
Relatório Pisa aponta pior desempenho médio já registrado e avanço relativo do Brasil
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2025. O Brasil marcou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências, abaixo das médias de 23 países do bloco, que ficaram em 466, 469 e 486. Os resultados ficaram estáveis em relação a 2022, mas a distância para a média da OCDE encolheu de forma consistente desde 2006. A aplicação no país é coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC).
Esquerda
A leitura à esquerda enfatiza que a redução da distância para os países ricos é resultado de duas décadas de política pública de educação básica sustentada pelo Estado, com a rede estadual respondendo por 72,4% dos estudantes avaliados.
Centro
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2025. O Brasil marcou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências, abaixo das médias de 23 países do bloco, que ficaram em 466, 469 e 486.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O texto é descritivo e ancorado em dados oficiais: 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências, com a comparação 2006-2025. O único enquadramento interpretativo vem de nota do Ministério da Educação, atribuída com aspas. Não há vocabulário valorativo de esquerda nem de direita, o que coloca o artigo no centro apesar do perfil do veículo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Conteúdo idêntico ao da agência de origem, com os mesmos números e a mesma estrutura. O enquadramento é neutro e factual; o que difere é a ausência de material complementar e a presença de chamadas de tráfego no fim da página, que não contaminam a análise do corpo noticioso.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O Brasil marcou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências na edição 2025 do Pisa, contra médias de 466, 469 e 486 nos países da OCDE. Os resultados ficaram estáveis em relação a 2022, mas a distância para o bloco caiu de forma contínua desde 2006. A reportagem reúne o que os números dizem sobre a escola brasileira e o que ainda falta ser divulgado.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) referentes a 2025, e o retrato do Brasil combina permanência e avanço. O país segue abaixo da média do bloco nas três áreas avaliadas, com 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências, contra médias de 466, 469 e 486 registradas em 23 países da OCDE. Ao mesmo tempo, a distância encolheu de forma consistente em duas décadas: entre 2006 e 2025, a diferença caiu de 102 para 58 pontos em leitura, de 131 para 92 em matemática e de 113 para 77 em ciências.
Como cada 20 pontos equivalem, na metodologia do exame, a um ano escolar, o atraso brasileiro em matemática ainda corresponde a cerca de 4,6 anos de escolaridade. O levantamento envolveu 760 mil estudantes de 91 países. No Brasil, participaram 30.140 alunos de 15 anos, sendo 72,4% deles de escolas da rede estadual e 96,9% de unidades urbanas, com provas aplicadas entre abril e maio de 2025. A aplicação nacional é coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
Há pontos em que toda a cobertura converge. Os resultados de 2025 ficaram estáveis em relação a 2022, com exceção de ciências, foco desta edição, que subiu de 403 para 409 pontos. O Brasil recuperou e superou o desempenho anterior à pandemia de covid-19 em ciências e teve perdas menores que a média do bloco em leitura e matemática. No novo domínio de resolução de problemas com ferramentas computacionais, o país marcou 406 pontos, contra média 500, num recorte de 19 países liderado pela Coreia do Sul, com 538, e fechado pelo Paraguai, com 352. Outro dado repetido em todas as versões é o salto na restrição ao celular: 81% dos estudantes brasileiros avaliados estudam em escolas com regras de uso, contra 37% em 2022 e média de 49% na OCDE, movimento que o Ministério da Educação atribuiu à implementação da Lei nº 15.100/2025.
As ênfases mudam conforme o lado. Veículos de esquerda destacaram a trajetória de redução da defasagem e a recuperação pós-pandemia como prova de que a escola pública, responsável por quase três em cada quatro estudantes avaliados, avançou sob política pública sustentada, e valorizaram o engajamento ambiental dos jovens brasileiros, acima da média internacional. A cobertura de centro reproduziu o conjunto de números sem interpretação própria, mantendo lado a lado o avanço histórico e a permanência do país abaixo da média. Veículos de direita não haviam publicado análise própria sobre esta edição até o fechamento desta reportagem; o ângulo que costuma organizar essa leitura, o custo do sistema diante do resultado estagnado entre 2022 e 2025, não apareceu no material disponível.
O que ainda não se sabe é boa parte do que importa. Os resultados do construto de processos de aprendizagem autorregulada só serão divulgados em 2027. Não há, no primeiro volume, abertura por unidade da federação, por rede de ensino ou por faixa de renda, o que impede medir se a redução da distância se distribuiu de maneira uniforme ou se concentrou em parte dos estudantes. Também não foi apresentada evidência causal que ligue a restrição ao celular ao desempenho aferido, apenas a correlação com menor relato de distração digital. E permanece em aberto o efeito prático do exame sobre a candidatura brasileira à OCDE, formalmente convidada em 2022 e ainda condicionada ao cumprimento de requisitos e à aprovação dos países membros.
O jovem brasileiro de 15 anos termina a avaliação com cerca de 4,6 anos de defasagem em matemática frente à média da OCDE. Oito em cada dez estudantes avaliados já estudam em escola com restrição ao uso de celular, efeito direto da Lei nº 15.100/2025 na rotina de sala de aula. E o país marcou 406 pontos em resolução de problemas com ferramentas computacionais, contra média 500, o que dimensiona o preparo digital de quem está saindo do ensino médio.
Toda a cobertura registra os mesmos dois fatos: o Brasil segue abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas e a distância diminuiu de forma contínua entre 2006 e 2025. Também há convergência sobre a estabilidade dos resultados em relação a 2022 e sobre o avanço em ciências, de 403 para 409 pontos.
Os resultados sobre aprendizagem autorregulada só saem em 2027. O primeiro volume não abre os dados por estado, rede de ensino ou faixa de renda, então não dá para saber quem avançou. Não há evidência causal ligando a restrição ao celular ao desempenho medido, apenas correlação com menos relato de distração digital.
Aplicado a cada três anos pela entidade, o Pisa avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.

Os alunos dos países avaliados pelo relatório PISA (Programa para a Avaliação Internacional de Estudantes) registraram o "pior nível médio de desempenho já observado", segundo o estudo publicado nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que alerta para uma deterioração "especialmente preocupante" em leitura.
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