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Banco Central corta Selic a 13,75%, e juro real de 8,45% segue líder global

Redação Fuja da Bolha•3 fontes•15/09/2026•atualizado em 16/09/2026•Política Monetária

Resumo da cobertura

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, na quarta-feira, 16 de setembro, em decisão unânime. Foi a quinta redução consecutiva. Mesmo assim, o Brasil segue com o maior juro real do mundo, de 8,45%, segundo ranking das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o país não pode continuar com a maior taxa de juros do mundo.

1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

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Banco Central corta Selic a 13,75%, e juro real de 8,45% segue líder global
Imagem: InfoMoney

Como cada lado cobriu

3 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (33%)

Veículos com viés à esquerda

  • CartaCapitalCopom corta a Selic para 13,75%, mas Brasil segue com a maior taxa real de juros do mundoA taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional, servindo de referência para as demais taxas da economia
    Análise editorial

    O corpo é majoritariamente factual (comunicado do Copom, votos unânimes, IPCA de 4,22% em 12 meses, histórico de decisões), mas a manchete constrói o contraste 'corta, mas segue com a maior taxa real do mundo' e o texto usa 'o chamado mercado', marcando distância crítica da leitura de mercado. Framing crítico ao juro alto, alinhado à esquerda, com intensidade moderada.

    Qualidade argumentativa
    65/100
    Manipulação emocional
    20/100
    Clickbait
    25/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Não ouve economistas de mercado nem justificativas para a cautela do Banco Central além do comunicado
    • Não menciona a posição do Brasil no ranking de juros nominais
    • Chama o colegiado de Conselho de Política Monetária, quando o nome é Comitê
Centro1 (33%)

Veículos com viés ao centro

  • Notícias ao Minuto BrasilDurigan diz que Brasil não pode continuar com a maior taxa de juros do mundo 
    Análise editorial

    Relato de agência que reproduz a entrevista de Dario Durigan com aspas extensas e contextualiza com a pesquisa Projeções Broadcast (75 de 78 casas esperando corte para 13,75%). Não adere ao argumento do ministro nem o contesta; o espaço dado às defesas do governo Lula vem das próprias falas, sem voz contrária.

    Qualidade argumentativa
    55/100
    Manipulação emocional
    10/100
    Clickbait
    20/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • Não traz economistas ou o Banco Central contestando o diagnóstico do ministro sobre as causas do juro alto
    • Não detalha a trajetória da dívida pública citada como fator de credibilidade fiscal
Direita1 (33%)

Veículos com viés à direita

  • InfoMoneyCom Selic em 13,45%, Brasil tem maior juro real do mundoO ranking dos juros reais foi calculado pela MoneYou e Lev Intelligence, e tem a coordenação do economista-chefe Jason Vieira.
    Matéria: Centro

    Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.

    Análise editorial

    Texto descritivo do ranking elaborado por MoneYou e Lev Intelligence, com a fala de Jason Vieira sobre revisão de expectativas de inflação no mundo. Sem vocabulário valorativo sobre governo ou Banco Central, apesar do veículo de perfil pró-mercado. A manchete fala em Selic de 13,45%, mas o corpo registra o corte para 13,75%, e o número errado reaparece no ranking nominal.

    Qualidade argumentativa
    52/100
    Manipulação emocional
    10/100
    Clickbait
    20/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • Não traz a justificativa do Copom para o ritmo de corte
    • Não explica a divergência entre 13,45% e 13,75% citados no texto

O Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, o quinto corte seguido de 0,25 ponto. Mesmo assim, o juro real brasileiro, de 8,45%, continua o maior do mundo. Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o país não pode seguir com a maior taxa de juros do planeta.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, conhecido como Copom, reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano na quarta-feira, 16 de setembro. A decisão foi unânime e marcou o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. É o menor nível da Selic desde março de 2025.

Mesmo com a sequência de reduções, o Brasil segue com o maior juro real do mundo. Pelo ranking das consultorias MoneYou e Lev Intelligence, coordenado pelo economista Jason Vieira, a taxa real brasileira é de 8,45%, calculada descontando a inflação projetada para os próximos 12 meses. Rússia e Colômbia aparecem logo atrás. Segundo Vieira, a posição do país não mudaria nem com a manutenção da taxa nem com um corte maior, porque as expectativas de inflação subiram em boa parte dos países comparados.

No comunicado, o Copom afirma que a redução é compatível com a convergência da inflação para a meta. O texto menciona a incerteza sobre os conflitos no Oriente Médio, a moderação gradual da atividade econômica e o mercado de trabalho aquecido, e pede serenidade e cautela diante da desancoragem das expectativas. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo acumula 4,22% em 12 meses, abaixo do teto da meta, depois de recuar 0,32% em agosto. O corte era amplamente esperado: 75 de 78 instituições financeiras consultadas projetavam 13,75%.

Na véspera, foi divulgada uma entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, concedida em 26 de agosto. Ele reconheceu que o quadro fiscal influencia os juros, mas disse que não explica tudo, e afirmou que o Brasil não pode continuar com a maior taxa do mundo. Citou a concentração da negociação de títulos públicos em poucos bancos, o hábito do brasileiro de aplicar em renda fixa com alta remuneração e a falta de credibilidade fiscal de longo prazo.

A cobertura de centro relatou a decisão e a fala do ministro de forma descritiva, com dados da pesquisa de mercado e as declarações de Durigan sobre o ajuste de 2% do Produto Interno Bruto negociado com o Congresso. Veículos de esquerda destacaram o contraste entre o corte e a permanência do Brasil no topo do ranking de juro real, lembrando que a inflação está abaixo do teto, e registraram que a diretoria do Banco Central segue com duas vagas, cujas indicações pelo presidente Lula devem ficar para depois das eleições. Veículos de direita, voltados ao mercado financeiro, concentraram a cobertura no ranking internacional e na explicação técnica do economista sobre as expectativas de inflação, sem enquadrar a decisão como insuficiente.

O que ainda não se sabe é se o Copom manterá o ritmo de 0,25 ponto nas reuniões de 3 e 4 de novembro e de 8 e 9 de dezembro. Também não há data para as indicações às diretorias vagas, nem detalhes de como o governo pretende repetir o ajuste fiscal prometido pelo ministro.

Briefing

O que importa para você

  • Selic em 13,75% ao ano tende a baratear aos poucos crédito e financiamentos
  • Renda fixa, CDB e títulos do Tesouro passam a render um pouco menos
  • Próximas decisões do Copom saem em 4 de novembro e 9 de dezembro

Onde os lados divergem

  • Esquerda enfatiza que o corte é pequeno diante da inflação de 4,22%, abaixo do teto da meta
  • Cobertura de mercado trata a liderança no ranking como efeito técnico das expectativas de inflação no mundo, que não mudaria com outra decisão

Onde os lados concordam

Todas as coberturas registram o corte da Selic para 13,75% e que, mesmo assim, o Brasil mantém o maior juro real do mundo, de 8,45%, pelo ranking de MoneYou e Lev Intelligence.

O que ainda está incerto

  • Se o Copom manterá o ritmo de 0,25 ponto nas próximas reuniões
  • Quando o presidente Lula indicará os dois diretores que faltam no Banco Central
  • Como o governo pretende repetir o ajuste fiscal de 2% do PIB citado por Dario Durigan
Executivo FederalJurosPolítica Monetária

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Fontes

Espectro: Centro
Durigan diz que Brasil não pode continuar com a maior taxa de juros do mundo
Durigan diz que Brasil não pode continuar com a maior taxa de juros do mundo

 

Notícias ao Minuto BrasilNotícias ao Minuto Brasil
Espectro: Esquerda
Copom corta a Selic para 13,75%, mas Brasil segue com a maior taxa real de juros do mundo
Copom corta a Selic para 13,75%, mas Brasil segue com a maior taxa real de juros do mundo

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional, servindo de referência para as demais taxas da economia

CartaCapitalCartaCapital
Espectro: Direita
Com Selic em 13,45%, Brasil tem maior juro real do mundo
Com Selic em 13,45%, Brasil tem maior juro real do mundo

O ranking dos juros reais foi calculado pela MoneYou e Lev Intelligence, e tem a coordenação do economista-chefe Jason Vieira.

InfoMoneyInfoMoney

Esquerda

1 fonte

O Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo, reduziu a Selic para 13,75%, mas o corte gradual de 0,25 ponto mantém o Brasil com o maior juro real do planeta, de 8,45%, mesmo com a inflação em 4,22% e abaixo do teto da meta. A leitura crítica destaca o custo do crédito para famílias e para a atividade econômica e ecoa o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para quem o juro alto não pode ser atribuído apenas ao gasto público.

Centro

1 fonte

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, na quarta-feira, 16 de setembro, em decisão unânime. Foi a quinta redução consecutiva.

Direita

1 fonte

O Copom reduziu a Selic para 13,75% com cautela, lembrando a desancoragem das expectativas e o cenário externo incerto. Pela ótica de responsabilidade fiscal, o juro real de 8,45%, o maior do mundo, reflete sobretudo a falta de credibilidade das contas públicas no longo prazo, fator que o próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan, admite pesar sobre a taxa, enquanto defende ajuste negociado com o Congresso.

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Linha do Tempo

  1. 09 de dez. de 2026, 00:00Programado
    Copom encerra a última reunião de 2026, marcada para 8 e 9 de dezembro
    cartacapital.com.br
  2. 04 de nov. de 2026, 00:00Programado
    Copom encerra reunião de 3 e 4 de novembro com nova decisão sobre a Selic
    cartacapital.com.br
  3. 17 de set. de 2026Hoje
  4. 16 de set. de 2026, 21:00
    Copom corta a Selic de 14% para 13,75% ao ano em decisão unânime
    cartacapital.com.brinfomoney.com.br

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