre Lula e o economista André Lara Resende.

Proposta de André Lara Resende provocou reações no mercado, manifestações de dirigentes políticos e uma intervenção de Dario Durigan.

Notícia sobre reunião entre Lula e um dos pais do Plano Real levou a especulações de que tema estaria em pauta no governo federal

Economista que apoiou PT critica Banco Central e sugere intervenção política

André Lara Resende propõe corte drástico nos juros e assusta mercado band.com.br
Uma proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, para limitar a taxa básica de juros

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