Tesouro Nacional faz recompra de R$ 31,6 bilhões em títulos após tombo do mercado

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Juros é o custo do dinheiro na economia, e no Brasil o principal instrumento é a Selic, a taxa básica definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Em 16 de setembro de 2026, o Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte seguido de 0,25 ponto, sem indicar se haverá nova redução na reunião de 3 e 4 de novembro. Mesmo depois do corte, o país segue com o maior juro real do mundo, de 8,45%, segundo ranking de consultorias. O tema importa porque os juros pesam diretamente sobre a dívida pública: a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 82,5% do PIB em julho, puxada principalmente pelos juros nominais, e mais da metade da Dívida Pública Federal está atrelada à Selic. No período eleitoral, os juros futuros passaram a reagir ao resultado das urnas, com forte queda depois do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, e disparada depois da reeleição de Lula no segundo turno, em 25 de outubro. O cenário externo também conta: no mesmo 16 de setembro, o Federal Reserve elevou os juros dos Estados Unidos pela primeira vez desde 2023. A cobertura diverge sobre a causa do problema: a de esquerda enquadra os juros altos como freio ao crédito, ao emprego e ao Orçamento, e a de direita enquadra o quadro fiscal como a razão de os juros não caírem mais rápido.
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